segunda-feira, 11 de março de 2019

POESIA "ENCONTRO" ESCRITA POR JOSÉ LUIS SILVA

O Blog do Maybuk é um incentivador de escritores e escritoras. Combinei com o escritor, poeta e ator mourãoense José Luis Silva simpatizante da Associação Mourãoense de Escritores - AME , que publicarei uma poesia dele todo domingo e assim os internautas começarão a semana pensando em poesia. E aí vai a poesia de número 31:


Encontro

Penso sobre o amor
Pergunto-me como
Sei que amo você?
Primeiro você
Chamou-me atenção
De cara e de uma
Forma singular
Depois você me viu
E eu? Ah eu fiquei feliz
Abraçou-me e eu
Queria mais, muito mais
Dava-me bom dia as 6:30
Falávamos sem parar
Quando nos encontramos
O sonho ficou colorido
Tudo fez sentido
O nada agora é tudo
Beijos, abraços, caricias
Fizeram-me perder o rumo
Contigo tudo ficou diferente
Sinto-me desejado agora
Sou importante e especial
Deixo de ser um qualquer
Sinto-me encaixado em você
O tempo? é fugidio eu não ligo

É mágico, é maravilhoso, é lindo
Meu corpo vibra no seu, então
Acordado em ti o tempo todo
E quando adormeço sonho
Com você, meu refrescante
Amorrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!  
 

 

quarta-feira, 6 de março de 2019

O CUSTO DA EMANCIPAÇÃO



O CUSTO  DA EMANCIPAÇÃO
Poesia dedicada ao meu filho Giordano Bruno que completa hoje 21 anos

Quando seu filho nasce, quem manda é ele.
Embora seja totalmente frágil, todos em sua volta estão dominados.
Porque querem um simples contado dele.
Podem estar preocupados ou simplesmente por ele apaixonados.

Você percebe cada momento da sua evolução, meio em êxtase.
Fica feliz pelo fato dele ter avançado na evolução da vida.
Mas ao mesmo tempo, já tem saudades do que passou e de nada se esquece.
E já tem problema de consciência por alguma fase não acompanhada.

Do nascimento aos sete anos uma baita evolução.
Quando não é especial, sai do zero, fica em pé, anda e fala.
E você pensa que já tem amor bastante no seu coração.
Mas ledo engano, ainda vai fabricar amor de montão.

Quando ele desponta para a vida rumo à liberdade, ninguém agüenta.
Já sai sozinho para brincar com os colegas,  tem que enfrentar o colégio.
É uma preocupação sem fim e um certo ciúme na gente, que arde igual pimenta.
Mas tudo é para a evolução do vivente, o tempo passa  seguindo as batidas do relógio.

E no crescimento dele,  vem as curiosidades, os desafios e as pequenas confusões.
É preciso acompanhar, torcer, rezar, sem sufocar, sempre estar de olho.
É necessário estar preparado para as pequenas conquistas e para as decepções.
Cada dia um batalha, há prazeres e  também dores para se criar um filho.

Dos oito aos quatorze anos, normalmente você vai ganhar muito beijo e abraço.
Embora a freqüência vá diminuindo e diminuindo com a fase da vergonha.
É uma sequência de alegrias,  risos, algumas tristezas e choros com muito cansaço
Mas você faria tudo de novo, porque a vida sem filhos deve ser meio enfadonha.

Daí para frente carinho recebido já vai ser raro, com raras exceções.
Ficam as preocupações e cobranças por parte da gente, elevados ao cubo.
Há problemas de consciência pela parte que se erra e vêm as decepções.
Mas também há satisfação quando se acerta, ao fim e ao cabo.

Aumenta a nossa torcida para os acertos, e se reza um monte para não ter equívocos.
Normalmente, queremos ter uma cópia do que somos e vem a frustração. 
Somos egoístas e normalmente cobramos o que odiávamos ser cobrados.
Vamos tomando consciência que filhos, não são para nós, mas por nós para o mundão.

Dos quinze aos vinte e um anos, é o momento seu e dele para se preparar.
Ele deve se fortalecer para diminuir a dependência conosco, porque está em evolução.
Você deve mandar menos, orientar mais, rezar bastante, amá-lo muito e se conformar.
Afinal, mesmo que para você ele seja seu eterno menino, para ele é a emancipação.         

terça-feira, 5 de março de 2019

SARAU DA AME - FEVEREIRO DE 2019
















No dia 16 de fevereiro de 2019 aconteceu o primeiro Sarau mensal da Associação Mourãoense de Escritores – AME do ano. O local foi na Biblioteca Municipal Professor Egydio Martello – coordenação, Luciana Demetke, presente no evento.
A correria está grande e só hoje, após receber as fotos da presidente Fátima Saraiva, que salvo engano, não foi  fotografada,  que eu faço a costumeira matéria no Blog do Maybuk.
Além das já citadas, presidente da AME e coordenadora da Biblioteca e dentre outros convidados, estavam presentes,  a vice presidente Fátima Braga, Cristina Schreiner Mota, Otmar Soares, Ana Aparecida Ceola Ribeiro,Silvia Novaes, Mauricio Carneiro, Doroty Carneiro, Isabelle Caldas Carneiro, Sonia Ubelina, Silvania Maria Costa Carvalho, Izabelle M. de Carvalho, João Maria de Lara, Pedrinho Nespolo, Ana Paula Soares, Henrique Pereira de Souza, Gilson Mendes de Góis, Nivalda Sguissardi, Oswaldoir Capeloto,  Maria Giselta da Silva Veiga e  Sérgio Luiz Maybuk.
Como de costume foi uma tarde agradável e também produtiva.
A presidente e vice nos assuntos burocráticos,  trataram sobre o mandato que está acabando, e outra diretoria deve ser eleita em breve. 
A Cristina apresentou trabalho importante sobre o registro da gestão anterior. Lembrou da necessidade dos registros da gestão atual. 
Dentre as intervenções, lembro que o Oswaldoir poeta, também chamado de ator pelo colega Gilson, se manifestou mais de uma vez, sempre de improviso, com poesias próprias e contando causos, do tipo a história dos canários interprete e compositor. 
A Silvia sempre presente, interpretou a história infantil da princesa e a ervilha, para dar gancho a um belo texto escrito por ela, referente ao sofrimento e sacrifício das mulheres para se manterem bonitas, encerrando dizendo que diante de tudo gostaria mesmo de ser a princesa. 
A Izabelle sempre presente com aquela voz e entonação marcantes de uma boa atriz, declamou uma poesia, salvo engano, da sua mãe Silvania.
Representando a família Carneiro, a Doroty e a filha fizeram intervenções, a mãe leu e interpretou um texto do livro "Poesias Sobre Crianças em Enfermaria" com o título "Artistas no Hospital (muito lindo)  e a filha leu um texto do livro "Doce jeito de ser criança" com o título "Pontuação"  (cada ponto representado com cobrinhas e ovinhos, bem didático).           
O Gilson que afirma ser tímido e não ter memória para suas próprias poesias, leu uma de suas publicações. O João Lara também leu de autoria própria.
A atriz Ana Paula que sempre surpreende nas intervenções artísticas, leu e interpretou um texto sobre uma mulher guerreira. 
Após um debate sobre a sensibilidade que os poetas possuem ao escreverem e que é possível ver poesia em tudo,  aproveitei para relatar que recentemente, numa formatura em um dos campi da Unespar, quase houve uma tragédia com um princípio de incêndio e na sequência vários  oradores tiveram muita presença de espírito, fazendo o público rir diante daquilo que poderia ter sido muito triste.   No mesmo evento muitas passagens poéticas foram citadas.  
Mais uma vez quero convidar a quem desejar, que participe dos eventos da AME, porque sempre é um prazer e um aprendizado.

sexta-feira, 1 de março de 2019

GLOBO E MERCADO NERVOSOS COM POSSÍVEL ALÍVIO NA TRAGÉDIA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A globo e o tal mercado nervosos, porque o Bolsonaro diante da avalanche de críticas, sinalizou aliviar um pouco a tragédia da reforma da previdência.
Eu sou economista e comungo com estudiosos no assunto, identificando que se for computado toda lei da seguridade social ainda em vigência e sem a desvinculação da DRU, na soma geral não há déficit.
Tudo isso é uma manobra para acabar com a aposentadoria e a proteção social. Também para criar um sistema de capitalização e passar para os bancos particulares a administração dos recursos.
O modelo da equipe econômica ultra liberal é semelhante ao horror ocorrido no Chile, em que atualmente , há muita incidência de suicídios de idosos que não recebem a condição mínima de sobrevivência.
Ou atacamos firmemente essa temerosa reforma ou nossas famílias serão todas no futuro.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

DISCURSO DA PROFESSORA MARIA ONIDE BALAN SARDINHA - FORMATURA UNESPAR - APUCARANA

Na sexta feira, 15 de fevereiro de 2019, participei da cerimônia de formatura de bacharéis e licenciados da Unespar campus de Apucarana. Gostei e pedi para publicar, o discurso da professora Maria Onide Balan  Sardinha, dentre tantas funções que ocupou, ex-chefe do Núcleo Regional de Educação - região de Apucarana. 



Boa noite a todos

Quero fazer nesse momento uma Saudação ao Magnifico reitor da UNESPAR Professor Antonio Carlos Aleixo ;Uma saudação especial  ao Professor Daniel  Fernando Matheus Gomes Diretor geral da UNESPAR campus Apucarana , pelo qual tenho muito apreço e consideração e ao saudá-los estendo minha saudação a todas as autoridades, aqui presentes,já nominadas. À comunidade acadêmica da UNESPAR :Coordenadores de curso  de Licenciatura e Bacharelado, Professores , Funcionários, Familiares e os participantes desse grandioso evento  e,a VOCÊS,  queridos FORMANDOS, um cumprimento muito especial.

Quero que saibam que foi com imensa surpresa e alegria que recebi o convite para ser a Paraninfa de vocês, todos os formandos de 2018,dos12 cursos - 7 de Bacharelado e 5  de Licenciatura-que recebem seus certificados, aqui nessa noite , todos Formandos dessa renomada Universidade pública

Assim, a minha primeira palavra a dizer nesse momento é de agradecimento, por essa tamanha honraria. Sim é muita emoção para mim, que por quase 50 anos está na educação e já passou por todos os seus níveis e já atuou com as criancinhas da educação infantil, com adolescentes no ensino fundamental, jovens no médio, com pessoas mais velhas na EJA e, no ensino superior. Que acaba de se aposentar na rede pública e tem o prazer de estar num momento de tamanha importância  para a vida de vocês e de seus familiares.Poder partilhar do sucesso e da alegria por essa conquista .

Penso que cada um espera que eu possa falar ou expressar algo, que seja relevante nesse momento tão especial de formatura.

Quero dizer que tenho imenso respeito pela seriedade do trabalho educacional realizado por essa instituição e por isso acredito que durante os vários anos em que nela estiveram receberam uma boa formação e que acadêmicos e professores  ficaram em uma estreita sintonia um com o outro, até chegar esse momento em que vocês saem daqui como profissionais, para o mundo do trabalho se sentindo confiantes que conseguirão  conquistar os espaços que almejam .

Muitos de vocês já estavam inseridos em projetos na rede pública, ou em estágios remunerados, foram bolsistas do PIBID , ou em Projetos acadêmicos , em ações extensionistas, que foram dando know-how para serem ótimos profissionais. Souberam aproveitar cada oportunidade. Estão formados e isso significa,, estar envolvido por um processo, que não termina com o bacharelado,ou a licenciatura mas continua perenemente, apenas mudando de fase e níveis de aperfeiçoamento, desenvolvendo-se  e dominando linguagens e técnicas; desenvolvendo a sensibilidade moral; e se apropriando da consciência histórica.

Assim, enquanto paraninfa quero lhes dizer que o Brasil precisa de profissionais competentes e acima de tudo éticos. Por isso quero lhes pedir que sejam pessoas justas. Sejam humanos, cuidem da sociedade como um dia sonharam em fazer na condição de profissional da área que escolheram. Acima de tudo, invistam no saber constante. Sejam grandes. E, parafraseando Fernando Pessoa, sejam do tamanho daquilo que veem, e sonham e  não do tamanho de suas alturas.

O futuro começa agora, um futuro brilhante, cheio de desafios e vitórias.

Vejo que o ser humano em função das tecnologias está ficando distante do convívio e da conversa com as outras pessoas, mas não podemos nos esquecer de que somos, enfim, quase que como agricultores. Só que Não cultivamos campos ou paragens, mas, sim, espaços de convívio; dimensão de comunidade,  construímos relacionamentos. Façam isso.!

Como disse o poeta Castro Alves,“Oh Bendito o que semeia/ Livros... Livros de mão cheia.../ E manda o povo pensar!/ O livro caindo n’alma/ É germe – que faz a palma/ É chuva – que faz o mar!”.

Sejam bons; sejam plenamente felizes; e nunca deixem de semear boas palavras  ! Sucesso a todos !

Professora Maria Onide Balan Sardinha