O Editor do Blog do
Maybuk (criado em 2008), professor Sérgio Luiz Maybuk relata sua participação como integrante da
plateia da Mesa redonda: "Violências de gênero em debate: misoginia,
feminicídio e interseccionalidades", uma das ações do IV Seminário
Nacional de Educação em Direitos Humanos (SENEDH): “Enfrentamento às violências
contra as mulheres e ao feminicídio”.
O Centro de Educação em
Direitos Humanos - CEDH, coordenado pela Professora Dra. Claudilaine Caldas de
Oliveira do Colegiado de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNESPAR,
campus de Campo Mourão, organizou juntamente com outros/as professores/as,
agentes universitários e estudantes e convidou toda a comunidade acadêmica e
externa para o evento que se realizou no dia 13 de agosto, das 8h30 a 11h30 no
Anfiteatro do Campus UNESPAR Campo Mourão.
A Cerimonialista foi a professora
dra. Elaine da Silva Nantes - Coordenadora do NESPI Núcleo de Educação Especial
Inclusiva.
No convite se informou
que seriam reunidos/as especialistas de diversas frentes para um diálogo
profundo sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. E realmente a Mesa
foi composta por pessoas importantíssimas e com experiências variadas,
demonstrando a necessidade da inter-relação e integração dos/as referidos/as
profissionais e a presença deles/as em todos os espaços possíveis na sociedade.
A professora dra. Wilma Santos Coqueiro – Mediadora da Mesa, é
uma pesquisadora da área de letras e com pesquisas, projetos de extensão e
artigos publicados relacionados à mulher em várias vertentes. E fez
questionamentos muito importantes.
A Nivalda Sguissardi –
Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, fez colocações muito
pertinentes com muita desenvoltura, destacou a importância da universidade
nesses debates. Vale destacar que ela também é sindicalista e nas lutas atuais
do Sindicato dos Bancários dentre as temáticas estão a misoginia e assédio
moral e sexual contra as mulheres.
A dra. Riccelly Maria Albuquerque Donha – Delegada da Delegacia
da Mulher fez relatos importantes, com muita desenvoltura e conhecimento técnico
da lei e da sensibilidade necessária para atender uma mulher no momento de
muita fragilidade e medo. Defende-se sempre que a Delegacia da Mulher deva ser
conduzida por uma mulher. Ela tem experiência anterior na condição de delegada
de polícia lotada na primeira delegacia especializada de atendimento a mulher
de Campo Grande.
A policial militar Kelly
Cristina Ambrósio Lemos e o policial militar Deivit Ramalho dos Santos, ambos
da Patrulha Maria da Penha 11ª BPM, dentre relatos importantes e com muita
tranquilidade e conhecimento de causa, retrataram algumas experiências vividas,
a importância de ter uma mulher policial para diminuir o medo das mulheres
vítimas de agressão e também dar mais tranquilidade nos relatos. Identificaram
que as vezes eles voltam ao local em outro momento para melhor análise.
Rosana Nunes Salu –
Assistente Social do CRAM, demonstrando muito conhecimento e experiência
relatou que muitas vezes as mulheres são obrigadas a permanecer no
relacionamento abusivo por questões econômicas, falta de formação profissional.
Disse que braços fortes de um homem é para proteger e não agredir. E fez
colocações diretas e importantes aos estudantes do ensino médio e do ensino
superior ali no auditório, é necessário perceber os pequenos atos que poderão
se transformar em violência no futuro.
Mariana Siqueira - Representando
a Procuradora da Mulher da Câmara Municipal de Campo Mourão – Vereadora Eliana
Regina da Silva, destacou muito bem, a importância da Procuradoria da Mulher e
que muitas mulheres ainda não sabem que existe.
A dra. Sirlene Souza –
Psicóloga também com muita desenvoltura destacou que o abuso e agressão contra
as mulheres já vem da época da avó que infelizmente, na época até chegavam a
ser conformar como algo natural. Ela faz atendimentos variados e relatou que a
separação do casal as vezes chega a ser inevitável para se evitar agressões e
até e situações bem mais graves.
No momento dos questionamentos e comentários do público, fiz um pequeno comentário. Afirmei que aos 58 anos de idade, homens da minha geração são machistas em desconstrução. Relatei minha preocupação com uma ação orquestrada para desconstruir a Lei Maria da Penha, inclusive absurdamente com mentiras, dando voz ao ex-marido da Maria da Penha. Relatou também que é necessário responsabilizar proprietários e utilizadores da rede social quando confundem liberdade de expressão com a prática de crime. E finalmente ao elogiar as falas dos/as membros da Mesa Redonda recomendou que tal debate deveria ser feito também em grandes empresas com muitos funcionários, porque agressão às mulheres não têm classe social nem nível educacional.































































