O Blog do Maybuk
(criado em 2008) sempre que possível publica ações de arte e cultura
especialmente da região de Campo Mourão-PR ou ligadas aos trabalhos da UNESPAR –
Universidade Estadual do Paraná que possui sete campi e dois deles em Curitiba, sendo as antigas EMBAP e FAP.
O editor do Blog,
professor Sérgio Luiz Maybuk participou no mês de maio de 2026 da organização
do 3º FESTAR – Festival de Arte e Cultura da Unespar, idealizado pela professora Marcia Moraes, evento que acontece a cada
ano em um dos campi e em 2026 foi no campus de Campo Mourão.
Foram vários eventos
muito interessantes e que despertaram muitas emoções nos/as participantes e
dentre eles, a Oficina: Intervenções
Urbanas em Arte: agir o mundo que queremos, comandada pelo professor Diego
Elias Baffi - Doutor em Teatro do Bacharelado em Artes Cênicas na Unespar.
Por meio da querida e
competente professora Marcia Moraes – Diretora de Cultura da Unespar entrei em
contato com o professor Diego com o interesse de fazer uma matéria aqui sobre o
projeto dele. Disse a ele que gostaria
de saber a origem do projeto, principais
resultados na última edição do FESTAR e das outras edições se ele desejasse etc.
Ele foi muito receptivo
e respondeu: quanto às suas perguntas, primeiramente agradeço pela oportunidade
— é uma felicidade poder compartilhar esta que tem sido uma pesquisa de vida e
manifesta‑se, entre outras coisas, nas ações que realizamos durante as edições
do Festar. Creio que essas ações se relacionam com uma determinada perspectiva
de economia (relação a qual sei versar pouco e adoraria aprender mais com o
senhor, se quiser falar de como vê esta possível relação), e, claro, no âmbito
de extensão e cultura em nossa instituição.
O projeto nasce no bojo
de uma pesquisa que desenvolvo desde 2003 sobre ações artísticas em espaços
urbanos. Trabalho principalmente com uma linguagem que chamamos de intervenção
urbana. A Feira de Trocas Poéticas é uma ação já antiga do repertório do grupo
artístico quandonde intervenções urbanas em arte, do qual faço parte — envio o
link em seguida, assim como meu contato de e‑mail.
Este projeto visa
construir novos modos de sociabilidade nos espaços públicos, baseado na
interlocução entre as artes e ações extraartísticas. No Festar levamos essa
ação porque ela requer pouco tempo de preparação para ser realizada; assim,
tanto agora quanto nas edições anteriores apresentamos a proposta como modo de
construir as proposições das pessoas participantes e já levá‑las ao espaço público.
No ano passado, em 2025, nossa oficina se baseou em outra ação: uma contação de
histórias para ouvintes de olhos fechados também realizada em espaços públicos
— chamada Além do Literal; enviarei o link desta ação também em seguida.
Nesta edição do Festar
tivemos um grupo muito interessante, composto por participantes de diferentes
campus, que aceitaram a proposta de produzir esse conjunto de trocas a partir
de suas aspirações individuais em relação ao espaço público (por isso,
inclusive, o nome da Oficina: Intervenções Urbanas em Arte: agir o mundo que
queremos). Esse grupo, bastante engajado, em curto espaço de tempo alcançou
resultados interessantes: as trocas de sábado geraram múltiplas possibilidades
de encontros e trocas poéticas subjetivas não redutíveis a um valor monetário,
para o espaço público de Campo Mourão.
Não tirei fotos
pessoais do evento, mas tenho aqui algumas imagens e vídeos postados no Drive
do evento, que também posso compartilhar conforme seu interesse. As fotos que
enviam devem ser creditadas a @maria_gustavol
Tentei não aprofundar
demais as reflexões acima para não alongar demais esta mensagem, mas permaneço
à disposição para uma conversa em momento oportuno ou para responder outras
perguntas objetivas que deseje fazer. Abaixo segue, como exposto, os links que
mostram a parte artística da minha pesquisa em execução ao longo dos últimos
anos; neles há vídeos e outras informações complementares sobre as ações que
descrevi. https://www.quandonde.com.br/feira-de-trocas-poeticas
https://www.quandonde.com.br/alemdoliteral
e-mail diego.baffi@unespar.edu.br
No diálogo com o
professor Diego e com relação a questão econômica, respondi que talvez se
encaixe na economia criativa, pelo que acompanhei no sábado lá na praça,
possivelmente as atividades possam contribuir para a melhoria de vida, proporcionando
um maior equilíbrio entre as ações do cotidiano, emoções, ansiedades etc. Não
sou especialista na área, estou apenas fazendo conjecturas.
O que sempre defendi é
que atividades artísticas e culturais são trabalhos e devem ser remuneradas
como qualquer outra atividade. Se eu pago medicamentos, academia, psicólogo,
etc que contribuem para a melhoria de vida, por qual razão atividades
artísticas e culturais de qualquer modalidade (inclusive nas praças)que ajudam
no bem estar não podem ter um valor monetário?
E o professor Diego
arrematou, concordo contigo que as atividades devem ser remuneradas. O que
defendemos é que o pagamento não deva ser uma barreira. Ações como estas
deveriam ser pagas com dinheiro público, pois a arte, desta perspectiva, é um
princípio para cidadania, um direito fundamental.





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