O editor do Blog do Maybuk (criado em 2008) professor Sérgio Luiz Maybuk faz um relato sobre o falecimento de Edviges Iubel Maibuck.
No dia 24 de junho de 2026 em que se comemora pela Igreja Católica São João, no período da noite recebi um áudio da querida tia Nena (Irene Maibuk), muito triste perguntando se eu sabia que a Iádia (Edviges Iubel Maibuck), casada com o irmão de meu pai, o Eduardo Maibuck que chamamos de Édio, havia falecido. Só registrando aqui que nossos sobrenomes são diferentes por registros cartorários, nem sei dizer qual é o correto.
Foi uma tristeza profunda para mim, eu passava mensagem a ela pelo whatsapp quase toda sexta-feira e na última eu escrevi “Desejo um ótimo final de semana” e ela respondeu “bom dia, pra você também” seguido da figura do beijinho no rosto, do coraçãozinho vermelho e as mãos juntas, a verdadeira representação dela para mim e com certeza para qualquer outra pessoa que ela gostava.
Eu sabia que ela tinha sido internada há algum tempo por problemas de pulmão depois saiu. E tempos depois quando perguntei a ela sobre a saúde, me respondeu por áudio que tinha quebrado a clavícula e depois outro osso que exigiu dela andar de andador, nada que a levasse à morte. Por isso minha grande surpresa e tristeza profunda.
Sobre a tia Iádia, há uma unanimidade para quem a conheceu e conviveu com ela. Era bondade em pessoa, era a simpatia em pessoa, generosa, carinhosa, querida, atenciosa, não tinha maldade no coração, um primor de pessoa. Sempre com aquele sorriso, sempre com aquela voz grave vai deixar saudades.
Na despedida dela foi possível ver aqueles choros doloridos dos filhos Everaldo casado com a Márcia e a filha Yasmin, Silvia casada com o Márcio, Vera casada com o João, e de todos os/as presentes, especialmente todos/as irmãos/as dela em volta, alguns deles vindos lá de Santa Catarina onde moram e trabalham. E as cunhadas dela tia Nena, tia Dinca e a tia Nhunha com o marido tio Hélio e os filhos Carlinhos Susana e minha irmã Rose com o marido Jefinho.
Minha namorada Marisa Pureza que sem conhecer ninguém da minha família em Pitanga-PR, gentilmente foi comigo até lá com seu carro. Na estrada ela dizia que quando foi Diretora do Colégio Estadual em Nova Tebas-PR, foi diversas vezes até Pitanga-PR em reuniões do Núcleo Regional de Educação e que a Chefe do Núcleo da época professora Tania e sua equipe ensinaram muito os/as Diretores/as. E ao adentrar na Capela Mortuária encontrou ali sentada a querida professora Ana Pietroski (eu já conhecia) que foi Subchefe do Núcleo da época, provando que sempre que saímos de casa podemos ampliar nossas relações sociais e até rever pessoas. .
Nas conversas entre os presentes, as várias lembranças, a prima Susana casada com o Sandro que ali também estava, lembrou daquela maionese, eu lembrei daquele frango frito (a tia Iádia era uma maravilhosa cozinheira), minhas irmãs Rose e Rosane tinham um carinho muito grande por ela e adoravam encontrá-la. A tia Iádia disse várias vezes para mim que me amava. Ela falava com um carinho tão grande sobre meu filho Giordano (que ela nunca acertava o nome rsrs, o que vale era o carinho).Passei mensagem para ele e pedi que rezasse por ela, não acertava seu nome mas te amava, meu filho.
A tia Iádia cuidou do marido tio Édio como ninguém, era um casal grudado sempre e vai ser MUITO doloroso para ele a ausência dela, ele inclusive me disse “A Iádia resolveu ir embora. Os filhos vão sentir muito, os/as parentes, vizinhos/as, o pessoal da igreja (pensa numa mulher rezadeira), rezava por todo mundo.
Eu tenho uma passagem de criança muito significativa. Uma certa época, meu pai Julio trabalhava com seu caminhão no Mato Grosso e numa certa ocasião minha mãe Inês foi passar quase um mês lá naquele Estado e creio que minha irmã Rosane já existia, a caçula foi junto. Eu e minha irmã Rose ficamos algumas semanas em Roncador-PR na casa do tio Édio e tia Iádia. O tratamento foi tão extraordinário que quando a mãe voltou deu uma tristeza danada ir para casa.
Com certeza cada pessoa que ler esse singelo texto e que conheceu a tia Iádia tem uma história de carinho para contar. E falando em carinho, dois momentos lindos, no primeiro o padre na hora das exéquias, dentro das tradicionais falas em todos os velórios, num momento disse, a Ediviges que tanto rezou o terço para outras pessoas, agora Maria mãe de Deus, poderia dar uma mãozinha para ela chegar no céu. E o segundo momento o maravilhoso Ladislau Pietroski com aquela voz de radialista e uma oratória invejável, dentre outras coisas falou da Ediviges nos momentos de família, na igreja, limpando o Ginásio de Esportes (ela é funcionária aposentada da prefeitura) e destacou: Iádia, ontem você tinha saudade da dona Susana (mãe), do seu Cassimiro (pai), hoje nós é que temos saudades de você.
No último encontro que tive com a tia Iádia lá em Pitanga-PR foi delicioso no ano de 2023, Eu, minha mãe, minhas irmãs conforme podemos ver nas fotos da publicação. Agora em 2026 voltamos para casa e ela fisicamente ficou juntinho da sua mãe no campo santo e sua alma está no céu, com certeza Nossa Senhora deu a mãozinha que o padre pediu.


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