terça-feira, 20 de abril de 2010

UM GRANDE DIA

Hoje é um grande dia para mim e demais colegas do Grupo de Pesquisas GERA da Fecilcam. No período da noite no anfiteatro da Fecilcam acontecerá o lançamento do Livro "Estudos Regionais: enfoques socioeconômico, ambiental, educacional e da paisagem e nele consta 11 capítulos dentre eles , um capítulo que escrevi em conjunto com a pesquisadora geógrafa Ivonete de Almeida Souza.

O livro foi publicado pela Editora da Fecilcam e organizado pelas pesquisadoras Rosângela Maria Pontili e Ana Paula Colavite.

A organização da obra ficou assim constituída:

ESTUDOS DE ELEMENTOS DA PAISAGEM

Capítulo 1 - ESPAÇO, REGIÃO E PAISAGEM: A CONSTRUÇÃO DE UMA TEMÁTICA E DE UMA COMBINAÇÃO TEÓRICO-CONCEITUAL - Autor: Pesquisador Doutor Marcos Aurélio Saquet.

Capítulo 2 - GEOTECNOLOGIAS APLICADAS À ANÁLISE E À REPRESENTAÇÃO DA PAISAGEM DO MUNICÍPIO DE CAMPO MOURÃO - PARANÁ - Autora: Pesquisadora Mestre e Doutoranda Ana Paula Colavite.

Capítulo 3 - A IMPORTÂNCIA DOS ELEMENTOS DA FRAGILIDADE NATURAL, SOCIOAMBIENTAL E ECONÔMICA NA FORMAÇÃO DA PAISAGEM - Autoras: Pesquisadora Mestre e Doutoranda Nair Glória Massoquim e a Pesquisadora Mestre e Doutoranda Lucimara Liberali.

Capítulo 4 - A AGRICULTURA FAMILIAR NO CONTEXTO DAS TRANSFORMAÇÕES NA PAISAGEM RURAL DO MUNICÍPIO DE IRETAMA - Autor: Pesquisador Mestre Fernando Facini.

Capítulo 5 - O AVANÇO TECNOLÓGICO NO CAMPO E SUAS IMPLICAÇÕES NO CENÁRIO RURAL DA MICRORREGIÃO GEOGRÁFICA DE CAMPO MOURÃO - 1970 a 2006 - Autora: Pesquisadora Mestre e Doutoranda Áurea A. Viana de Andrade.

Capítulo 6 - FRONTEIRAS CULTURAIS: OS DESAFIOS DO TURISMO NO CAMPO - Autora: Pesquisadora Mestre Fabiane Nagabe.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ASPECTOS EDUCACIONAIS E PSICOSSOCIAIS

Capítulo 7 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL E MEIO AMBIENTE: CONCEPÇÕES, TEÓRICAS E PRÁTICAS - Autoras: Pesquisadora Mestre e Doutoranda Dalva Helena de Medeiros.

GESTÃO DOS RECURSOS AMBIENTAIS, TRABALHO E SOCIEDADE

Capítulo 8 - CONTABILIDADE AMBIENTAL: A RELAÇÃO CUSTO BENEFÍCIO NA PRODUÇÃO DE SOJA ORGÂNICA E CONVENCIONAL - Autor: Pesquisador Mestre Mário de Lima.

Capítulo 9 - CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E A EVOLUÇÃO DA CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR NA REGIÃO CENTRO-OCIDENTAL PARANAENSE, DE 1990 A 2006 E O CONTEXTO SOCIOECONÔMICO - Autores: Pesquisadora Mestre e Doutoranda Ivonete de Almeida Souza e Pesquisador Mestre Sérgio Luiz Maybuk.

Capítulo 10 - PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS DE COOPERATIVAS DO RAMO AGROINDUSTRIAL DE CAMPO MOURÃO - PR E REGIÃO, EM RELAÇÃO AOS ASPECTOS AMBIENTAIS - Autora: Pesquisadora Mestre e Doutoranda Yeda Maria Pereira Pavão.


Capítulo 11 - O TRABALHO INFANTIL DE CAMPO MOURAO E SUA RELACAO COM A RENDA FAMILIAR PER CAPITA - Autoras: Pesquisadora Mestre Rosangela Maria Pontili, Pesquisadora Mestranda Edicleia Lopes da Cruz Souza e a Pesquisadora Mestranda Patricia Estanislau.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DEPUTADO DO PDT PEDE INVESTIGAÇÃO CONTRA AS DUAS PESQUISAS DO DATAFOLHA

Na era da internet e dos blogs, fica mais difícil a manipulação. A grande mídia está atordoada com os blogueiros e a democracia se fortalece. Vejam o pronunciamento do Deputado Brizola Neto publicado no Blog do Rodrigo Viana. CLIQUE AQUI para ler.

FICOU FEIO PARA O DATA-FOLHA

O Instituto Data-Folha, ultimamente conhecido como Data-Serra está todo atrapalhado para tentar justificar porque usou muito mais amostras no Estado de São Paulo (local em que Serra lidera) e muito menos no nordeste (local em que Dilma lidera).

Quem entende de pesquisa sabe que o número de amostras deve ser de acordo com a população proporcional e de acordo com o IBGE, mas no desespero diante de outros institutos que mostram outros resultados não favoráveis ao Serra, começam a tentar enfiar goela abaixo resultados não verídicos. Veja a explicação do Diretor do Data-Serra, desculpe, Data-Folha sobre o caso. CLIQUE AQUI para ler.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A MIRIAM LEITÃO NÃO VAI AGUENTAR

A previsão é de que a economia brasileira cresça 7,00% este ano. A urubóloga e jornalista econômica Miriam Leitão (aquela que anuncia o fim do mundo todos os dias no Bom Brasil) vai ficar inconformada com o resultado, mas afinal de contas de que vale a opinião dela, se a economia brasileira vai muito bem, obrigado. CLIQUE AQUI para ler a matéria.

NOVO RECORDE NO EMPREGO

Maravilha de notícia, o número de empregos com carteira assinada foi recorde. CLIQUE AQUI para ler a matéria.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SUGESTÃO DE INTERNAUTA Nº 12 - IVONE MICHALSKI

Na sequência da série "Sugestão de Internauta", publico hoje um texto na íntegra que recebi da assistente social Ivone Michalski, sobre a política de cotas e um resgate a injustiça cometida no passado.


POLÍTICA DE COTAS
Pelos mesmos direitos do imigrante
Roberto de Carvalho (*)
"...que a justiça seja como um rio, que não pára de correr."

Palocci, Mantega, Dulci, Berzoini, Rosseto e Gushiken. Estes são sobrenomes de brilhantes ministros do governo petista, descendentes de italianos e japoneses. Como chegaram ao Palácio do Planalto, símbolo do poder máximo do país, superando os Silva, Oliveira e Santos, sobrenomes mais comuns de famílias pobres no Brasil, em geral, de descendentes de africanos ou portugueses pobres? A resposta é simples: os bisavós dessas estrelas petistas foram beneficiados pelo que chamamos aqui de "cota estrangeira". Isto é, uma política imigratória produzida pelo Estado e fazendeiros entre o fim do século 19 e os anos 40 do século passado, que beneficiou principalmente mais de três milhões de portugueses, italianos, alemães e japoneses que vieram trabalhar na agricultura da Região Sul e Sudeste, atraídos pelas possibilidades de ascensão numa terra nova e promissora. Foi mais de meio século de políticas afirmativas pró-estrangeiros.

Naquela época, nenhum setor da inteligência brasileira objetou que estava sendo dado tudo aos imigrantes e nada aos afrodescendentes que, recém-libertados da escravidão, enchiam as periferias das cidades porque não receberam terras – como prometeram os abolicionistas – nem escola, educação, atendimento médico e outras necessidades básicas da cidadania. Enquanto os europeus e orientais prosperavam no cultivo das melhores terras, os afrodescendentes ocupavam apenas os setores já previamente previstos para eles: o dos trabalhadores braçais mal pagos ou dos ambulantes sem garantia trabalhista nas ruas das cidades brasileiras.

Hoje, por exemplo, causa espécie ao mundo civilizado – e principalmente à grande imprensa – a reação de setores médios intelectualizados em relação à adoção de cotas para negros nas universidades brasileiras. Estes setores – muito deles com sobrenomes estrangeiros – pouco se recordam das polpudas políticas de ação afirmativa internacional do Brasil para os imigrantes entre 1886 e 1940. Neste sentido, é importante demonstrar por que tudo isso ocorreu.

Sem possibilidade de deter o novo sistema capitalista, e prevendo que teria que empregar a antiga mão-de-obra gratuita escrava, os fazendeiros, articulados com o Estado, resolveram investir na importação de trabalhadores estrangeiros para o campo. Naquele momento, setores intelectuais produziam estudos demonstrando a inferioridade do negro em relação aos brancos. Havia o temor de que a sociedade brasileira se tornasse mais negra do que já era. Por isso, europeus eram vistos como racialmente superiores, mais qualificados e capazes de "branquear" a sociedade brasileira, como conta Thomas Skidmore em Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento (Paz e Terra, 1976).

Pagando passagens, construindo centros de recepção, cedendo terras e incentivos de toda ordem, o Brasil conseguiu, depois de mais de meio século de importação estrangeira, criar e fazer prosperar descendentes europeus e japoneses, que, hoje, trabalham nos setores mais dinâmicos e produtivos do país, enquanto a maioria dos afrodescendentes continua sobrevivendo com trabalhos desqualificados, que não conduzem à prosperidade.

Entre meados do século 19 até os anos 30 do século 20, o governo brasileiro lançou maciça campanha publicitária nos jornais europeus oferecendo excelentes condições a quem quisesse imigrar para o Brasil. A campanha foi feita em parte nos jornais Il Seculo e Seculo 19, de Gênova, além de Paese, La Discussione e Mattino, de Nápoles.

Logo, as autoridades comemoraram os resultados, pois, no início da campanha, entre 1884/1888, o número de imigrantes no país passou de 23.574 para 132.070, um aumento de 573%! Já em 1906, no Rio de Janeiro, havia 210.515 estrangeiros entre os 811.443 habitantes. Entre esses estrangeiros, 133.393 eram portugueses, representando 16% da população. Do fim do século 19 até 1941, o Brasil recebeu 188.986 portugueses, de acordo com pesquisadores de imigração.

Segundo Skidmore, os fazendeiros que quisessem instalar imigrantes europeus em suas terras gozariam de benefícios garantidos por lei. Em 1886, em São Paulo, fazendeiros criaram a Sociedade Promotora da Imigração, com polpudos recursos públicos e privados para recrutar italianos, pagando suas passagens e providenciando trabalho nas plantações. "O governo usava fundos públicos para financiar o recrutamento de mão-de-obra imigrante através de um consórcio de fazendeiros ricos, cujo chefe era Martinho Prado Junior", escreve Skidmore.

O negócio da mão-de-obra imigrante era tão promissor que empresas estrangeiras firmavam contratos com o governo brasileiro para trazer ao Brasil a mão-de-obra para o campo. Em 1º de dezembro de 1912, o governo mineiro celebrou contrato com o italiano Camilo Cresta para trazer 10 mil trabalhadores italianos para o Brasil. O governo do estado concedia lotes de terra a seus novos habitantes.

O Decreto nº 777, de 1/9/1894, por exemplo, incentivava a criação de núcleos coloniais urbanos para os imigrantes em Minas Gerais. Pela lei estadual 202, de 18/9/1894, aos colonos italianos que estavam há sete anos no Brasil era concedido título definitivo das terras. A Lei nº 32, de 7/7/1896, criou mais seis núcleos coloniais para imigrantes alemães, portugueses e italianos. Em Minas, até 1896, 70% dos imigrantes são italianos. O programa de subsídios à importação de braços para a agricultura, que foi mantido até 1926 em São Paulo – quando a mão-de-obra estrangeira já era suficiente para a demanda no campo –, não permitia a entrada de asiáticos e africanos, somente com autorização do Congresso Nacional, sob condições estipuladas. Na época, imigrantes negros americanos foram impedidos de entrar no Rio de Janeiro, o que já demonstrava o caráter racial da legislação imigratória.

Sidney Chalhoub, em Trabalho, lar & botequim, mostra que o descendente de africano, que não é objeto de nenhuma ação cidadã do Estado, passa ser então objeto de repressão da ordem republicana, pois a nova ideologia do trabalho assalariado exige vigilância e repressão contínuas para estabelecer seu projeto de nação. Por isso, todo o foco das polícias sempre foi a repressão ao negro vadio e desempregado – como até hoje ocorre. Ou seja, hoje a tentativa da comunidade negra de ser tornar mais cidadã e integrada à sociedade brasileira encontra barreiras político-ideoló gicas, já que, como estamos "carecas" de saber, trata-se do grupo étnico mais violentado da história do Brasil.

Se o Brasil produziu uma poderosa ação afirmativa atravessando dois séculos para diversas etnias estrangeiras, por que não repeti-la com a comunidade negra, já que os próprios estudos de agências governamentais (Ipea, IBGE) vêm clamando por isso? E como ficam os opositores das cotas se, para chegar à universidade, os negros nem sequer dispõem de condições, pois suas escolas vivem atravessadas de tiros, faltam dinheiro, roupas, passagem e alimentação para sua manutenção? Só Deus sabe o que passaram os afrodescendentes que conseguiram chegar às universidades. As elites brasileiras devem deixar de receber só pra si mesmas e compartilhar com os demais cidadãos as riquezas da nação que os negros e carentes ajudaram – e continuam a ajudar – a construir.

A imprensa passa a cumprir papel retrógado, virando propagandista do rascismo cordial brasileiro, colocando-se ao lado dos privilégios históricos da parcela da população beneficiada pela invisibilidade dos negros e pela alegada ilegitimidade da reparação das desigualdades sociais, que tentam naturalizar (e perpetuar), como agora, ao tentar justificar que a pobreza não tem cor.

Sou autor de ação na OEA, em que processo o Brasil pelo crime de escravidão, e nela proponho a criação de uma força-tarefa educacional, pela qual universidades públicas país afora instalem núcleos de otimização educacional, como forma de corrigir as desigualdades acumuladas ao longo dos 350 anos em que escravos africanos ficaram sem direitos, só com obrigações.

Hoje, seus descententes merecem, no mínimo, uma compensação pelo que lhe foi negado. Mas o racisco mostra com mais veemência a sua cara, atacado que foi nunca das bases de seus privilégios. A campanha contra as cotas revela até o interesse das escolas privadas e do monopólio dos cursinhos de pré-vestibular caríssimos - possuidores de gordas fatias do mercado publicitário nos veículos de comunicação -, ao verem reduzidas as suas margens de aprovação. No século 19 vimos o Estado brasileiro incentivar grupos étnicos europeus para embranquecer o país.

Nesta empreitada, estes grupos receberam terras e subsídios do goberno para se instalarem no país. Hoje estão aí, como parte do Brasil legal, sendo os distintos cidadãos. Os afrodescentes querem os mesmo incentivos, para deixarem de ser os estereótipos da pobreza - na mídia, na história oficial, nos livros. Isto não é decente. Neste conturbardo início do século 21, a sociedade brasileira precisa rever seus conceitos e corrigir os erros do passado.

(*) Publicitário e ativista social
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VÍNCULO DA FOLHA DE SÃO PAULO COM O CANDIDATO SERRA

O jornalista Rodrigo Vianna faz uma análise interessante de uma publicação da Folha de São Paulo, que segundo ele deixa claro a ligação muito íntima entre o referido jornal e o candidato Serra. CLIQUE AQUI para ler matéria.

terça-feira, 6 de abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

EMIR SADER SOBRE O FHC

Vejam o que o Emir Sader escreveu sobre o FHC. CLIQUE AQUI para ler matéria.

INTERESSANTE ANÁLISE SOBRE DILMA ROUSSEFF

Interessante análise sobre a candidata Dilma Rousseff que alguns acham que é apenas um poste. CLIQUE AQUI para ler.

RECORDE EM CARTEIRAS ASSINADAS

A economia brasileira vai muito bem, para o desespero da oposição. Recorde nas carteiras de trabalho assinadas. Novas pessoas vão adquirir casa própria. CLIQUE AQUI para ler matéria.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

2ª CONFERÊNCIA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA

No dia 27 de março de 2010 foi realizada em Maringá-Pr a 2ª Conferência de Economia Solidária macrorregional noroeste do Paraná. "Pelo direito de produzir e viver em cooperação de maneira sustentável"

A conferência teve como objetivos:

I - Realizar balanço sobre os avanços e limites da Economia Solidária;
II - Propor instrumentos de políticas públicas e programas de Economia Solidária;
III - Promover conhecimento mútuo e articulação dos participantes envolvidos;
IV - Nomeação de delegados(as) para a Conferência Estadual;
V - Consolidar a participação do interior do Paraná na Economia Solidária.

O evento foi muito interessante e os debates foram muito ricos. De Campo Mourão participaram os professores do departamento de economia da Fecilcam, Paulo Roberto Santana Borges e Sérgio Luiz Maybuk; a estagiária da Secretaria Geral da Fecilcam Andreia Albuquerque; e o professor e vereador de Campo Mourão José Pochapski .