BLOG DO MAYBUK - NA LUTA DO BOM COMBATE Este espaço é destinado a compartilhar com a comunidade minhas ações acadêmicas e profissionais. Também será utilizado para divulgar especialmente as ações de colegas economistas e outros profissionais e/ou pessoas da comunidade quando for necessário. O espaço servirá para debate sobre economia e política, onde serão manifestadas minhas opiniões a respeito, enquanto cidadão e professor universitário.
terça-feira, 27 de outubro de 2026
LULA É ELEITO PELA QUARTA VEZ, FATO INÉDITO NO BRASIL
No dia 25 de outubro de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, numa virada histórica e inédita se tornou o primeiro político a se eleger quatro vezes Presidente do Brasil.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
IMAGENS DA ESCOLA MUNICIPAL PADRE LADISLAU MAIBUK EM TEIXEIRA SOARES-PR
O Blog do Maybuk, criado em 2008 faz um relato de seu editor professor Sérgio Luiz Maybuk.
Em um dos encontros de membros dos Núcleos de Cooperação Socioambiental apoiados pela Itaipu, em Foz do Iguaçú, encontrei um rapaz chamado Leone Ribas morador de Teixeira Soares-PR.
No encontro disse a ele que um tio de meu pai Julio Maybuk que se chamava Ladislau Maibuk (as grafias são diferentes por erro de cartório), parece que tinha sido homenageado com uma Escola no município dele. A resposta foi rápida, ele disse que a Escola existia e que teria estudado lá.
Na semana passada ele fez uma visita especial lá na Escola Municipal Padre Ladislau Maibuk e me enviou foto e vídeos aqui publicados. Em especial com a participação da Diretora Elaine Aparecida Viegandt.
domingo, 20 de setembro de 2026
MOEMA VIEZZER - É PRECISO FAZER UM FILME SOBRE SUA VIDA
Fui lendo a prestação mas valeu ter lido.
O Livro trata dos seguintes temas:
PRA COMEÇO DE CONVERSA.
APRENDENDO COM O MUNDO.
Origens: sobrevivência e ajuda mútua – Aprendizagens da infância que duram uma vida inteira.
Vida religiosa: um destino “natural”? – Instituições versus individualidade.
Aggiornamento: sob os ventos de renovação – As mulheres “na borda” sistema.
Um novo tempo na vida em comunidade – A importância de aprender com o “diferente”.
APRENDENDO A SONHAR COM A MUDANÇA DO MUNDO.
Tempo de exílio: o Socialismo não está ali, na esquina – A produção capitalista do conhecimento.
Encontro com Domitilia: um novo portal se abre – Testemunho como ativismo autoral.
Educação Popular: O tema gerador que revelou minha relação com o mundo – O ativismo muda de lugar.
APRENDENDO A ESPALHAR AS SEMENTES DA MUDANÇA.
Minha trajetória na Rede Mulher de Educação – Em rede, sempre.
Nós e a Constituinte – Conquista sob a ameaça.
Educação Popular Feminista: arco-íris de possibilidades – A revolução permanente.
Adentrando o “universo” da Educação Ambiental”. Um caminho, várias trilhas.
Jornadas pelo “Tratado de Educação Ambiental” – Entre avanços e retrocessos.
A rede se amplia – É preciso internalizar!
PARA CONTINUAR ... O CAMINHO ADIANTE.
É emocionante ler cada página do livro e consequentemente a trajetória da vida dela, as fotos dela em diversos momentos e lugares, os países que conheceu, as experiências que viveu, as vidas que com certeza transformou com seu belo exemplo.
Penso que a vida de Moema Viezzer poderia ser retratada num filme, seria uma bela homenagem a ela e um registro histórico para o Brasil.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
INAUGURAÇÃO DO BANCO VERMELHO NA UNESPAR CAMPO MOURÃO
O Centro de Educação em Direitos Humanos - CEDH,
coordenado pela Professora Claudilaine
Caldas de Oliveira organizou juntamente com NERA, NERG, NESPI e CEDH Acolhe, a
Inauguração do Banco Vermelho que
integra o “Fuxicando contra o Feminicídio”, iniciativa desenvolvida no campus de Campo Mourão para
promover a conscientização, o diálogo e a mobilização no enfrentamento à
violência contra as mulheres. O Banco vermelho está previsto na
Lei nº 14.942, marco permanente de memória, alerta e resistência.
A Cerimonialista foi a mestranda Marla Dias da
Rocha. As fotos da publicação foram cedidas pelo Setor de Comunicação da Unespar campus de Campo Mourão.
No evento aconteceu a fala emocionada da diretora
do campus - professora Ceres América Ribas e de um relato importante com muitos
dados da Pró-reitora de Políticas Estudantis e Direitos Humanos - professora
Analeia Domingues.
Marcaram presença outras autoridades internas da
Unespar, o Pró-reitor de Administração e Finanças - professor João Marcos Borges
Avelar, o vice-diretor do campus - professor Jorge Leandro Delconte Ferreira,
os diretores de Centro de Área - professores Cláudia Chies e Rony Peterson da
Rocha, as Chefes de Divisão - professoras Analice Czyzewski
e Mônica
Aparecida Bortolotti, o Coordenador do Projetek - professor Adalberto Dias de Souza.
Com referência as autoridades externas as importantes presenças da Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da
Mulher - Nivalda Sguissardi, a Delegada da Delegacia da Mulher dra.
Riccelly Maria Albuquerque Donha, os policiais militares da Patrulha
Maria da Penha 11ª BPM - Kelly Cristina Ambrósio Lemos e Deivit Ramalho dos Santos,
a Assistente Social do CRAM - Rosana Nunes Salu.
Desejo que ações como esta possam contribuir para proteção e valorização de todas as mulheres.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
MESA REDONDA: "VIOLÊNCIAS DE GÊNERO EM DEBATE: MISOGINIA, FEMINICÍDIO E INTERSECCIONALIDADES"
O Editor do Blog do
Maybuk (criado em 2008), professor Sérgio Luiz Maybuk relata sua participação como integrante da
plateia da Mesa redonda: "Violências de gênero em debate: misoginia,
feminicídio e interseccionalidades", uma das ações do IV Seminário
Nacional de Educação em Direitos Humanos (SENEDH): “Enfrentamento às violências
contra as mulheres e ao feminicídio”.
O Centro de Educação em
Direitos Humanos - CEDH, coordenado pela Professora Dra. Claudilaine Caldas de
Oliveira do Colegiado de Engenharia de Produção Agroindustrial da UNESPAR,
campus de Campo Mourão, organizou juntamente com outros/as professores/as,
agentes universitários e estudantes e convidou toda a comunidade acadêmica e
externa para o evento que se realizou no dia 13 de agosto, das 8h30 a 11h30 no
Anfiteatro do Campus UNESPAR Campo Mourão.
A Cerimonialista foi a professora
dra. Elaine da Silva Nantes - Coordenadora do NESPI Núcleo de Educação Especial
Inclusiva.
A intérprete de Libras foi Joice Silveira.
No convite se informou
que seriam reunidos/as especialistas de diversas frentes para um diálogo
profundo sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. E realmente a Mesa
foi composta por pessoas importantíssimas e com experiências variadas,
demonstrando a necessidade da inter-relação e integração dos/as referidos/as
profissionais e a presença deles/as em todos os espaços possíveis na sociedade.
A professora dra. Wilma Santos Coqueiro – Mediadora da Mesa, é
uma pesquisadora da área de letras e com pesquisas, projetos de extensão e
artigos publicados relacionados à mulher em várias vertentes. E fez
questionamentos muito importantes.
A Nivalda Sguissardi –
Presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, fez colocações muito
pertinentes com muita desenvoltura, destacou a importância da universidade
nesses debates. Vale destacar que ela também é sindicalista e nas lutas atuais
do Sindicato dos Bancários dentre as temáticas estão a misoginia e assédio
moral e sexual contra as mulheres.
A dra. Riccelly Maria Albuquerque Donha – Delegada da Delegacia
da Mulher fez relatos importantes, com muita desenvoltura e conhecimento técnico
da lei e da sensibilidade necessária para atender uma mulher no momento de
muita fragilidade e medo. Defende-se sempre que a Delegacia da Mulher deva ser
conduzida por uma mulher. Ela tem experiência anterior na condição de delegada
de polícia lotada na primeira delegacia especializada de atendimento a mulher
de Campo Grande.
A policial militar Kelly
Cristina Ambrósio Lemos e o policial militar Deivit Ramalho dos Santos, ambos
da Patrulha Maria da Penha 11ª BPM, dentre relatos importantes e com muita
tranquilidade e conhecimento de causa, retrataram algumas experiências vividas,
a importância de ter uma mulher policial para diminuir o medo das mulheres
vítimas de agressão e também dar mais tranquilidade nos relatos. Identificaram
que as vezes eles voltam ao local em outro momento para melhor análise.
Rosana Nunes Salu –
Assistente Social do CRAM, demonstrando muito conhecimento e experiência
relatou que muitas vezes as mulheres são obrigadas a permanecer no
relacionamento abusivo por questões econômicas, falta de formação profissional.
Disse que braços fortes de um homem é para proteger e não agredir. E fez
colocações diretas e importantes aos estudantes do ensino médio e do ensino
superior ali no auditório, é necessário perceber os pequenos atos que poderão
se transformar em violência no futuro.
Mariana Siqueira - Representando
a Procuradora da Mulher da Câmara Municipal de Campo Mourão – Vereadora Eliana
Regina da Silva, destacou muito bem, a importância da Procuradoria da Mulher e
que muitas mulheres ainda não sabem que existe.
A dra. Sirlene Souza –
Psicóloga também com muita desenvoltura destacou que o abuso e agressão contra
as mulheres já vem da época da avó que infelizmente, na época até chegavam a
ser conformar como algo natural. Ela faz atendimentos variados e relatou que a
separação do casal as vezes chega a ser inevitável para se evitar agressões e
até e situações bem mais graves.
No momento dos questionamentos e comentários do público, fiz um pequeno comentário. Afirmei que aos 58 anos de idade, homens da minha geração são machistas em desconstrução. Relatei minha preocupação com uma ação orquestrada para desconstruir a Lei Maria da Penha, inclusive absurdamente com mentiras, dando voz ao ex-marido da Maria da Penha. Relatou também que é necessário responsabilizar proprietários e utilizadores da rede social quando confundem liberdade de expressão com a prática de crime. E finalmente ao elogiar as falas dos/as membros da Mesa Redonda recomendou que tal debate deveria ser feito também em grandes empresas com muitos funcionários, porque agressão às mulheres não têm classe social nem nível educacional.
domingo, 26 de julho de 2026
ANÁLISE DO LIVRO “VALE DAS PITANGUEIRAS” DE AUTORIA DA ELENICE KOZIEL
O editor do Blog do Maybuk (criado em 2008), professor Sérgio Luiz Maybuk relata sua análise sobre o livro “Vale das Pintangueiras” de autoria da Elenice Koziel – Ela é Servidora da UTFPR Campus de Campo Mourão. Ela é graduada em Letras e tem Mestrado e Doutorado em estudos literários. E desenvolve projetos na área de leitura literára, com foco no público feminino.
Ela é nascida no ano de 1979 na zona rural, às margens do Rio Palmital, na divisa entre os municípios de Roncador-PR e Pitanga-PR .
A Obra a ser analisada foi publicada por meio do Edital de Seleção de Obras Literárias da Prefeitura de Campo Mourão da Secretaria municipal de Cultura .
Na obra consta GOVERNO MUNICIPAL – JOÃO DOUGLAS FABRÍCIO – PREFEITO MUNICIPAL, FÁTIMA CLARO NUNES – VICE PREFEITA DE CAMPO MOURÃO, JADIR SOARES – PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, ROBERTO CARDOSO – SECRETÁRIO MUNICIPAL DE CULTURA, GISLAINE MONTEIRO FABRETI – DIRETORA GERAL SECRETARIA DE CULTURA, MAURICIO POZZA – DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO CULTURAL e LUCIANA DEMETKE – COORDENAÇÃO DA DIVISÃO DE BIBLIOTECAS.
Capa, Projeto Gráfico e Diagramação – Moai Comunicação com sua equipe: Crislayne Maria Bertholdo Lizotti, Erika Patricia Alves, Thais Martins do Nascimento (Revisão), Tiago Silva (Ilustração de Capa) e Tuana Santos Lima. Apresentação Institucional – Roberto Cardoso e Texto na Orelha do Livro Juliana Gonçalves de Souza.
Em junho de 2026, Eu acompanhei o Engenheiro Agrônomo Frederico Stelatto Farias, na UTFPR com o Diretor Geral Roberto Ribeiro Neli e Diretor de Relações Empresariais e Comunitárias: Rafael Fernando Pequito Lima, para convidar a Instituição no Evento VI FATI.
Na saída da Sala do diretor, a querida Elenice Koziel (minha amiga de Facebook), que trabalha na recepção me disse que queria me presentear com seu livro. Fiquei muito feliz, adoro livros, especialmente de pessoas de nossa região porque estimula outras pessoas a escreverem. Ela escreveu a dedicatória “Junho 2026. Para Maybuk, com carinho, que estas páginas levem ao seu “Vale das Pitangueiras” particular. Abraço.
Pedimos para registrar o momento com a foto que está na presente publicação. Aproveitei para convidar a nova escritora a participar da AME – Associação Mourãoense de Escritores da qual em 2026 sou vice-presidente.
No final de semana, em Roncador-PR (venho a cada 15 dias para ficar com minha mãe que está ótima mas precisa de atenção), aproveitei para ler o livro da Elenice e foi um prazer do início ao fim. Um livro emocionante, denso, muito bem escrito, que leva o/a leitor/a refletir sobre sua própria vida. Todos nós temos uma história, guardamos recordações boas e ruins, temos algum relacionamento pessoal, amororo, familiar, de trabalho que ficou algo não resolvido e se ficaram mágoas pior ainda, porque existe uma frase atribuída a Buda ou Shakespeare “mágoa é o veneno que você toma pensando que a outra pessoa vai morrer”.
Comecei a ler e fui me identificando com algumas passagens, cada um e cada uma vai se identicar conforme sua visão e vivência. Não vou dar Spoiler do livro e de cara recomendo a todos e todas lerem, é muito bem.
Também sou descente de Polonês por parte de pai. Sou torcedor do Santos, Já tive medo nos últimos tempos de alguém estragar o almoço de domingo ou comemorativo, se o assunto política maquiado com as bençãos de Deus aparecesse.
Mais soja e menos e menos rio é algo cada dia mais comum. Em alguns locais praticamente monocultura, faço parte da Câmara do Agronegócio do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão e certa vez eu disse: além dessa questão ambiental citada no livro, é muito perigoso uma região inteira ficar muito dependente de uma atividade só , ou seja, soja. Ela pode ser substituída por outro produto. Lembremos da dependência do café no Parana e “geada negra” por coincidência também citada aqui no livro, que destruiu grande parte da economia paranaense.
Adorei a passagem "cair um toró", nem todos sabem que em algumas partes do país é chuva forte rsrs. Minha mãe tem uma expressão só dela. Vai cair um toró. Veja o “Burcão” que imagino ela queira se referir a um”Vulcão” quando o céu fica muito escuro relampeando.
A expressão bonita, gorda, me chamou atenção, porque na minha família, dos mais antigos por parte de pai, ser gordo era sinal de saúde e fartura, pessoa magra parecia que estava passando fome. .
Caixa de lenha citada algumas vezes no livro. Na casa da minha mãe não tem mais fogão a lenha, mas a caixa de lenha continua lá, com outras utilidades. Faz parte da nossa identidade e lembra nossa infância. Para quem não conhece serve também para sentar em cima. Até fiz questão de tirar uma foto e publicar aqui. Vejam as dobradiças, a tampa levanta.
Virado de feijão sempre comi e gosto, pipoca também gosto mas nunca juntos, novidade. Vou experimentar.
Carpir, apoiar o queixo no cabo da enxada, só quem fez, sabe. Nunca carpi (capinei - outra forma de dizer). Nunca trabalhei na roça, mas conheço muito sobre ela. Minha mãe e meu pai carpiram muito na vida. Eu de vez em quando faço isso cuidando do quintal da casa da mãe.
Preocupação com a saúde mental e adoecimento de professoras, especialmente considerando a dupla jornada e convivência com marido, filhos. As passagens retratadas no livro são mais comuns do que se possa imaginar.
O momento terrível da pandemia para os professores. Eu sei um pouco sobre o que foi, mas minha relação era com estudantes universitários, outra realidade. Mas para os/as professores da rede sofreram demais e infelizmente alguns políticos canalhas disseram que os/as professores/as não trabalharam na pandemia porque não saíram de casa.
Agroecologia e Agricultura familiar (dessa sou inclusive pesquisador), é tema que estou desenvolvendo sempre, inclusive com um projeto que farei parte do Núcleo de Cooperação Socioambiental de Campo Mourão, apoiado pela Itaipu Binacional.
Solidariedade de vizinhos. Meus pais contavam muito sobre isso na zona rural. Na cidade também acontece felizmente.
Imigrantes.Um tema que esteve sempre na minha família. Aqui no Brasil é triste ver a xenofobia praticada por algumas pessoas. Todos e todas no Brasil são descendentes de imigrantes.
Meu avô tinha um casarão, era moradia, hotel e venda. A palavra venda para os/as mais jovens é armazém, mercado etc.
Problemática da educação. Cobrança permanente em cima dos professores. Problemas da sociedade transferidos para a sala de aula. Quem tiver o prazer de ler livro, entenderá perfeitamente.
Conflitos de casal, com machismo, misoginia, mágoas. “Entendedores, entenderão”.
Finalmente o tema extensão universitária. Sou professor extensionista e já fui Chefe da Divisão de Extensão e Cultura da Unespar campus de Campo Mourão. Minha praia.
Leiam o livro da Elenice. Vocês vão gostar. E olha que estamos esperando para ler o próximo. Contato Instagram @kozielelenice
quarta-feira, 8 de julho de 2026
A PARTICIPAÇÃO DA AME NO XXII VARAL DE POESIAS DA UNESPAR CAMPO MOURÃO
O XXII VARAL DE POESIAS da Unespar campus de Campo Mourão, evento
coordenado pela professora Adriana Beloti e com o fundamental Corpo de Jurados:
Cícero Pereira de Souza, Cleverson de Lima, Edcleia Basso Didyk, Fábio
Alexandro Seguxi, Hermínia Camargo Perdoncini, Sinclair Pozza Casemiro e Soraia
Sonsin foi muito emocionante, muito talento dos/as participantes e uma
organização impecável.
A AME – Associação Mourãoense de Escritores participou com parte de seus associados. Cícero
Pereira de Souza (jurado), Dalva Helena de Medeiros assistiu e forneceu as
fotos da publicação, Ester de Abreu Piacentini, Giselta Veiga, Jefferson Nery Correia com poesia premiada, Maria Gois
assistiu, Nivalda Sguissardi assistiu e foi representante oficial da AME no
evento, Sérgio Luiz Maybuk assistiu e levou suas turmas do curso de ciências
econômicas. Estavam presentes também os simpatizantes da Associação Adalberto
Dias de Souza e Gerson Colucci Junior.
A poesia ONDE DORMEM OS DESAPARECIDOS?
De autoria de Jefferson Nery Correia e interpretação da Atriz: Neusa
Caetano da Silva - Aluna do curso de Pedagogia Unespar foi premiada com o 2º
lugar na categoria melhor Composição.
A seguir a poesia na íntegra:
ONDE DORMEM OS DESAPARECIDOS?
Um sapateiro judeu, chamado Samuel,
saiu para trabalhar no centro de Hamburgo,
com seu chapéu fedora preto puído
e um relógio de bolso dourado.
O ano era 1940.
Ele não chegou ao trabalho
e nunca voltou para casa.
O filho não deu um último abraço no querido pai.
Ninguém mais ouviu falar dele.
Sumiu no Holocausto.
Onde ele está dormindo?
Santiago tinha 24 anos.
Estudava Medicina em Buenos Aires.
O ano era 1977.
Era tesoureiro do diretório acadêmico.
Saiu de casa para encontrar a namorada, Paola.
Vestia calça pantalona marrom
e camiseta azul do time argentino.
Foi visto pela última vez na Praça de Maio,
às 22h do dia 1º de agosto.
Ouviram um grito sufocado.
Onde ele está dormindo?
Tatiana, a grã-duquesa da Rússia,
era uma moça linda e altruísta, de 21 anos.
Foi enfermeira na Primeira Guerra Mundial,
de vestido branco e sapatilhas azuis.
Foi a última da família real
a ser vista, ao sair da Casa Ipatiev,
em Ecaterimburgo,
no dia 17 de julho de 1918.
Onde ela está dormindo?
Otávio era um contador de 35 anos,
bisneto de negros escravizados no Brasil.
Casado com Cássia, pai de Helena, de cinco.
Filiado ao PCdoB.
Foi visto pela última vez indo até a padaria
comprar cigarros, numa tarde de sábado,
em setembro de 1969, em São Paulo.
Usava jeans, camisa polo verde,
boné do Corinthians e barba rala.
Ouviram uma freada na rua lateral da sua casa.
Onde ele está dormindo?
Ruslan era um menino loiro, de 8 anos.
Amava jogar bola nas ruas do subúrbio de Kiev.
Saiu de casa, em março de 2022,
para buscar pão na casa da avó,
duas quadras de distância.
Vestia moletom amarelo
e um boné do Barcelona.
Foi visto pela última vez virando a esquina,
perto do quartel do exército.
Todos ouviram o barulho da explosão do míssil.
Onde ele está dormindo?
Layla morava em Rafah, na Faixa de Gaza.
Era mãe de Hasan, de um ano.
Ambos, palestinos.
Ela era voluntária,
cozinhava para os desabrigados.
Em dezembro de 2023,
saiu de casa com um vestido thobe cinza-claro
e um lenço tradicional cobrindo a cabeça.
Foi vista pela última vez indo buscar água
no poço comunitário do bairro.
Ouviram gritos. Rajadas de metralhadora.
Onde ela está dormindo?
Se todos somos iguais…
onde dormem os desaparecidos?

















































