terça-feira, 9 de junho de 2026

OFICINA: INTERVENÇÕES URBANAS EM ARTE: AGIR O MUNDO QUE QUEREMOS






O Blog do Maybuk (criado em 2008) sempre que possível publica ações de arte e cultura especialmente da região de Campo Mourão-PR ou ligadas aos trabalhos da UNESPAR – Universidade Estadual do Paraná que possui sete campi e dois deles em Curitiba, sendo as antigas EMBAP e FAP.

O editor do Blog, professor Sérgio Luiz Maybuk participou no mês de maio de 2026 da organização do 3º FESTAR – Festival de Arte e Cultura da Unespar, idealizado pela professora Marcia Moraes, evento que acontece a cada ano em um dos campi e em 2026 foi no campus de Campo Mourão.

Foram vários eventos muito interessantes e que despertaram muitas emoções nos/as participantes e dentre eles, a  Oficina: Intervenções Urbanas em Arte: agir o mundo que queremos, comandada pelo professor Diego Elias Baffi - Doutor em Teatro do Bacharelado em Artes Cênicas na Unespar.

Por meio da querida e competente professora Marcia Moraes – Diretora de Cultura da Unespar entrei em contato com o professor Diego com o interesse de fazer uma matéria aqui sobre o projeto dele.  Disse a ele que gostaria de saber a origem do projeto, principais resultados na última edição do FESTAR e das outras edições se ele desejasse etc.

Ele foi muito receptivo e respondeu: quanto às suas perguntas, primeiramente agradeço pela oportunidade — é uma felicidade poder compartilhar esta que tem sido uma pesquisa de vida e manifesta‑se, entre outras coisas, nas ações que realizamos durante as edições do Festar. Creio que essas ações se relacionam com uma determinada perspectiva de economia (relação a qual sei versar pouco e adoraria aprender mais com o senhor, se quiser falar de como vê esta possível relação), e, claro, no âmbito de extensão e cultura em nossa instituição.

O projeto nasce no bojo de uma pesquisa que desenvolvo desde 2003 sobre ações artísticas em espaços urbanos. Trabalho principalmente com uma linguagem que chamamos de intervenção urbana. A Feira de Trocas Poéticas é uma ação já antiga do repertório do grupo artístico quandonde intervenções urbanas em arte, do qual faço parte — envio o link em seguida, assim como meu contato de e‑mail.

Este projeto visa construir novos modos de sociabilidade nos espaços públicos, baseado na interlocução entre as artes e ações extraartísticas. No Festar levamos essa ação porque ela requer pouco tempo de preparação para ser realizada; assim, tanto agora quanto nas edições anteriores apresentamos a proposta como modo de construir as proposições das pessoas participantes e já levá‑las ao espaço público. No ano passado, em 2025, nossa oficina se baseou em outra ação: uma contação de histórias para ouvintes de olhos fechados também realizada em espaços públicos — chamada Além do Literal; enviarei o link desta ação também em seguida.

Nesta edição do Festar tivemos um grupo muito interessante, composto por participantes de diferentes campus, que aceitaram a proposta de produzir esse conjunto de trocas a partir de suas aspirações individuais em relação ao espaço público (por isso, inclusive, o nome da Oficina: Intervenções Urbanas em Arte: agir o mundo que queremos). Esse grupo, bastante engajado, em curto espaço de tempo alcançou resultados interessantes: as trocas de sábado geraram múltiplas possibilidades de encontros e trocas poéticas subjetivas não redutíveis a um valor monetário, para o espaço público de Campo Mourão.

Não tirei fotos pessoais do evento, mas tenho aqui algumas imagens e vídeos postados no Drive do evento, que também posso compartilhar conforme seu interesse. As fotos que enviam devem ser creditadas a @maria_gustavol

Tentei não aprofundar demais as reflexões acima para não alongar demais esta mensagem, mas permaneço à disposição para uma conversa em momento oportuno ou para responder outras perguntas objetivas que deseje fazer. Abaixo segue, como exposto, os links que mostram a parte artística da minha pesquisa em execução ao longo dos últimos anos; neles há vídeos e outras informações complementares sobre as ações que descrevi. https://www.quandonde.com.br/feira-de-trocas-poeticas

https://www.quandonde.com.br/alemdoliteral

e-mail diego.baffi@unespar.edu.br

No diálogo com o professor Diego e com relação a questão econômica, respondi que talvez se encaixe na economia criativa, pelo que acompanhei no sábado lá na praça, possivelmente as atividades possam contribuir para a melhoria de vida, proporcionando um maior equilíbrio entre as ações do cotidiano, emoções, ansiedades etc. Não sou especialista na área, estou apenas fazendo conjecturas.

O que sempre defendi é que atividades artísticas e culturais são trabalhos e devem ser remuneradas como qualquer outra atividade. Se eu pago medicamentos, academia, psicólogo, etc que contribuem para a melhoria de vida, por qual razão atividades artísticas e culturais de qualquer modalidade (inclusive nas praças)que ajudam no bem estar não podem ter um valor monetário?

E o professor Diego arrematou, concordo contigo que as atividades devem ser remuneradas. O que defendemos é que o pagamento não deva ser uma barreira. Ações como estas deveriam ser pagas com dinheiro público, pois a arte, desta perspectiva, é um princípio para cidadania, um direito fundamental.

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LEIA COM ATENÇÃO!

Este espaço é para você fazer o seu comentário sobre a postagem ou mesmo sobre o blog como um todo. Serão publicados todos os comentários a favor ou contra, desde que não contenham textos ofensivos.
Os comentários serão publicados até 24 horas após o envio.

Se você NÃO quiser se identificar, marque o seu perfil como ANÔNIMO e envie. Se você QUISER se identificar, marque o seu perfil como NOME/URL, escreva o seu nome no campo NOME e deixe o URL em branco e envie.