quinta-feira, 10 de junho de 2021

LANÇAMENTO DO LIVRO "O GRITO! ... PARA A ETERNIDADE


Na noite do dia 10/06/2021 em comemoração aos 20 anos de AML - Academia Mourãorense de Letras  aconteceu um evento por meio remoto de muita emoção, que matou a saudade dos participantes que puderam ver e ouvir assistindo vídeos, o querido  professor Amani que partiu antes do combinado.

Aconteceu o lançamento do livro "O grito ... para a eternidade" Amani spachinski de Oliveira.

Teve participação de muita gente boa a começar pelo Acadêmico  Leandro Moreira na condução dos trabalhos.

A presidente da Academia professora Dalva Helena de Medeiros apresentou a trajetória do Patrono da cadeira 10-  Etanil Bento de Assis.

A acadêmica professora Sinclair Pozza Casemiro sempre com emoção que é o seu estilo, procurou apresentar o espírito do Amani ao relatar toda sua belíssima história profissional e familiar. E emocionada fez algo que ele teria feito se estivesse vivo, ou seja, pediu um minuto de silêncio por tantas pessoas que estão desaparecendo nesse período. E arrematou pedindo solidariedade e lembrando o homenageado, é preciso que com o grito o Brasil acorde e enfrente de vez a situação.
 
O professor Jose Mateus Bido destacou quatro pontos fortes que via no Amani. Tratar o outro com dignidade, respeitar o colaborador como uma pessoa inteligente e livre, viver o trabalho com dedicação no tempo e no espaço e ter otimismo sinal de esperança.

A Acadêmica Rita de Cássia Cartelli de Oliveira, que teve o privilégio e a felicidade de ter sido esposa do Amani, fez referência à AML e a AME, contou como se deu o encontro dela com a obra que lançou nesta data e destacou que é de leitura para todos os níveis de conhecimento. Falou da Rota da fé que ele participava, fez referência ao saudoso e querido Dom Mauro Aparecido dos Santos na vida do casal e que perdeu a batalha para a Covid recentemente e fez referência à biblioteca que leva o nome do professor Amani no Colégio Marechal Rondon e que o editor do Blog do Maybuk apreciou a bela fachada, por coincidência na tarde antes do evento.   
 
O  Acadêmico professor Fábio Sexugi destacou o amor pela filosofia e às letras por parte do Amani.

O Acadêmico Jair Elias disse que ficou impressionado em ler o livro e olha que ele tem experiência porque já publicou vários.  

A Eliane Menezes e a professora Silvana Casali fizeram uma linda homenagem para a professora Rita que não se conteve e derramou lágrimas.

Teve vídeos com filha e netos emocionando a todos. Vídeos com famoso grito do Amani que assustava e ao mesmo tempo encantava e terminava com eu amo vocês.

Aconteceu uma linda participação do ator Francisco Pinheiro.

O Acadêmico Gilmar  Cardoso fez uma deliciosa salada de referências, citou Camões, Santo Agostinho, Sid Sauer, Oswaldo Montenegro e tirou risos dos participantes,  lembrando que o Amani dizia que ele era o único que teve os 7 sacramentos da igreja,  entre eles foi padre, casou e teve  umas três extremas unções e sobreviveu.
 
E para terminar a noite,  o Acadêmico Leandro que também é cantor, homenageou uma  pessoa muito importante no evento com uma música deliciosa do grande Chico Buarque, mas só sabe ou saberá qual é e para quem foi,  quem assistiu na hora ou assistir a Live histórica CLICANDO AQUI. 






domingo, 6 de junho de 2021

LANÇAMENTO DO LIVRO SÍNTESE EXISTENCIAL - CONSTANTINO LISBOA DE MEDEIROS


Na noite do dia 06/06/2021 aconteceu de forma remota, um delicioso momento cultural em comemoração aos 20 anos da AML - Academia Mourãoense de Letras, com o lançamento do livro Síntese Existencial de autoria do escritor Constantino Lisboa de Medeiros.

Ele é Patrono da Cadeira nº 06 e que atualmente é ocupada Acadêmica escritora Giselta Veiga, uma mulher extraordinária, eclética e que é impossível conhecê-la e não admirá-la, quem tiver o privilégio de assistir a Live  por aqui no link a ser disponibilizado, ao ver sua participação se apresentando, fazendo a apresentação do autor do livro e declamando poesias, vai entender a afirmação. 

A condução dos trabalhos foi feita brilhantemente pelo Acadêmico professor Fábio Sexugi e que a partir da leitura de um comentário do editor do Blog do Maybuk, agradeceu as várias coberturas feitas dos eventos da AML.

A outra participação foi da professora Dalva Helena de Medeiros e se destacou não só, pela sua já conhecida capacidade em declamar poesias, mas porque é a atual presidente da AML e filha do autor do livro nesta data lançado. Se alguém já conhecia a sempre inquieta, ativa, inteligente, versátil e sensível "Dalvinha" agora a partir da Live vai entender o motivo pois com um pai desses não poderia ser diferente.

Pela apresentação da Giselta, de quem foi e o que fez por aqui o seu Constantino, já dá para ficar impressionado, o homem  tem formação acadêmica e ligação com a terra, uma junção importante, não que seja imprescindível pois as duas separadas também têm sua importância, mas sem é uma bela mistura.

Na Live teve apresentação de dança e música gaúcha que o poeta adorava, a participação da amada esposa e de mais um dos filhos, e é possível identificar pela amostra de algumas poesias das mais de 50 que o livro oferece, uma parte do pensamento dele. Fala com propriedade e de forma poética da evolução do ser humano no mundo, faz uma crítica ferrenha à produção desenfreada e à desumanização da classe trabalhadora explorada e alienada, apresenta-se como um galanteador, trata da tradição gaúcha com paixão e fala da linguagem, da poesia e da música.

Também se fez referência a outro evento da comemoração dos 20 anos da AML sobre o lançamento do livro "Para a Eternidade" Obra póstuma do querido Amani Spachimski de Oliveira e ocorrerá no dia dia 10/06/2021 as 19 horas com a participação da Acadêmica professora Rita de Cássia Cartelli de Oliveira.   

No final do evento, salvo engano, a Acadêmica professora Sinclair Pozza Casemiro deu a triste notícia, do falecimento da querida professora Sonia Marcia Cardoso França, que lutou bravamente contra a covid lá em Curitiba e faleceu segundo seu esposo as 19 horas. Ela que tantas vezes abrilhantou eventos em Campo Mourão, tocando piano, sendo maestrina de corais e cantando com aquela voz divina, naturalmente foi uma comoção e uma tristeza. 

E quando se estava elaborando essa matéria e lembrando as palavras da Giselta sobre física quântica e a capacidade do seu Constatino em conhecer as pessoas, que se deu conta que ele, bom de conversa, apreciador da boa música,  cheio de lábia, resolveu conversar com Deus  e o convenceu a chamar a professora de música Sonia, bem na hora do início do evento para assistirem juntos lá de cima, uma cartada de mestre.         

Essas foram as impressões de um simples blogueiro, analise por conta própria e assista a Live CLICANDO AQUI    

sábado, 5 de junho de 2021

POR UMA CAMPO MOURÃO MAIS VERDE, SAUDÁVEL, JUSTA E SUSTENTÁVEL


 

O Blog do Maybuk tomou conhecimento pelas redes sociais,  do texto do professor entusiasta Gilberto Santana de Alencar e publica na íntegra aqui.

POR UMA CAMPO MOURÃO MAIS VERDE, SAUDÁVEL, JUSTA E SUSTENTÁVEL ♻️

5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente 🌎

Escrevo para anunciar um tempo novo para nossa cidade: 🌱 uma Campo Mourão mais verde, saudável, justa e sustentável.

Menciono a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que apontam para um mundo mais justo, com o cuidado ao meio ambiente, com a paz e com prosperidade para todas as pessoas. 

Também, a Carta Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco sobre “o cuidado da casa comum”, que almeja um mundo que cuide da natureza, da justiça social e do bem-estar de toda a humanidade. 

Em linha com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que, para a pós covid-19, apela pela construção de um mundo mais verde, justo e saudável, defendo que Campo Mourão deva seguir essa orientação. 

Vem à minha mente, também, a luta de tantas mulheres e homens por justiça social, pela democracia, pelo respeito e preservação do meio ambiente, por educação e saúde de qualidade para todas e todos. Que lutam por direitos humanos, respeito à diversidade e por inclusão. Que lutam por outro modelo econômico, que traga respeito ao meio ambiente, paz mundial, prosperidade e felicidade para todos os povos.

Mas, pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, quero enfatizar aqui algumas propostas para uma Campo Mourão mais verde, saudável, justa e sustentável:

1. fortalecimento do Departamento do Meio Ambiente da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e do Conselho Municipal do Meio Ambiente do Município de Campo Mourão, em consonância com o compromisso de construção de uma cidade mais verde, saudável, justa e sustentável;

2. efetivação de uma Política Municipal de Meio Ambiente, que vise melhorar o meio ambiente, o “cuidado com a casa comum”, na perspectiva do paradigma da transição ecológica;

3. adoção e execução da Agenda 2030 da ONU e dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em nossa cidade e pelo conjunto da sociedade;

4. efetivação de ações de recuperação, conservação e proteção dos recursos ambientais do Município de Campo Mourão;

5. conscientização de práticas individuais, coletivas, empresariais e políticas, direcionadas para o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável;

6. adoção de políticas públicas que promovam o emprego, a geração de renda, o trabalho decente, o bem-estar social, educação e saúde de qualidade; 

7. desenvolvimento de ações de melhorias na mobilidade urbana para a garantia do direito à cidade e ao bem-estar urbano;

8. promoção e execução de medidas sustentáveis para a construção de um município pautado na sustentabilidade e na perspectiva de uma cidade mais verde, saudável e justa;

9. aprimoramento das normas estabelecidas na legislação de proteção e conservação ambiental no âmbito municipal;

10. execução de trabalhos de educação ambiental em escolas, associações de moradores e em outros espaços da sociedade civil, direcionados para a efetivação de uma Campo Mourão mais verde, saudável, justa e sustentável;

11. construção de ciclovias e estímulo ao uso de bicicleta e dá "carona solidária”;

12. adoção de veículos elétricos no transporte particular e coletivo; 

13. criação de mais parques e áreas verdes nos bairros de nossa cidade;

14. estímulo à economia verde, à agricultura sustentável, à economia solidária, ao comércio justo e ao desenvolvimento econômico urbano e rural sustentável;

15. apoio e incentivo ao ecoturismo e ao turismo rural;

16. ampliação da ação de arborização urbana e rural para que toda a cidade seja verde e saudável;

17. articulação de programas inovadores para destino do lixo e coleta seletiva; 

18. fiscalização, por parte do governo municipal e da população, de atos de degradação ao meio ambiente;

19. adoção da política dos 5Rs (repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar);

20. estímulo de opção por fontes limpas de produção de energia que não gerem impactos ambientais;

21. criação de feiras de produtos naturais e apoio às feiras existentes, aliado ao apoio para o pequeno produtor e o cuidado com o meio ambiente; 

22. fortalecimento da participação da população no debate das políticas públicas sobre o cuidado com o meio ambiente;

23. busca de alternativas econômicas que aliem o desenvolvimento do setor agropecuário, à sustentabilidade, à economia verde e à melhoria da qualidade de vida da população urbana e rural de nossa cidade;

24. trabalho pela recuperação e preservação de todas áreas verdes de Campo Mourão;

25. apoio à Unespar Campo Mourão na manutenção e implantação de melhorias na Estação Ecológica do Cerrado, e para a criação de novas estações ecológicas;

26. ampliação do cuidado com a água dos rios que cortam nosso município; 

27. incentivo do plantio de hortaliças e flores nas residências, pensando na alimentação saudável e o embelezamento da cidade;

28. incentivo às hortas comunitárias e apoio ao pequeno produto, à agroecologia e a agricultura familiar;

29. apoio ao cooperativismo, ao associativismo e ao empreendedorismo social na cidade e no campo.

Mesmo ainda em pandemia, temos que ter esperança e lutar por um amanhã melhor. Com a execução das propostas, poderemos ter uma Campo Mourão mais verde, saudável, mais justa e mais sustentável. Meu desejo é que o Brasil, e todo o planeta, se torne um mundo melhor, numa perspectiva democrática, ecológica, pacifista, sustentável, solidária e com prosperidade e felicidade para todas as pessoas.

Gilberto Santana de Alencar. Pedagogo. Mestre em Estudos Literários. Dirigente do SINDISCAM. Militante de movimentos populares. Fundador da Associação Mourãoense dos Escritores. Membro da Comissão de Criação e Implantação da Academia Mourãoense de Letras. Visionário. Terapeuta. Estudante de temas de economia solidária, ecológica, ecopedagogia, ecossocialismo, cidades inteligentes e saudáveis, espiritualidade e inclusão social.

Campo Mourao, 05 de junho de 2021.

Professor Gilberto Santana de Alencar

UMA BELA REFLEXÃO DE UMA ESCRITORA SOBRE A PANDEMIA


 

A escritora mourãoense Prescila Francioli tem uma caminhada vitoriosa na literatura. Dentre outras obras, publicou os livros “Fogo e Chuva” e “O mistério de Gaya – VOCÊ TEM VENCIDO SEUS MEDOS?”, ambos com leitura, análise e publicação aqui no Blog e muito bem aceitos entre leitores e leitoras. Nas suas redes sociais publica todos os dias textos, poesias, seus vídeos sobre literatura, enfim uma escritora muito ativa e empolgante.

 

Ela faz  parte da Associação Mourãoense de Escritores e hoje foi publicado no Facebook daquela entidade, um texto maravilhoso e que ajuda na reflexão, tratando do momento da pandemia, tão difícil para todos especialmente para quem teve alguém da família na angústia de uma internação (quase uma sentença de morte) e pior ainda para quem perdeu ente querido, amigo, amor. Nesse momento cinza ele escreveu um profundo e emocionante.     

 

UMA PEQUENA LUZ

Prescila Francioli

 

Veio sem avisar,

Para vidas ceifar.

No começo parecia ser só um fato isolado,

Mas pessoas começaram a cair por todos os lados.

Hoje nosso céu tem sido cinza,

Às lágrimas descem por nossa face,

E todos os dias,

Bate aquela saudade doída

De quem já não tem mais vida.

As notícias continuam,

Relatando mais uma vida que se foi,

A esperança tem desvanecido diante do invisível,

Que abala, que assusta, amedronta

E ninguém sabe ao certo

Como agir, o que fazer.

Um dia de cada vez, se tornou o lema,

A voz de todos, nos quatro cantos do mundo.

Já não sabemos como expressar o sentimento de dor,

O desejo de consolo, porque estamos em barcos separados,

Mas unidos na mesma fila,

Pedindo a Deus por sua infinita proteção,

Na esperança de nos dar mais um segundo, minutos,

Horas, dias, meses, anos...

Dissemos a nós mesmos muitas palavras de consolo, tentando acalmar a dor que não se descreve, na esperança de consolar nosso espírito, mas a certeza de que nunca mais veremos tantos, continua ali, persistente, existente...

O dia amanheceu avisando que a vida continua,

sem muitos sorrisos, com muitas ausências.

Ao fundo, uma pequena luz que nos diz, que de algum lugar lá do céu,

Os que se foram continuará a fazer parte de nossas vidas... às vezes sorrindo de nossas loucuras...outras, chorando por nossa irreverência.

Tem doído, saber que muitos se foram, de um jeito que não se descreve, que não se fala, que não se grita, que não se chora...,mas pela fé insistimos em aceitar que Deus recolhe na hora e no momento certo, nem antes, nem depois.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

LIVE SOBRE O HINO DA AML - SILVANIA MARIA COSTA

No dia 02/06/2021 a AML - Academia Mourãoense de Letras realizou uma live em comemoração dos seus 20 anos. A convidada especial do evento, foi a professora Silvania Maria Costa que é membro daquela entidade e também a atual presidente da Associação Mourãoense dos Escritores - AME.

Foi um momento muito interessante com a participação da professora Edcleia Basso falando da AML sobre alguns temas específicos. Também em que a Silvania interagiu com o membro Leandro Moreira e dialogaram sobre o Tema da noite que foi "O HINO DA ACADEMIA" que ela é autora.

A Silvania é uma pessoa muito especial e contagia com sua empolgação em todos os projetos que resolve fazer. Na live que será disponibilizado o link a seguir, ela fala de como conheceu e se apaixonou pela AME conduzida pelo então vereador de Campo Mourão-Pr Israel Skowronski.

Falou o que motivou e como fez a composição do Hino da AML e emocionou ao se expressar com aquela alegria e aquele amor pelas coisas do nordeste brasileiro, especialmente da Paraíba que é o seu Estado. Quem conhece a Silvania e suas empreitadas e descobre que ela é da Paraíba, impossível não lembrar do genial Luiz Gonzaga cantando "Paraíba masculina, muié macho sim sinhô". Ela faz tremer por onde passa com suas ideias e insistências e ai de quem se recusa a colaborar rsrs.

Para assistir a live é só CLICAR AQUI. Mas como as surpresas com ela nunca param, resolveu encerrar sua participação com uma linda poesia homenageando paranaenses que muitos moradores do Estado, talvez nem soubessem que eram daqui.

O Blog publica na íntegra:

CULTURA DO PARANÁ
Vamos falar de cultura,
cultura nunca é demais.
Ela traceja e graceja,
erudita, simples e pura,
transforma, envolve e mistura.
E quando a gente pestaneja,
na história faz e desfaz.
Cultura não tem preconceito,
vai do barraco à mansão.
Se tem talento e é bem feito,
dá o recado, dá seu jeito,
não cai no esquecimento,
ninguém segura o rojão.
Cultura por toda parte,
sacudindo o Paraná.
Tem música, dança, escultura,
Prato típico para provar.
Grafite, rap, literatura,
cada um com sua arte.
A cultura se permite
surgir em todo lugar.
Olha quanta gente famosa
Orgulho paranaense,
eu posso aqui citar:
Tony Ramos, Massafera,
Chitãozinho e Xororó
O Alexandre e o Fontoura,
além do Michel Teló.
Temos verso e temos prosa,
O Leminsky e a Kolody.
Tem a Sílvia que é Novaes,
Tem Leandro, tem Jair,
Tem gente que é saudosa,
Assabido, Moser e Amani.
Aqueles que não falei,
se incluam também aqui.
Vejam só quantos artistas
em nosso lindo Paraná,
Tantas faces da cultura
para a gente desvendar.
Por isso eu peço a todos:
Saibamos valorizar!
Silvania Maria Costa 02/06/2021

sábado, 22 de maio de 2021

PALESTRA SOBRE A PRODUÇÃO DE CACHAÇA E AGUARDENTE



Na noite de 21 de maio de 2021, o Colegiado de Ciências Econômicas da Unespar campus Campo Mourão,  promoveu a interessante e importante palestra intitulada "Cachaça e Aguardante" com o palestrante P. M. Fernandes Inspetor federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). 

A intermediação para a realização do evento foi da professora dra Luciana Aparecida Bastos e contou com a presença do Coordenador do Curso professor Jesus Crepaldi , professores, professoras e estudantes com uma presença em torno de cinquenta pessoas na sala virtual.

Na palestra com duas horas de duração foi possível conhecer todo o processo de produção de cachaça e aguardente, as dificuldades para produção para pequenos e médios produtores devido a grande quantidade de normas, a proposta sugerida de desregulamentação , a importância da atividade para a economia e também informações relevantes sobre legislação de outras bebidas em nível internacional. 

A palestra gerou importantes intervenções de professores e estudantes e a constatação de que o curso de ciências econômicas,  é importante para destacar que é preciso olhar para cada produto que é consumido no dia a dia e entender que o mesmo faz parte de uma cadeia de produção que gera trabalho, renda, impostos e satisfação de consumidores. 

Parabéns para a iniciativa e a realização do evento. 

      

domingo, 16 de maio de 2021

ADEUS EVA WILMA



O Brasil perde a grande atriz Eva Wilma. Fez trabalhos impecáveis e fez teatro até o ano passado com 86 anos de idade.

Além disso, tem uma foto histórica de 1968 (ano em que nasceu o editor do blog) no currículo, junto com outras atrizes foi na passeata dos 100 mil, contra a censura e a horrorosa ditadura militar.
Infelizmente morreu vendo seu país sendo governado por um sujeito que exalta a tortura, defende a ditadura militar e a censura.

Ela vai ficar para história pela belíssima carreira e a coragem. Ele no seu devido tempo e isso vai chegar, irá pagar pelos desmandos.

Descanse em paz Eva Wilma.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

LIVRO "LITERATURA INSPIRA POEMAS" DE CLEUSA PIOVESAM


Na, 14/05/21, foi o lançamento do livro Literatura Inspira poemas, publicado pela Leia Livros, da escritora/poetisa e também professora de Língua Portuguesa da Rede Estadual de Ensino/PR, Cleusa Piovesan, que integra o Centro de Letras de Francisco Beltrão, desde 2016 e outras academias literárias: AIML (Academia Internacional Mulheres das Letras); ABLAM (Academia Brasileira de Letras e Artes Minimalistas); ACILBRAS (Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil; AMCL (Academia Mundial de Cultura e Literatura); FEBACLA) Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; e SPINA - Associação Brasileira dos Poetas Spinaístas.

Cleusa nasceu em São João/PR, em 12/05/1967, residiu por 30 anos em Santa Izabel do Oeste, e agora reside em Capanema/PR. É Mestra em Letras; organizadora de dois livros Nossa mágica fábrica de sonhos (2016) e Tipologias e gêneros textuais (sob o olhar do aluno) (2017); autora de Não diga que a poesia está perdida; Fragmentos; O causo é bão? Aí, varria, né! (2016); Haicaindo n’alma (2017); Descaminhos (2019), Um toque de magia; Literatura inspira poemas e Ecos (de)mentes (2020), e tem participação em mais de 30  Antologias e Coletâneas.

Sinopse do livro literatura inspira poemas: Não há lugar melhor que um livro para entendermos que as vidas de todos nós se entrelaçam, amalgamadas pelos mesmos sentimentos e, pela leitura, descobrimos que nos identificamos por vivências em comum ou por experiências que nos fortalecem e constroem nossa personalidade. Partindo de minhas leituras, numa viagem pela biblioteca que visito todos os dias, e nem sempre tenho tempo de parar para admirar a paisagem que se descortina a minha frente, fiz um mergulho nas profundezas de cada obra lida em 2020, e desafiei-me a escrever poemas e instigar mais pessoas a se encantarem pela leitura.

“Sobre a poesia de Cleusa Piovesan podemos dizer como Adélia Prado: ‘Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina./Inauguro linhagens, fundo reinos/ - dor não é amargura.’ E assim, a poeta e suas leituras criam novos mundos a partir dos sentimentos suscitados pelos livros que lhe passaram pelas mãos. O que Cleusa sente, ela escreve e dá ao leitor um mundo de versos primorosos.”

(Weslei Roberto Candido, Doutor em Letras pelas UNESP, Pós-doutor em Letras pela Université Lumière Lyon 2, Docente na Universidade Estadual de Maringá – prefacista da obra)

 

sábado, 24 de abril de 2021

ENCONTRO DA AME - ABRIL DE 2021

 No dia 24 de abril de 2021, na parte da tarde por vídeo-conferência, aconteceu mais um encontro da Associação Mourãoense dos Escritores – AME,  com a presidente Silvania Maria Costa, vice-presidente Zilma Assad, e os membros integrantes: Fátima Saraiva, Sérgio Luiz Maybuk, Ana Aparecida Ceola Ribeiro, Nivalda Sguissardi, Cristina Schreiner da Motta , Izabelle de Carvalho. Justificaram ausência: Cícero Pereira de Souza, Giselta Veiga, Sílvia Fernandes, Dolores N. Calegari, Doroty Boçon Carneiro, Maurício Carneiro, Ester de Abreu Piacentini e Prescila Francioli.

No encontro, foi discutido orçamento de editoração do próximo livro da AME comemorativo de seus 25 anos, Nivalda  Sguissardi e Fátima Saraiva ficaram responsáveis por encontrarem a melhor proposta junto à gráficas e profissionais da área.

Cristina Motta tratou da questão da forma de distribuição do livro depois de impresso.

Depois foi discutido a execução do projeto “Memórias de Maio”  em que os/as participantes, farão um vídeo com declamação de poema que lembra maio, mãe, podendo ser de própria autoria ou de outrem, história com a mãe, história de mãe, história de dia das mães, etc, que será publicada no Facebook, até o segundo domingo do mês.

Na sequência Ana Ceola leu um texto do saudoso professor Assabido Rhoden sobre a AME e a biblioteca.

Fátima Saraiva demonstrou preocupação com dois participantes assíduos que estão adoentados e justamente sobre eles, lembrou-se de tantas atividades importantes que exerceram durante suas vidas. Sérgio e Cristina lembraram de outra pessoa que também fez muitas coisas importantes na cidade e que também está adoentada. Sobre o assunto, Nivalda Sguissardi comentou sobre um trabalho da imprensa mourãoense, que resgata a história de pessoas conhecidas da cidade. Assim, ficou combinado que a AME fará um plano de trabalho, iniciando com pessoas próximas da associação e depois estendendo-se a outras, para valorizar e homenagear pessoas que são importantes e que contribuíram, cada uma ao seu modo, para a cultura da cidade de Campo Mourão.

Na reunião tratou-se do mês de maio em homenagens às mães que vem dentro em breve. Infelizmente muitas delas não verão pessoalmente de seus filhos por causa da pandemia. Na própria reunião, foi interessante ver uma das participantes (que é mãe e avó), agradecendo as orações e o carinho por sua mãe já idosa que está adoentada. Outra mãe ali mostrando-se na tela e recebendo o carinho e as gracinhas da filha linda e jovem e assim segue-se a vida. Espera-se que em 2022 no mês de maio a situação esteja diferenciada e tal pandemia vencida.      

domingo, 11 de abril de 2021

CERIMÔNIA DE POSSE DA NOVA DIRETORIA DA AML BIÊNIO 2021-2023


















 

No dia 10 de abril de 2021, aconteceu a cerimônia de posse de modo virtual, da nova diretoria da AML – Academia Mourãoense de Letras - Biênio 2021-2023 – com os seguintes membros:  Presidente DALVA HELENA DE MEDEIROS, Vice-Presidente MARLENE KOHTS, Secretário Geral JAIR ELIAS DOS SANTOS JÚNIOR, Primeiro Secretário HERMÍNIA CAMARGO PERDONCINI, Tesoureiro Geral ANDRÉ PINTARO, Primeiro Tesoureiro LEANDRO MOREIRA, Orador ARLÉTO ROCHA, Coorador SILVANIA MARIA COSTA, Dir. do Acervo Bibliográfico GILSON MENDES DE GÓIS.

O evento foi muito rico e emocionante do início ao fim, mas antes dos registros e as impressões do editor do Blog do Maybuk, é necessário ressaltar um detalhe sobre as fotos, as primeiras e de ótima qualidade, foram disponibilizadas pela própria presidente  Dalva Helena de Medeiros e as outras foram tiradas no momento da transmissão. Em alguns registros de fotos observa-se comentários do público de casa, e há fotos de pessoas com máscaras, para se adequar de forma responsável em virtude da pandemia. O Blog que não está  alheio à situação do país, registra que o novo corona vírus, já tirou a vida, só no Brasil de 350 mil pessoas (citado pelo Fábio Sexugi no seu discurso) e em Campo Mourão-Pr 157 pessoas. Neste ato, respeitosamente,  presta uma homenagem a todas estas pessoas que se foram, e se solidariza com a dor de todas as famílias enlutadas. Também condena veementemente os brasileiros e as brasileiras que criminosamente, ainda insistem em frequentar lugares públicos sem máscara, colocando a vida de outras pessoas em risco e estimulando outras a fazerem o mesmo.

Seguindo sobre o evento, registra-se que a  secretaria da posse foi conduzida pela acadêmica Marlene Kohts e a Mestre de Cerimônia foi a acadêmica Edcleia Basso Didyk, que conduziu os trabalhos brilhantemente, apresentando a sequência de falas, apresentando o Hino Nacional Brasileiro sempre emocionante e o Hino da AML de autoria da acadêmica Silvania Maria Costa e muito bem interpretado pelo Anderson Brito “Skema”. Ela também leu especiais textos e poesias. 

Entre os textos e poesias , citando partes ou todo o conteúdo, foram apresentados “ Nada fica de nada. Nada somos” de Fernando Pessoa, “Resíduo” de Carlos Drummond de Andrade, “Sinfonia da vida – Quem vai cantando ... Quem pintará a voz e a canção? Para quem viaja ao encontro do sol ... Quando sonho sou outra ...” Helena Kolody, “Durante a nova vida: ... texto de Charles Chaplin, “Sou como você me vê ...” de  Clarice Lispector, “O tempo” de Mário Quintana.   

Nos momentos musicais ocorridos intercalados entre outros da cerimônia, foram muito bem interpretadas três lindas canções, uma delas tão significativa “Pais e filhos” composta pelo Renato Russo e que na composição cita “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã” muito válido no momento atual. Outra canção  do cantor e compositor Djavan “um dia frio”, que faz referência ao livro e finalmente outra canção do cantor e compositor Martinho da Vila com a música “Devagar, devagarinho” (devagar e sempre). Os dois últimos artistas são negros. Que bom a presença de negros em eventos importantes por meio da música. Que bom seria se nas Universidades (no corpo docente e discente), nos espaços decisórios políticos, nos cargos de diretorias nas empresas e nos espaços diversos das Letras, estivessem presentes mais negros e negras, considerando que indiscutivelmente, não lhes faltam capacidade.

Ainda no momento cultural do evento, a acadêmica Silvia Fernandes com aquela voz encantadora, interpretou uma de suas centenas de poesias, sempre muito lindas, intitulada UM DESTINO DESEJADO em que se publica na íntegra aqui:

O tempo é agora e o momento é meu!

Em minha frente se abre um caminho colorido, desconhecido, por onde passo.

Mas sem receio prossigo.

Tenho às mãos a minha rota traçada, detalhada, e uma bússola na mente.

Quero a surpresa da hora a cada passo que dou.

Vou seguindo seguro ao destino sonhado, planejado, escrevendo minha história:

autor e personagem saboreando a vitória que com certeza irei ter.

É  importante destacar a presença no evento, do Secretário da Cultura do município de Campo Mourão Roberto Cardoso. É imprescindível para um município, Estado ou país que governantes ou representantes apoiem tudo o que se refere à educação, cultura e arte.  

Finalmente para registro histórico o Blog publica os discursos do presidente que sai e da presidente que assume.

Discurso do ex-presidente Fábio Sexugi:

Caríssimos Acadêmicos,

Caríssimas Acadêmicas,

Prezados amigos que nos prestigiam virtualmente nessa noite especial,

Ilustríssimo Secretário de Cultura, Sr. Roberto Cardoso,

Querida Profª Dalva que, com sua equipe, liderará a AML pelo próximo Biênio,

É com muita alegria que transmito a Presidência a essa grande colega, de guarda-pó e de pelerine, que nossos confrades e confreiras escalaram para conduzir a Academia Mourãoense de Letras até 2023, nesses tempos que nos desafiam e que pedem de nós coragem e empenho redobrados.

O júbilo que sinto nesse momento reflete, sobretudo, o sentimento de dever cumprido. Devo dizer que, em 2018, quando aceitei reiterados convites dos colegas, mesmo sendo de Peabiru, para presidir uma das principais instituições mourãoenses, confesso que essa capa acadêmica se tornou bem mais pesada aos ombros: “se já é grande a incumbência de integrar a Academia, bem maior – pensava – será a de presidi-la”. Mas, apesar disso, devo dizer, essa enorme responsabilidade nunca nos amedrontou: certamente porque o apoio e o auxílio recebidos nesses anos por parte dos colegas da diretoria e do Colegiado nos impeliam a seguir em frente, com destemor, balizando ações que intensificaram a abertura da AML e a sua presença na comunidade. É que, como disse Beatriz a Dante, no Paraíso da Divina Comédia:

 “La spada di qua sù non taglia in fretta

né tardo, ma’ ch’al parer di colui

che disiando o temendo l’aspetta.”

“Do céu a espada pune sem tardança,

Mas sem pressa, conquanto o não pareça

A quem no medo aguarde e na esperança”

Assim, na opinião do “Poeta da misericórdia de Deus e da liberdade humana”, como chamou a Dante Alighieri o Papa Francisco na Carta Apostólica Candor Lucis Aeternae, publicada no mês passado, a ação divina independe do medo ou da esperança dos homens. A ação dos mortais, porém, inevitavelmente, fundamenta-se em uma dessas duas dimensões.

É nesse sentido, aliás, que a Compadecida – personagem da obra do grande Ariano Suassuna inspirada na obra dantesca – lamenta, ao advogar pelos réus diante do divino Tribunal,  que “os homens começam com medo, coitados, e acabam por fazer o que não presta, quase sem querer. É medo!” E, um a um, são elencados os receios que os colocaram naquela posição digna de pena: “Ah, senhor, medo de muitas coisas”, “medo do sofrimento”, “medo da solidão” e, no fundo de tudo, “medo da morte”...

Felizmente, ao chegarmos ao desfecho dessa gestão – que, como a vida de João Grilo no mesmo Auto nordestino, ganhou uma prorrogação inesperada –, podemos dizer que foi a esperança, e não o medo, a pautar nossas ações até aqui.

Pela esperança de que todos tenham acesso democrático aos bens culturais é que fizemos, juntos, tantas coisas: abrimos as portas da Academia à comunidade e à diversidade, com sessões públicas, nas quais aprendemos, por exemplo, um pouco mais da cultura indígena, ouvindo os próprios índios; ou dando espaço a pesquisadores e pesquisadoras que nos detalharam, com entusiasmo próprio da juventude, a importância e as particularidades da literatura de autoria feminina.

Essa mesma esperança nos fez intuir a necessidade de não apenas trazer a comunidade para dentro de nossas portas – cujo ingresso, ao contrário daquele umbral aflitivo que Dante descreveu, clama por “toda a esperança” –, impeliu-nos a levar a Academia lá onde estão as pessoas. Por isso, criamos o “Café com Letras”, projeto que divulga o trabalho de nossos acadêmicos num espaço comunitário, como a Feira Criativa de Campo Mourão... Por isso, lançamos o I Concurso de Poesias Prof. Rubens Luiz Sartori, que mapeou e aplaudiu inúmeros poetas de vários municípios da Região da Comcam, difundindo e premiando seus trabalhos... Por isso aprofundamos, como nesse momento, nossa presença na Internet – espaço democrático por natureza –, divulgando literatura e os trabalhos de nossa Academia no Facebook, no Instagram e, mais recentemente, no nosso novo portal, totalmente reformulado, modernizando nossa Academia... Por isso, criamos o Troféu José Moser, honraria coletiva e popular que coroa o trabalho de gente simples que, como o grande escultor austro-brasileiro de Peabiru, colabora no desenvolvimento sociocultural da nossa região... Por isso lançamos o livro “Ad Immortalitatem”, colocando nas mãos das pessoas a história da Academia e de seus membros...

Ao mesmo tempo em que tal abertura se intensificava, ancorando nossas ações na esperança de ver nossas letras escrevendo mais equidade e apagando, pouco a pouco, a injustiça social que aparta as pessoas dos livros – separação intensificada por uma pandemia assustadora que já vitimou quase 350 mil brasileiros, num cenário de embrutecimento que prioriza a ignorância, em detrimento da ciência, privilegiando superstições em prejuízo da vacina –, tivemos de nos adaptar: essa live e os demais eventos virtuais, inéditos à Instituição até então, provam a capacidade de a nossa Instituição ler e interpretar as vicissitudes desses tempos em que é chamada a tomar parte.

Não tivemos medo também de atualizar-nos internamente: propomos a alteração de nossos documentos norteadores; criamos um uniforme próprio para o trabalho; firmamos parcerias com outras instituições literárias; completamos a galeria de nossos símbolos.

Também não tivemos medo de, institucionalmente e no momento oportuno, posicionar-nos diante de temas sensíveis à sociedade, sempre de modo democrático e plural. É que, como dizia o grande pastor e ativista Martin Luther King, inspirado em Dante, “os lugares mais quentes do Inferno estão reservados para aqueles que permaneceram neutros em tempos de crise moral”. As notas oficiais que publicamos darão testemunho, no futuro, que de a indiferença e a inércia não nos dominaram nem quando o silêncio nos era mais conveniente.

Agradeço de coração a todos aqueles e aquelas que, generosamente, colaboraram para o sucesso dessa gestão, que também é o sucesso da própria Academia. À Tesoureira Cristina, que sempre nos encorajou, tendo atuado com excelência, minha gratidão especial! À Vice-Presidenta Profª Dirce, igualmente nosso reconhecimento sincero pelo suporte e amizade. Às Secretárias Marlene e Nelci, minha admiração e apreço pela valiosa contribuição. À ex-Presidente Ester, muito obrigado por apoiar concretamente nossas ações de modo tão generoso, assim como à Acadêmicas Giselta e Sílvia! Agradeço também aos Acadêmicos Ilivaldo e Sid Sauer, pela divulgação dos trabalhos da Instituição, assim como aos veículos de comunicação de Campo Mourão, que sempre repercutiram, gratuitamente, nossos trabalhos... Muito obrigado, queridas professoras Edcleia, Hermínia e Sinclair, por aceitarem, com bom ânimo e muita paixão, todos os desafios que lhes foram apresentados nesse período! Agradeço de coração aos Acadêmicos Helder e Robervani, que nos deram suporte jurídico para conduzir nossa AML! Gratidão ao Acadêmico Leandro Moreira que, antes mesmo de empossado, já dava sua contribuição musical e voluntária à Academia. Reconhecimento também ao ex-Presidente Jair Elias, pelas sugestões, amizade e parceria, assim como aos colegas João Lara, Gilson – ex-Presidente – e Prof. Maciel, que nos deram um grande suporte, e igualmente aos acadêmicos Arleto, Profª Rita, Profª Cida – ex-Presidente –, Benedita, Pe. Jurandir, Profª Silvânia, Prof. Frank, Márcia, Gilmar e a todos os colegas que, de alguma maneira, contribuíram, do seu jeito, para que tivéssemos êxito em nossas atividades. Entre eles, e já concluindo o discurso, nosso agradecimento especial à Prof. Dalva, sempre presente em todas as iniciativas, e a quem terei a honra de, dentro de instantes, transmitir esse colar presidencial.

A ela e aos integrantes da Gestão deixo o mesmo conselho que Virgílio deu a Dante, no Capítulo XXVII da Divina Comédia:

"Pon giù omai, pon giù ogne temenza; volgiti in qua e vieni: entra sicuro!”

“Deixa já, deixa o temor: volta-te para cá e vem: entra seguro!"

Desejo sucesso e muitas realizações!

Muito obrigado!

 

Discurso da presidente Dalva Helena de Medeiros:

Boa noite Acadêmicos e Acadêmicas da nossa querida Academia Mourãoense de Letras

Boa noite amigos, familiares e público em geral que nos acompanham pelo Facebook.

Em primeiro lugar, agradeço meus predecessores, na pessoa do presidente Fábio Sexugi, que representa sua Diretoria, pelo belíssimo trabalho desenvolvido durante a sua gestão, no sentido de democratizar a cultura e dar visibilidade à Academia Mourãoense de Letras como uma instituição, que não somente congrega intelectuais, mas que possui ações que repercutem na comunidade local e regional.

Em respeito, relembro os patronos de todas as cadeiras da AML, no total de 40, os quais por seus feitos, em relação à edificação da cultura, atuação nas áreas político-social e comunicação, têm seus nomes imortalizados.

Hoje é um dia muito especial na minha vida e na vida dos demais componentes da nova diretoria. Dia de assumirmos um grande compromisso que nos faz sentir um pouco de insegurança e, ao mesmo tempo, uma certa euforia por significar um novo desafio. São sentimentos que vão tomando forma, à medida que tomamos consciência da monumental responsabilidade que assumimos frente à possibilidade de contribuir com uma instituição de caráter literário e cultural cujo objetivo maior é cultivar, preservar e divulgar a Língua Portuguesa e suas literaturas em seus aspectos científico, histórico e artístico.

Assumir essa tarefa em um tempo tão conturbado, repleto de aflições e instabilidades, predominantemente na área de saúde, mas que lança tentáculos no campo sócio-político, gerando fome de alimentos, de paz, de justiça, aumenta o nosso compromisso e cautela em relação às metas propostas e meios para atingi-las.

Vivemos em um país, em que, infelizmente, as diferenças sociais, determinam, em grande parte, o acesso aos bens culturais, constituídos historicamente por toda humanidade, mas apropriados de formas distintas e muito desiguais.

Frente a esta constatação, buscamos arrego nos versos do poeta Drummond de Andrade quando diz: “Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Entre eles, considero a enorme realidade”... Com ele, podemos dizer que não estamos presos ao passado, nem conhecemos o futuro, vivemos no hoje, circunscritos na realidade que nos desafia. Com este quadro em mente, pusemo-nos a buscar o que sentimos ser essencial, de modo a balizar nossos projetos e ações para nossa gestão que acontecerá no biênio 2021-2023.

Estamos plenamente convictos de que o conhecimento não é dádiva entregue a poucos e que o desenvolvimento humano não é inato, logo, precisa do outro.  E é, justamente, nesta necessidade do outro, para o desenvolvimento, para o conhecimento e para acesso aos bens culturais de uma sociedade, que entra a nossa querida AML. Desta forma, o nosso papel enquanto acadêmicos não é, e nem poderia ser, apenas uma distinção de personalismo no mundo, mas, sim, de divulgar, disseminar conhecimentos, de dar acesso à cultura, por meio, principalmente da leitura e da literatura. Nesta perspectiva, temos uma função social, enquanto membros da Academia Mourãoense de Letras.

Assim como eu, a maioria dos confrades e confreiras acadêmicos, descende de famílias simples, e teve sua formação básica e superior em escolas públicas. Além disso, muitos dos acadêmicos da AML, inclusive eu, são profissionais da educação. Devotaram sua vida à esta causa, mormente, em escolas públicas. Outros, atuaram ou ainda atuam em variadas profissões, em diversas instâncias, como no comércio, na prestação de serviços, no direito, na imprensa e comunicação, em instituições educacionais públicas e privadas, em instituições religiosas, de forma que cada um de nós dedica-se a contribuir com o desenvolvimento social no seu cotidiano.

Por esta, entre outras razões, a AML torna-se o espaço que congrega e envida esforços para que, ao nos identificar com a luta da maior parte dos brasileiros e brasileiras, possamos lutar pelos seus direitos de ter acesso aos bens culturais de uma sociedade. Assim, para além de nossas diversidades de atuação profissional e de distintas formas de pensar e de escrever, temos também sonhos e tarefas comuns.

Para este biênio, em que a AML estará sendo guiada por uma nova Diretoria, propomos metas e ações como: atividades literárias e científicas, publicações de livros e revistas, projetos de divulgação dos patronos, fundadores  e acadêmicos ocupantes das cadeiras, projetos de literatura e poesia, projetos de incentivo à leitura nas escolas básicas, participação em eventos culturais com associações e órgãos congêneres, parcerias com outras academias, com universidades e escolas e ampliação da participação nas redes sociais, entre outras. Desta maneira, estamos certos de estarmos realizando a função social da academia.

O respeito às diferenças, interna e externamente, se expressará pelo diálogo, respeito às liberdades democráticas, aos princípios expressos na missão da instituição, tais como:  o apreço à fraternidade universal, à liberdade e igualdade, aos direitos individuais e coletivos, contidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A Arte e a Cultura, nossas matérias primas e resultado de trabalho em todos os momentos, em especial neste da pandemia, tem um papel importante, de trazer esperança, alegria, superação. Temos, mesmo diante da dor, diante da diferenças de classe, de gostos díspares, algo que nos une, acadêmicos e público participante, que  é a nossa cultura, a crença em um mundo melhor, a solidariedade, que nos permitirão, em breve, estarmos juntos, nas escolas, nas ruas, nas praças, nos auditórios, para ler, rir, dar um abraço, um aperto de mão, cantar, ler ou declamar poesia, contar histórias.

Encerro minha fala, com um poema de Helena Kolody, grande poeta paranaense:

Meus olhos estão olhando

De muito longe, de muito longe,

Das infinitas distâncias

Dos abismos interiores.

Meus olhos estão a olhar do extremo longínquo

Para você que está diante de mim.

Se eu estendesse a mão, tocaria a sua face.

 

Helena Kolody

 

 

 

 

 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

INVEST PARANÁ DO GOVERNO DO ESTADO APRESENTA PROJETO EM CAMPO MOURÃO


Neste momento acontecendo reunião do CODECAM - Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão-Pr).

Convidado de hoje o Diretor da Invest Paraná Giancarlo Rocco do Governo do Estado do Paraná.

Representando a Unespar Campus de Campo Mourão:
Professor Adalberto Dias de Souza - Diretor do Centro de Sociais Aplicadas.
Professor Sérgio Luiz Maybuk - Chefe de Extensão e Cultura.
Professora Thays J. Perassoli Boiko - Colegiado do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial.