BLOG DO MAYBUK - NA LUTA DO BOM COMBATE Este espaço é destinado a compartilhar com a comunidade minhas ações acadêmicas e profissionais. Também será utilizado para divulgar especialmente as ações de colegas economistas e outros profissionais e/ou pessoas da comunidade quando for necessário. O espaço servirá para debate sobre economia e política, onde serão manifestadas minhas opiniões a respeito, enquanto cidadão e professor universitário.
sexta-feira, 3 de julho de 2020
LIVRO "O ESPAÇO GEOGRÁFICO MOURÃOENSE - O TEMPO E SUA CONSTRUÇÃO
O editor do Blog do Maybuk, teve a grata satisfação de receber umas fotos hoje, do lançamento do livro "O ESPAÇO GEOGRÁFICO MOURÃOENSE - O TEMPO E SUA CONSTRUÇÃO" de autoria da professora doutora Gisele Ramos Onofre, do colegiado de geografia da Unespar campus de Campo Mourão.
O evento ocorreu antes da pandemia por isso nas fotos todos bem juntinhos.
Nas fotos além da autora, aparecem o professor Sérgio Luiz Maybuk, a professora Marilene Celant e a graduada pela Unespar Sasuke Almeida.
quinta-feira, 2 de julho de 2020
A PREMIAÇÃO E AS 60 MIL VIDAS CEIFADAS
Ontem, pela primeira vez assisti à premiação (virtual) da APTR - Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro, apresentada pelo Miguel Falabella e a Maria Padilha.
O momento marcante , foi a fala direto de sua casa, do grande homenageado da noite por toda sua obra grandiosa no Teatro, Nei Latorraca.
Após fazer todos os agradecimentos tirou o relógio e pediu um minuto de silêncio para as 60 mil vítimas atingidas ontem pela Covid 19.
Para quem é insensível o gesto pode não significar nada, mas para quem sabe o que é perder um ente querido nessa situação ou se preocupa com a dor do outro é uma forma de respeito.
Não foi respeitoso e sim canalhice o dirigente que debochou da doença e desde sempre fez tudo para atrapalhar.
Não foram respeitosos e sim canalhas, todos que se aproveitaram da doença para praticarem corrupção.
Não estão sendo respeitosos com as outras pessoas, quem ainda insiste em não usar máscara adequadamente e faz aglomeração desnecessária.
Vamos torcer e rezar para que não precisemos mais fazer minutos de silêncio a cada novas dez mil vidas que se forem.
sábado, 6 de junho de 2020
DE SILVINHA DA FECILCAM PARA PROFESSORA DRA SILVIA ALVES
O Blog do Maybuk desde o ano de 2008 tem voltado grande parte de suas publicações, para dar destaque a Fecilcam (atual Unespar campus de Campo Mourão), onde o editor se formou em Ciências Econômicas e atualmente é professor do Colegiado do referido Curso.
Sempre que é possível constatar
o crescimento profissional de estudantes da referida Instituição, independente
do curso é o motivo de orgulho.
Hoje se fará aqui o
reconhecimento da evolução profissional e pessoal da professora Dra Silvia
Alves dos Santos da UEL, casada com o também professor da UEL Marcelo Alves de
Carvalho.
A Silvinha como era
chamada no Curso de Pedagogia da então Fecilcam e nos movimentos sociais e sindicais,
vinda de Ourilândia Distrito do Município de Barbosa Ferraz-Pr, na nossa querida
COMCAM- Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão, sempre tinha no olhar e nas ações o desejo de
aprender e era uma pessoa muito comprometida e com senso de justiça nas
palavras e ações.
Passou o tempo,
graduou-se em Pedagogia pela Fecilcam no ano de 2004, tornou-se Mestre em
Educação pela Universidade Estadual de Londrina em 2008 e depois Doutora em
Educação pela UFSC – Universidade Federal de São Carlos em 2013. Atualmente é professora da Universidade
Estadual de Londrina, coordena o Grupo de Pesquisa em Educação e Marxismo na
referida Instituição. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em
Políticas Educacionais e o mundo do Trabalho, atuando principalmente nos
seguintes temas: Educação Superior, Estado, Trabalho docente, Trabalho e
Educação, Educação e Marxismo, Pedagogia Histórico-Crítica, Ensino Médio,
Formação de professores, Gestão Escolar.
A professora desenvolve
um Projeto de Pesquisa intitulado: “Estado, Universidade e Trabalho: Estudo
sobre o revigoramento da teoria do capital humano e o desmonte da universidade
pública”.
Recentemente participou
de uma Live intitulada “Adoecimento e condições de trabalho em tempos de EAD" juntamente
com outros professores, Araci Assinelli da Luz (UFPR) e os professores da rede,
Everton Marcos Grison, Idemar Beki e Luiz Paixão Rocha (casado com a amiga do editor
do Blog - Luzia Gonçalves, eterna professora e atualmente empresária).
A homenageada hoje,
professora Dra Silvia Alves dos Santos, nas suas intervenções na Live, de saída
fez referência à PEC dos Gastos que vêm
impedindo aumento nos investimentos
públicos e que agora na emergência da pandemia foi esquecida, mas em benefícios
em grande parte de interesses privados.
Destacou o desprezo do Presidente da
República pela ciência.
Tratou da
relação capital e trabalho e a extração da mais valia tanto absoluta quanto
relativa e que se intensificou junto aos professores, especialmente da área pública
com a super exploração em que eles e elas, que já vinham em grande parte com
problemas de saúde de várias espécies, agora sem condições estruturais nas suas
residências, para atender as tais aulas remotas passam da hora que acordam até
altas horas da noite ligados aos computadores nem sempre apropriados, para dar
conta às exigências propostas.
Ela destacou a saúde precarizada dos/as trabalhadores
e trabalhadoras da educação e fez questão de ressaltar que professores são
classe trabalhadora e como tais, são obrigados a vender sua força de trabalho
no modo de produção capitalista que só existe na base da exploração, não há
solidariedade.
Ao mesmo tempo em que a professora destacou toda a problemática
baseada na teoria marxista, ela também destacou a necessidade de um ajudar o
outro entre os pares, mas também na ajuda a famílias carentes em função da
pandemia e finalizou que é necessário professores e professoras se atentarem
para a divisão do tempo, pois do contrário passarão trabalhando da hora em que
acordam até a hora de dormir, e é necessário, um tempo para pensar na saúde
física e mental, no convívio com os filhos, na necessidade de assistir a um bom
filme.
É muito gratificante de
constatar que a Silvinha, hoje professora doutora Silvia, não saiu um milímetro
de suas proposições iniciais de estudante e hoje com certeza é uma grande
profissional e uma pessoa preocupada com as questões humanitárias.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
PERDEMOS O GRANDE ECONOMISTA CARLOS LESSA
Perdemos o grande economista Carlos Lessa. CLIQUE AQUI para ler a repercussão.
domingo, 24 de maio de 2020
A OBRA “MULHERES SOB TODAS AS LUZES” DA AUTORA PATRÍCIA ROCHA
O
Editor do Blog do Maybuk, terminou de ler o livro “MULHERES sob todas as luzes –
A emancipação feminina e os últimos dias do patriarcado. Autora Patrícia Rocha - Editora Leitura –
2009. Belo Horizonte-Mg
Nesse
período de quarentena, recebeu emprestado da companheira professora Élida
Rodrigues o livro. Ela informou muito feliz, que foi um presente que recebeu da
aluna Maria Eduarda em 15/10/12.
A
obra é fruto de uma pesquisa científica e prefaciado pelo Professor de História
da Arte do Departamento de História da UFMG – Magno Moraes Mello.
Segundo
o que consta no prefácio a obra resulta de uma pesquisa relativa à presença das
mulheres desde os tempos mais remotos até a atualidade. Não se trata de uma
história sobre a mulher, mas de uma análise sobre a presença da mulher, na
sociedade, sua participação na família e, principalmente, sua contribuição como
ser humano e como ser pensante.
O
livro é muito intrigante e tem as seguintes divisões para o leitor do Blog ter
uma idéia:
Nas
Origens – Sistema matriarcal, Sistema patriarcal, O silêncio refletido na
história.
Na
Idade antiga – Antiguidade oriental, Hatshepsut, a grande soberana, Cleópatra,
a estrategista, Antiguidade ocidental, A mulher generalizada em Eva, Maria
Madalena, a escolhida.
Na
Idade média – Amor Cortês, Inquisição, Christine de Pisano, Joana d’Arc.
Na
Idade moderna – Laura Cereta, O humanismo, Lucrécia Bórgia, Modesta Pozzo,
Elena Cassandra Tarabotti, Revolução Inglesa, O iluminismo, Mary Worley
Montagu.
Na
idade contemporânea – Mary Wollstonecraft, Brasil, de Colônia a República, Nísia
Floresta Brasileira Augusta, Princesa Isabel, Histeria: a “salvação das
mulheres”, Dia Internacional da Mulher, Marie Curie, As primeiras brasileiras
de Belas-Artes, As guerras mundiais, A pílula anticoncepcional, Katharine
Dexter McCormick, Simone de Beauvoir, A ilusão dos mitos – princesa encantada a
super-heroína, Racionalizando o conceito de estética pessoal, Enfim, a ciência
descobriu a mulher, O “empoderamento” da mulher.
Além
dos conteúdos importantíssimos descritos na separação por períodos históricos,
a obra ainda nos presenteia com várias obras de artes nos rodapés e conhecimentos
sobre vários artistas – Abigail de Andrade, Albert Eckhout, Albert Henschel, Alexandre
Cabanel, Altobello Melone, Amadeo Clement Modigliani, Armando Martins Vianna, Artemisia
Gentileschi, Arthur Hacker, Bartolommeo Veneto, Carlo Francesco Rusca, Charles
Nicolas Cochin, Charles William Mitchell, Claudio Coello, Crhistine de Pisano,
Diego
Rodriguez de Silva Velázquez, Dirck Bouts, Domenico di Michelino, Domenico
Failutti, Édourard Manet, Edvard Munch, Edward Burne-Jones, Élisabeth Louise
Vigée –Le Brun,Eugene Delacroix, Evelyn de Morgan, Félicien Rops, Fernando
Gallego, Franci Joseph Reynolds, Francisco de Goya, Francisco Pedro do Amaral, Gabriel
Metsu, Gentile Belline, Geoff Hunt, George Charles Beresford, Georgina de
Albuquerque, Gerard David, Gerrit Dou, Guido Reni, Gustav Klimt, Hugo van der Goes, Jacob Jordaens, Jan van Eyck, Jan
Havicksz Steen, Jean Auguste Dominique Ingres, Jean-Baptiste Debret, Jean-Baptiste-Simeon
Chardin, Jean Béraud, Jean-León Gérôme, Jean-Pierre Lavoie, Jean Pierre Louis
Laurent Houel, Johann Morititz Rugendas, Johannes Vermeer, Juan de Juanes, Jules
Eugéne Lenepveu, Jules Lefebvre,
Lasar
Segall, Leonardo da Vinci, Lucílio de Albuquerque, Luís Schappriz, Luke Fildes,
Manoel
Dias de Oliveira, Maurice Quentin de La Tour, Michelangelo di Ludovico
Buonarroti Simoni, Michelangelo Merisi da Caravaggio, Paul Cézanne, Paul
Jacques Aimé Baudry, Pedro Américo de Figueiredo e Melo, Pedro Berruguete, Peter
Paul Rubens, Peter von Cornelius, , Piero della Francesca, Pierre André
Brouillet, Pieter Aertsen, Pieter de Hooch, Pieter van Mierevelt Stedelijk, Pintoricchio
Bernardino di Betto, Presciliano Silva, Quentin Massys, Raphael Sanzio, Reginald
Arthur James, Rembrandt van Rijn, Richard Rothwell, Rodolfo Amoedo, Sandro
Botticelli, Sir Lawrence Alma-Tadema, Sofonisba Anguissola, Tiziano Vecellio, Vicente
González Y Palmaroli, Victor Manzano, Victor Meirelles de Lima, Vincente
Palmaroli y González,
William
Bouguereau, William Hogarth, William Holman Hunt, William Powell Frith.
Recomendo
o livro para todas as mulheres que queiram constatar pela história as lutas constantes
das mulheres pela sua emancipação. Recomendo a leitura a todos os homens que compreendem
a caminhada histórica e na atualidade lutam para a emancipação das mulheres em
todos os aspectos, especialmente no Brasil atual em que parece estarmos
voltando no tempo em muitos avanços que já tínhamos alcançados.
sábado, 9 de maio de 2020
UMA UNIÃO DE ENTIDADES A PARTIR DE BELÍSSIMO GESTO SOLIDÁRIO DO MST
Nas tardes dos dias 07 e 08 de maio de 2020, o editor do Blog do Maybuk juntamente com companheiros e companheiras de luta, participou de uma ação prazerosa e importantíssima nesse momento tão carente de solidariedade, a partir de um belíssimo gesto do MST aqui da região de Campo Mourão-Pr, da doação à famílias e entidades de "produtos como frutas, arroz, feijão, abóboras, batata doce, mandioca, milho verde cultivados por 264 famílias que vivem nos assentamentos e acampamentos nos municípios de Peabiru (Santa Rita e Monte Alto), Quinta do Sol (Marajó, Roncador e Valdeir Roque) e Irmã Dorothy (Barbosa Ferraz" tais informações e outras a serem citadas no texto, extraídas de matéria publicada no site da Unespar e produzida pela jornalista Aline de Oliveira Silva - CLIQUE AQUI para ler.
Na dinâmica da consolidação da ação, primeiro e mais importante de tudo foi o esforço e dedicação na produção dos produtos citados anteriormente pelas famílias, depois também tão importante, veio a grandeza do gesto de solidariedade que foi muito bem expresso pela guerreira e sempre presente nas boas causas - Martina Unterberger, integrante da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) "Essas doações não são sobras, nós estamos dividindo o que produzimos para consumo de nossas próprias famílias com outras famílias que podem estar com mais dificuldades que nós".
A Afirmação da Martina tem uma profundidade tamanha, porque diferencia o gesto citado por ela, daqueles gestos de "caridade" de uma ou duas vezes por ano, praticados pelos bem servidos que separam algumas migalhas e doam para aliviar a consciência. Porem, como normalmente se vê na nossa sociedade capitalista, sempre tão egoísta e cruel, em que esses mesmos bem servidos na imensa maioria, passam o restante do ano explorando trabalhadores e trabalhadoras, menosprezando,ignorando e as vezes até humilhando eles e elas e especialmente com os menos favorecidos à margem até do mundo do trabalho por diversas situações.
O restante da ação foi operacional, mas que também teve um gesto nobre porque foi a dedicação de um tempo dedicado a uma linda causa.
A Casa Terra Coletiva representada pela Alana Lima e o Caio de Oliveira, na articulação, busca dos produtos, separação e higienização dos mesmos e preparação das cestas e na entrega.
O Sindicato dos Bancários da região de Campo Mourão, nas pessoas da presidente Nivalda Sguissardi e Leonice Mattos cedendo espaço físico para os trabalhos e auxiliando na entrega das doações.
O Comitê de Apoio às Pessoas em Situação de Risco Social do campus de Campo Mourão da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), capitaneado pelos professores Áurea Andrade Viana de Andrade (que na ocasião trabalhou na preparação e entrega das doações) e Adalberto Dias de Souza, Analéia Domingues, José Carlos Palma, com apoio da direção do campus professor João Marcos Borges Avelar.
No trabalho específico do último final de semana O Comitê contou com o apoio dos agentes universitários Marcos Rogério Senger Specalski e Genésio Neres Domingos e o estagiário Felipe Alves de Morais (busca dos produtos) e os voluntários, Joab Jacometti (preparação e entrega), Juliana Andrade Viana (preparação), Mário Lima (preparação), Nair Massoquim (preparação e entrega), Sérgio Luiz Maybuk (preparação e entrega) Tamires da Silva Ribeiro (preparação).
Atitudes iguais pelo MST fazem parte de uma ação nacional do movimento que já distribuiu mais de 500 toneladas de alimentos em diversos Estados do norte ao sul do país, só no Paraná, fora 85.
Na publicação tem fotos em frente à Santa Casa e várias moradias da periferia de Campo Mourão.
Os que tiveram o privilégio de ir entregar os produtos nas casas, com certeza aprenderam um pouco e constataram as condições difíceis que muitas famílias estão enfrentando. Há casos de várias naturezas e não foi fácil entregar para uma ou duas famílias cadastradas numa determinada rua e outras famílias chegando próximo pedindo também. Havia pessoas nas famílias que vivem de "bicos" e ninguém está contratando, outras são diaristas também dispensadas até por questão de risco na saúde, há pessoas que ficaram desempregadas, há pessoas que vivem de compras e vendas de produtos do Paraguai e a ponte só voltará abrir daqui uns meses. Mas o que foi inegável sem dúvida era a alegria e a emoção de verem produtos ali, fresquinhos saudáveis para se alimentarem e todos agradecendo e abençoando o MST pelas doações.
sexta-feira, 24 de abril de 2020
A SAÍDA DO MORO DO MINISTÉRIO. UMA BOMBA
Tomei um estomazil para não embrulhar o estômago e comecei a assistir o pronunciamento do Bolsonaro à respeito a saída do Moro.
Sobre o sujeito que saiu não tinha o menor apreço. Agiu fora da Constituição na época da Lava Jato (comprovado depois com o INTERCEPT). Piorou quando ele aceitou ser Ministro da Justiça, porque ficou claríssimo toda sua ação principal na Lava Jato e contribuiu para a eleição do pior presidente da história (os dois se merecem).
Hoje ele fez várias acusações sérias ao Bolsonaro (se sabia, prevaricou em não divulgar antes) , Eu queria ver a manifestação do capitão.
Aquele bando de homens enfileirados como estátuas. Três mulheres apenas. Somente o Guedes de máscara. Em qualquer país decente do mundo, todos os dirigentes aparecem de máscara, ali todos e todas irresponsáveis e dando um péssimo exemplo.
O Ministro da saúde lá junto (deveria ter pedido licença), porque só hoje foram mais 357 mortos. E a pandemia está se transformando numa tragédia em vários Estados do país e o burocrata ali, parado.
E aí o primeiro mandatário do país, no dia em que o dólar quase chegou a R$6,00, num pronunciamento que deveria ser sério, falou entre várias asneiras,numa mistureba de coisas, entrou num assunto sobre um suposto namoro de seu filho. Diz ele: Apertei ele sobre o tal namoro e eis que o filho respondeu que não saberia dizer porque teria "pego" metade do condomínio. Uma fala machista e totalmente inapropriada para o momento.
Motivo para o impeachment já tinha vários, com a delação do ex-ministro hoje aumentou. Se isso vai acontecer só o tempo dirá.
O Brasil vai muito, mas muito mal.
terça-feira, 14 de abril de 2020
NOSSO ADEUS AO QUERIDO PROFESSOR ASSABIDO RHODEN
Depois de uma belíssima, frutífera, abençoada, vida intensa e bem vivida foi para o outro plano nosso querido professor Assabido Rhoden. Ele deixou com o coração partido e triste a esposa querida Clautilde Khalaf, os quatro filhos, netos e um batalhão de amigos e amigas (todos admiradores) em todos os meios que frequentou.
Para falar dele precisei de ajuda intelectual e de coração aberto de outras pessoas e de informações de sua trajetória. Portanto, deixarei para o final minhas simples palavras, e trago aqui três depoimentos e uma matéria do nosso mais antigo jornal da cidade Tribuna do Interior.
O primeiro depoimento é de minha querida amiga e companheira de trabalho na Unespar e colega dele na Academia Mourãoense de Letras, a professora doutora Dalva Helena de Medeiros. Ela diz: "Partiu hoje, nosso querido professor e amigo, Assabido Rhoden. membro da Academia Mourãoense de Letras - AML da Associação Mourãoense de Escritores - AME e da Academia Mourãoense de Filosofia. Atuou como professor de Filosofia e de Filosofia da Educação, em vários cursos da Fecilcam, sobretudo no curso de Pedagogia e demais licenciaturas, contribuindo na formação de várias gerações de professores e pedagogos. Ao partir deixa seu legado educacional e bons exemplos de ética e de convivência. Agradecemos a oportunidade de ter partilhado da caminhada de pessoa tão querida e ilustre. Nosso adeus carinhoso"
O segundo depoimento da querida amiga e atual presidente da Associação Mourãoense de Escritores - AME - Professora Silvania Maria Costa, ela diz "Hoje descansou nosso mestre admirável. Hoje, em paz, seguiu ao encontro da eternidade. Nosso respeito e gratidão pelo amor sincero que o Professor Assabido sempre devotou à AME!".
O terceiro depoimento que publicarei em parte, do que está publicado na sua página pessoal é da querida amiga Dirce Bortotti Salvadori.
"Meu grande amigo e mestre Assabido Rhoden se foi. Era dos raros mestres capazes de dissertar em latim e grego; um erudito como poucos. Amante da Filosofia, da Religião, da Literatura e das Artes foi essencialmente um pensador e formador-transformador de pessoas. Na juventude escreveu músicas sacras que nunca publicou. Seus escritos guardados eram muitos, pois sempre refletiu escrevendo. Cabelinhos brancos, pernas cansadas pelos noventa e tantos anos de vida bem vivida, nunca desistiu de ensinar e longe da escola continuou ensinando por seus muitos escritos. A mente, sempre lúcida e afiada, ainda queria produzir conhecimento, embora o corpo já não o permitisse. Em março, na última visita que consegui lhe fazer, reclamou dos limites do corpo que a idade lhe impunha. Sua labuta era pela educação. Ensinou-nos tanto. Transformou-nos em pessoas melhores pela reflexão filosófica, sua amiga e companheira e que com a ajuda dele se tornou também nossa amiga e companheira. De mestre, na graduação, transformou-se em amigo assíduo em minha casa e acompanhou e orientou todas as etapas dos meus estudos, até a conclusão do doutoramento. Sempre quis ler e discutir os meus escritos e era um crítico amável, mas persistente. Sempre chegava com um texto novo para discutir comigo e tomar um cafezinho. O primeiro texto que discutimos, ainda no segundo semestre da minha graduação - e do qual jamais me esqueci, pois ele me fez escrever uma dissertação sobre o tema – foram as cinco vias do conhecimento e da existência de Deus, de Santo Tomás de Aquino: Via do movimento/primeiro motor; Via da causa eficiente; Via do contingente e do necessário; Via dos graus de perfeição; Via do governo das coisas/da finalidade do ser. Há uns três anos deixou de visitar-me por não poder mais dirigir, mas mesmo com dificuldades para caminhar foi levar seu abraço na hora mais difícil da minha vida. Foi dizer adeus ao “ bocheiro”, era assim que ele chamava o Ademar e chorou comigo a minha perda".
A matéria do jornal Tribuna do Interior intitulada "Morre o professor, teólogo e "padre" Assabido Rhoden e nela há dados importantes de sua trajetória profissional CLIQUE AQUI para ler.
Por último, num momento nostálgico, apelei para minha pequena biblioteca bagunçada NÃO encontrei o livro "Mito e logos no pensamento brasileiro" (ainda vou encontrar), mas encontrei o livro "Caminhos do Investigar" de 2001 de autoria do Assabido, com os professores Agenor Krul de saudosa memória e Carlos Nilton Poyer (Ver foto da dedicatória) e dois livros de pensamento religioso do eterno padre "Quem puder compreender!Encontrará!" 2011 e "A misericórdia divina" 2015.
Conheci o professor Assabido antes mesmo de ingressar na Unespar (antiga Fecilcam) e trabalhamos juntos na extinta FHEPE - Fundação Horácio Amaral e lá comecei a desfrutar do conhecimento e até da teimosia do querido professor Assabido. Firme nas suas colocações e propósitos e aquele coração de ouro.
Logo que eu ingressei na condição de professor ele se aposentou, mas como residia à meia quadra dali, muitas e muitas vezes encontrei o professor caminhando e quando parávamos para conversar, era preciso esquecer o tempo, porque era impossível não aproveitar as sábias palavras. Mas o ritual era o mesmo, aquele aperto de mão tão forte (eita velhinho da pegada firme), aliás uma bela característica, para mim aperto de mão que não é firme chega me dá um mal estar e não tem vibração, aquele sorriso encantador e aquela pergunta "como vai aquele manicômio intelectual" referindo se à "Fecillllcam" como ele pronunciava.
O professor Assabido Rhoden é um exemplo a ser seguido. Viveu intensamente, tanto no período de vida sacerdotal, quanto construindo sua bela família, combateu o bom combate sempre, apaixonado pelos livros e pelo conhecimento, um eterno professor, falava de filosofia como tivesse se alimentando e inspirou muita gente e um dos milhares de exemplos foi o da professora Dirce aqui citado. Não me recordo quando o vi pela última vez, fui convidado recentemente para ir a um aniversário dele com amigos muito próximos e me perdi na data e não pude beber de sua sabedoria mais uma vez.
Agora no início da noite perguntei ao colega de Unespar professor Walmir Salinas se ele foi ao velório, porque eu não pude ir, ele disse que foi muito triste, mas ao mesmo tempo confortante, por ver o carinho das pessoas por nosso amigo e pela certeza de que ele já foi recebido por Deus e eu respondi, que se ele não for recebido por Deus, nosotros estamos perdidos.
Descanse em paz querido professor.
Conheci o professor Assabido antes mesmo de ingressar na Unespar (antiga Fecilcam) e trabalhamos juntos na extinta FHEPE - Fundação Horácio Amaral e lá comecei a desfrutar do conhecimento e até da teimosia do querido professor Assabido. Firme nas suas colocações e propósitos e aquele coração de ouro.
Logo que eu ingressei na condição de professor ele se aposentou, mas como residia à meia quadra dali, muitas e muitas vezes encontrei o professor caminhando e quando parávamos para conversar, era preciso esquecer o tempo, porque era impossível não aproveitar as sábias palavras. Mas o ritual era o mesmo, aquele aperto de mão tão forte (eita velhinho da pegada firme), aliás uma bela característica, para mim aperto de mão que não é firme chega me dá um mal estar e não tem vibração, aquele sorriso encantador e aquela pergunta "como vai aquele manicômio intelectual" referindo se à "Fecillllcam" como ele pronunciava.
O professor Assabido Rhoden é um exemplo a ser seguido. Viveu intensamente, tanto no período de vida sacerdotal, quanto construindo sua bela família, combateu o bom combate sempre, apaixonado pelos livros e pelo conhecimento, um eterno professor, falava de filosofia como tivesse se alimentando e inspirou muita gente e um dos milhares de exemplos foi o da professora Dirce aqui citado. Não me recordo quando o vi pela última vez, fui convidado recentemente para ir a um aniversário dele com amigos muito próximos e me perdi na data e não pude beber de sua sabedoria mais uma vez.
Agora no início da noite perguntei ao colega de Unespar professor Walmir Salinas se ele foi ao velório, porque eu não pude ir, ele disse que foi muito triste, mas ao mesmo tempo confortante, por ver o carinho das pessoas por nosso amigo e pela certeza de que ele já foi recebido por Deus e eu respondi, que se ele não for recebido por Deus, nosotros estamos perdidos.
Descanse em paz querido professor.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
CURSINHO SOLIDÁRIO DA UTFPR - CAMPO MOURÃO-PR PARA ESTUDANTES DA REDE PÚBLICA DA REGIÃO
O Blog do Maybuk é um incentivador de projetos interessantes que tenham função social.
A seguir texto do professor Gustavo Pricinotto:
Cursinho Solidário da
UTFPR de Campo Mourão para estudantes da rede pública da região
Atualmente, muito se
tem sido discutido referente as dificuldades de aprendizagem dos estudantes na
Educação Básica, e consequentemente, sobre a não continuidade dos estudos dos
alunos que conseguem concluir o Ensino Básico, e o desinteresse pelo ingresso as
universidade. Para além da evasão, que segundo o IBGE, em 2016 ultrapassou 53%
dos estudantes de Ensino Médio, algo que nos tem chamado a atenção é a extensa
lista de conteúdos a serem cumpridos nos currículos das
disciplinas regulares do Ensino Básico.
Ao pensarmos neste
número elevado de jovens que evadem à sala aula, buscamos aproximar as
necessidades da UTFPR de Campo Mourão, elaborando uma justaposição entre os
desejos dos estudantes da comunidade da região em que se encontra a
instituição, propondo atividades que visem superar outros problemas que venham
a gerar a evasão, como por exemplo as questões financeiras, de políticas de
conscientização, do aumento de jovens grávidas, de pais de família ainda
jovens, e de que a maioria é de baixa renda e precisa trabalhar. Como
questionar o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes diante de um
cenário tão desigual entre os mais jovens?
Tendo em vista este
distanciamento, desenvolvemos desde 2016 este projeto que articula desejos e
objetivos de estudantes em ingressarem nas universidades via Enem, com a nossa
proposta de aproximação entre Universidade, sob coordenação dos professores
Estela dos Reis Crespan e Gustavo Pricinotto do Departamento Acadêmico de
Química, e Comunidade externa, principalmente no que se articula com parceria
feita junto ao Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão.
Este projeto tem se
consolidado através do envolvimento de diversos profissionais e estudantes de
graduação das universidades da Cidade de Campo Mourão preocupados com a
educação e também com o acesso dos estudantes à Universidade. Com o objetivo de
proporcionar a oportunidade para milhares de jovens e adultos, residentes na
cidade de Campo Mourão e região, o Cursinho Solidário oferece vagas tanto para
aqueles que estudam ou estudaram em escolas da rede pública de ensino, ou que
usufruem ou usufruíram de bolsas integrais em escolas particulares, como também
para aqueles que não possuem condições financeiras suficientes para bancar um
cursinho particular.
Partilhando da
realidade de muitas estudantes que buscam o ingresso em instituições públicas,
a universidade busca cada vez mais aproximar os secundaristas da realidade das
Instituições de Ensino Superior. Neste último direcionamento, apresentamos que
nosso projeto, desde 2016 já contemplou mais de 350 estudantes, que foram
inseridos no ambiente acadêmico, mesmo antes de adentrarem aos cursos de
graduação almejados, em que somente no último ano tivemos mais de 50% dos
estudantes matriculados no projeto, aprovados em Universidades públicas e
gratuitas, e tantos outros aprovados em instituições privadas com a bolsa do
Prouni.
Com apoio de quadro de
voluntários capacitados e articulados por meio de ações de formação pedagógica
e com amparo de material didático de boa qualidade, assim como espaço físico
adequado nas salas de aula da Universidade Tecnológica Federal do Paraná,
campus Campo Mourão, buscando assemelhar-se ao máximo de qualquer outro curso
preparatório privado, acreditamos que os estudantes do Cursinho Solidário
Preparatório para o ENEM tem plenas condições de tornar real o objetivo destes
estudantes de ingressarem em grandes universidades e assim, realizarem seus
sonhos de um futuro com qualidade de vida.
As aulas do projeto
ocorrem semanalmente aos sábados, nas comodidades da UTFPR - Campo Mourão, em
que os estudantes são divididos atualmente em duas turmas de 60 alunos cada,
totalizando 120 estudantes, nas salas G102 e G103, ambas com aparelho
condicionado e matérias de mídia, assim como quadro negro. Aos sábados as aulas
ocorrem das 7:30 às 17:00, e durante a semana realizamos atividades de reforço
nas Escolas Públicas de Ensino Básico da cidade de Campo Mourão, visando um
complemento das aulas já desenvolvidas na Universidade, outras atividades são
desenvolvidas ao longo da semana nas Escolas públicas. Com isso, acreditamos
sermos potencializadores de sonhos para uma futura geração!
Aos que tiverem
curiosidades, ou buscarem informações, elas podem ser encontradas de dois
modos: e-mail e página virtual da rede social facebook (cursinho2904@gmail.com ou Cursinho
Solidário 29 de abril – UTFPR/CM).
segunda-feira, 30 de março de 2020
CARTA ABERTA À POPULAÇÃO - ASSOCIAÇÃO MOURÃOENSE DE ESCRITORES - AME
“Devemos expandir o círculo do nosso amor até que ele englobe o nosso
bairro, se desdobre para a cidade, o estado e assim sucessivamente até o
objetivo do nosso amor incluir todo o universo.” (Mahatma Gandhi)
A Associação Mourãoense
de Escritores - AME, vem a público, em consonância com as autoridades
municipais, governamentais e principalmente órgãos de saúde, manifestar apoio
às recomendações com fundamentos científicos, diante da pandemia causada pelo
Novo Coronavírus, (COVID- 19).
Posiciona-se à favor da adoção de todos os procedimentos que possam
colaborar com a diminuição do contágio: desde adequada higienização pessoal e
de ambientes de uso comum, ao isolamento social.
Tomamos conhecimento,
que dois tipos de conduta têm sido fundamentais para o avanço do vírus entre as
populações: uma é o menosprezo, a indiferença quanto ao potencial de sofrimento
e mortalidade que a doença pode causar, outro é o hábito pernicioso que muitos
de nós temos de multiplicar, disseminar, compartilhar ideias, receitas,
comentários, notas, opiniões equivocadas e sem nenhum fundamento, estudo e
comprovação pelas comunidades científicas. Temos visto, em reportagens diárias,
inúmeras pessoas, a princípio incrédulas à ação do vírus e contrárias ao
isolamento social, que,em face de adoecimento pessoal, ou presenciando o
sofrimento ou morte de alguns dos seus amigos ou familiares, passaram a
testemunhar pela manutenção do isolamento
daqueles que não atuam em serviços essenciais.
Permanecer em isolamento
social, não significa desdém pela vida dos outros,egoísmo,e sim, um sacrifício
pessoal em se manter separado, enquanto outros arriscam suas vidas no
tratamento daqueles que estão infectados. Diante do fato de não termos ainda
uma vacina ou medicamentos específicos que combatam o vírus, a ação que tem se
mostrado mais eficiente é não se contaminar e não contaminar outras pessoas,
para que não aumente o número de doentes graves, que necessitem atendimento nos
hospitais, pois não haverá leitos e recursos medicinais para todos
simultaneamente.
Não é fato desconhecido, que o Sistema Único de Saúde - SUS -
apresenta uma deficiência histórica de recursos,para o bom atendimento da
população em geral, entretanto, ainda é o expediente único disponível para a
população mais carente. Por isso pedimos, vamos usar nossa eloquência para, de
nossas casas, falar de esperança e paz, vamos usar nossa boa articulação e rede
de amigos para suprir às famílias que passam por falta de alimentação nesse
tempo difícil, vamos ao encontro do outro, não contra o outro.
Nós temos acesso às
redes de comunicação social, temos PODER, mas lembremo-nos, ter poder exige
RESPONSABILIDADE!
Tenhamos manifestações
de AMOR e CUIDADO ao próximo, isso é que precisa ser viralizado e incentivado.
Silvania
Maria Costa
quinta-feira, 26 de março de 2020
O VÍRUS QUE VIROU O PENSAMENTO ECONÔMICO MUNDIAL
Nunca devemos parar de defender o que se consideramos mais justo ou menos perverso na aplicação dos estudos econômicos. Se eles não servem para melhorar as condições socioeconômicas da maioria da população, não servem para nada.
Nos últimos tempos fomos bombardeados , especialmente pelos comentaristas da rede globo, globo news e tudo quanto é news das outras emissoras, defendendo "com sangue nos olhos" o Estado Mínimo.
Atacaram covardemente as universidades públicas, os pesquisadores, todos os servidores públicos (câncer da sociedade) em todas as esferas, ajudaram a cambalear o SUS influenciando governantes com redução de verbas.
Isso tudo numa manobra macabra e covarde permitiu que derrubassem a Dilma e colocassem no lugar ,o canalha golpista Temer para com a ajuda da imensa maioria do Congresso Nacional, cometessem dois grandes crimes na sociedade brasileira. A reforma criminosa trabalhista e a maldita PEC do congelamento dos gastos por 20 anos, absurdo que não ocorreu em nenhum lugar do planeta.
O mesmo movimento levou ao poder o "MITO", o homem mais insano e despreparado que poderia assumir uma presidência da república e que se vangloriava que não entendia de economia. Seu primeiro ano de governo foi catastrófico e o mais terrível foi aprovar a reforma da previdência, que matará sem nenhuma dúvida, milhares de idosos do Brasil bem mais que nossos queridos idosos morrerão agora com coronavírus, embora também isso seja absurdamente intolerável.
Deitávamos e levantávamos acompanhando o humor do "mercado" que sabe-se que existe em algum lugar mas ninguém vê e com raríssimas exceções , contribui mais para encher os bolsos dos especuladores lesa pátrias do que contribuir com a produção. Geralmente não ajuda a produzir uma máscara daquelas tão usadas nos últimos dias, mas contribui para matar aos poucos de fome e de vida miserável parcela significativa da população brasileira e mundial.
Ninguém tinha tempo para nada, muitas famílias já nem se conversavam mais.
De repente explode na China um vírus e começa a desabar o mundo e o cheiro de morte por todos os lados e aos poucos as pessoas tiveram que a contragosto se encurralarem nas casas e sem carinho, sem beijos e abraços. Existe uma dor parecida que avós não poderem beijar seus netos?
Aí a economia real apareceu e alguns grandes empresários inescrupulosos começaram desesperadamente a gravar vídeos sem escrúpulos e humanidade zero, só pensando nos seus bolsos sujos, contrariando o fechamento das atividades por um ou dois meses apenas, para que a curva dos internamentos não se tornassem montanhas, e jogando toda sua desgraça de perder uns trocos nas costas dos trabalhadores e negando a responsabilidade do remendo econômico e emergencial do seu presidente da república que ajudaram a financiar a campanha.
Um dos primeiros casos do coronavírus no Brasil aconteceu em Brasília (olha só). Uma senhora de classe média, com seu plano de saúde dirigiu-se a uma clínica particular e tal "empresa" se recusou a atender e mandou a pobre senhora para o SUS, pois alegaram não terem estrutura para atender. Vejam só, o SUS tão criticado mas que é o único sistema universal de saúde do mundo.
A coisa ficou feia, o desespero chegou e correram atrás dos pesquisadores, "queremos a cura, vacina, testes imediatos, precisamos descobrir logo se estamos infectados". E onde encontram-se os tais pesquisadores? A imensa maioria nas universidades públicas que não sobrevivem com "Estado mínimo". Nunca vi tanto especialista em saúde das universidades públicas dando entrevistas.
Agora nesse exato momento estamos num impasse. Se a sociedade brasileira aceita os delírios do "MITO" e não se isola, como todas as melhores experiências do mundo estão comprovando e tenta-se salvar a economia, se chega inevitavelmente a um genocídio. É só acompanhar as notícias da Itália e Espanha, 500, 600 mortes por dia é um número bom para vocês? Ahh no Brasil não chegará a tanto de ontem para hoje o número de morte cresceu 35%, é exponencial.
Se não se aceita os delírios do "MITO", tem solução, fica-se em casa, diminui-se a curva, diminui-se as mortes e o governo federal ajuda a não quebrar a economia. Ele já fez salvamento de bancos tanto na época do PROER -Programa de estímulo à reestruturação e ao fortalecimento do sistema financeiro em 1995 na época na maldita era FHC e em 2008 naquela grande crise.
O governo federal em períodos emergenciais tem obrigação de agir. Tem que distribuir dinheiro mensal por três meses para quem não tem ou ficará sem renda. Autônomos, MEIs, famílias em estados de vulnerabilidade e liberar empréstimo à juro zero para pequenas empresas. Três meses apenas.
Isso é Keynesianismo (John Maynard Keynes). Além de movimentar a economia, causa efeito multiplicador dentro dela e ainda devolve em impostos para o governo, boa parte do que se injetou.
Nunca vi na rede globo tanto economista neoliberal (grande parte ex-ministros da fazenda ou ex- presidentes do Banco Central) adeptos do Estado Mínimo defenderem medidas Keynesianas e não pode ser antecipação de dinheiro que o sujeito já iria receber, tem que ser dinheiro novo. E o argumento de todos é simples: é uma crise de saúde pública que pode quebrar uma economia se o governo federal não agir rápido.
Os EUA aprovaram pacote de 6% do PIB (dinheiro a ser enviado em cheques para as famílias de baixa renda e classe média baixa, na ordem de 1.200 dólares por família e salvo engano mais 500 dólares por criança na casa. E ajuda às empresas.
Na Alemanha o investimento será de 12% do PIB.
No Reino Unido 2.500 libras (15.000 reais) por mês por autônomo e pagamento de 80% do salário dos trabalhadores.
Na França 50 bilhões de dólares.
Todos esses países capitalistas e liberais.
O governo do "MITO" até ontem iria investir 2% do PIB de antecipação de dinheiro, quase nenhum dinheiro novo. E uma migalha de 200 reais para alguns. Proposta do ultra liberal, me perdoem a má palavra o "Guedes". Agora à noite o "Presidente da república em exercício Rodrigo Maia, em acordo com os líderes e mais o "MITO" definiram 600 reais por cabeça e ainda não sei bem para quem.
Não sei quantos seres humanos morrerão no mundo e aqui no Brasil. Sem direito à velório por exigência correta da saúde pública. Não sei quando a economia mundial vai se reerguer. Só sei que cada vez que alguém abrir a boca para falar em Estado mínimo, a sua consciência vai disparar uma palavra maldita "coronavírus".
domingo, 22 de março de 2020
QUASE TODOS DE QUARENTENA POR CAUSA DO CORONA VÍRUS
Hoje 22 de março de 2020.
Nunca imaginei enfrentar uma situação assim. Estou de quarentena para me proteger e para proteger outras pessoas.
Estou de quarentena porque felizmente posso (não sou atividade essencial para estar nas ruas) e minha atividade econômica me permite trabalhar de casa, tanto na parte pedagógica até que se em caso de necessidade, se suspenda o calendário da Unespar. Na parte administrativa da Reitoria em que também atuo, também me é permitido, mesmo que provisoriamente, exercer atividades imprescindíveis na universidade.
Estou sendo bombardeado por notícias sobre pandemia do Corona Vírus de toda a ordem, já vi muitos absurdos e insensatez (tipo declarações da nossa autoridade máxima relativizando a gravidade do problema e por consequência brincadeiras idiotas de alguns de seus seguidores), tem piadinhas até saudáveis para nos aliviar a tensão um pouco e tem pronunciamentos firmes de governantes sérios e comprometidos, que ao menos neste aspecto não estão deixando à desejar e cito o prefeito de minha cidade Campo Mourão-Pr e de várias da região da COMCAM que eu pude testemunhar, do prefeito de Maringá e até do nosso governador do Estado.
E vi agora pouco um vídeo de 15 minutos de apelo desesperado de um médico de Sorocaba pedindo, quase gritando, implorando, para quem não é de atividade essencial de saúde e abastecimento de comida, que fique em casa e denunciou ter visto pais irresponsáveis passeando hoje de manhã com filhinho, senhores idosos da faixa de risco passeando de manhã, outros praticando esportes. Isso é de uma irresponsabilidade terrível. De hoje até quarta-feira, segundo os especialistas e eu acredito neles, têm formação e estudaram muito para tal, se ficarmos em casa poderemos diminuir bem a curva de infectados nos primeiros dias de abril.
Estou aqui apelando inclusive para que as autoridades comecem a usar a polícia para tirar pessoas das ruas e encaminharem para suas casas.
sábado, 14 de março de 2020
UM TEXTO BEM ESCRITO E ENVOLVENTE
Hoje sábado, momento de uma acalmada na correria semanal, enfim pude ler um Conto baseado em fatos reais, que tem o título "Quando a morte lhe diz bom dia" da escritora mourãoense Prescila Francioli.
Já li um livro da autora e acompanho publicações dela no Facebook e percebo uma constante evolução. Evidentemente que não sou um expert na arte de escrever, mas ler no meu caso, além de ser necessidade profissional na condição de professor universitário, também é alimento para minha alma e meu espírito.
O hábito da leitura vai te permitindo perceber quando um texto chama atenção e quando não chama.
No caso do conto em questão, como se diz no linguajar popular "nem te conto", quando o que se vai contar merece ser contado.
Ele naturalmente já desperta atenção, por ser baseado em fatos reais. Mas no decorrer da narrativa, vai sendo muito bem construído levando o/a leitor/a inevitavelmente a adentrar de cabeça na história.
A autora descreve todas as ações intercalando o real que estava acontecendo, com o imaginário e o pensamento, que na maioria das vezes é mais uma torcida e um desejo para que algo aconteça do jeito do seu interesse.
Além do mais, ela consegue no roteiro transformar um desequilibrado, desestruturado e crimimoso, num ser humano carente e meio desestruturado, como a maioria de nós somos e até nos faz abominar aquela ideia idiota e rasa de que "bandido bom é bandido morto" especialmente quando o bandido não é da nossa família e nem de amigos próximos.
A autora além de empolgar e envolver no conto, ainda prega o amor, a preocupação com os outros que estavam sob sua "responsabilidade".
Recomendo a leitura do Conto e a própria reflexão da vida.
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