sábado, 27 de dezembro de 2025

ANÁLISE DA OBRA “VOZES DA POESIA E CONTOS” DA AUTORA ANA CEOLA RIBEIRO



 O Blog do Maybuk criado em 2008 por meio de seu editor professor Sérgio Luiz Maybuk, sempre que possível faz a análise de obras literárias de autores/as da região de Campo Mourão-PR e em especial de membros da AME - Associação Mourãoense de Escritores.

Na presente publicação a análise que será realizada pelo editor do Blog professor Sérgio Luiz Maybuk refere-se a Obra   “VOZES DA POESIA E CONTOS” DA AUTORA ANA CEOLA RIBEIRO que foi publicada por meiodo Edital de Seleção de Obras Literárias.

Na publicação há as logos da Prefeitura Municipal de Campo Mourão, da SECULT - Secretaria Municipal de Cultura  e MOAI Comunicação.

Na Obra se faz referência a João Douglas Fabricio - Prefeito de Campo Mourão, Fátima Claro Nunes - Vice Prefeita de Campo Mourão, Jadir Soares - Presidente da Câmara Municipal, Roberto Cardoso - Secretário Municipal de Cultura (autor da Apresentação Institucional da Obra), Gislaine Monteiro Fabreti - Diretora Geral Secretaria da Cultura, Mauricio Pozza - Diretor de Desenvolvimento Cultural e Luciana Demetke - Coordenação Divisão de Bibliotecas

Capa, Projeto Gráfico e Diagramação - Moai Comunicação

Equipe Moai Comunicação - Crislayne Maria Bertholdo Lizotti, Erika Patricia Alves, Thais Martins do Nascimento, Tiago Silva e Tuana Santos Lima.

Ilustração de Capa - Tiago Silva

Prefácio muito bem escrito por Max Moreno

Segue a análise da Obra:

Desde que ingressei na AME - Associação Mourãoense de Escritores convidado pela então Presidenta Fátima Saraiva, procurei interagir com todos e todas e descobrir e ressaltar as principais qualidades literárias de quem participava. A Ana Ceola Ribeiro, por mim chamada de Aninha, é sem dúvida muita querida e sua presença já é uma Poesia pela forma de se expressar, especialmente quando declama suas seus textos e já deu algumas aulas para nós para escrevermos melhor.

A presente obra tem 57 poesias e 5 Contos. Aprendi que podemos até analisar uma poesia para buscarmos sua essência , sua mensagem, mas fundamentalmente devemos senti-la. E nessa prazerosa ação, no caso da obra da Ana, de acordo com minha observação há 32 poesias que estão relacionada ao Ser Humano envolvendo corpo e sentimentos, 16 que retratam a Natureza, 4 que são pura Imaginação Poética, 4 que retratam Fé/Religiosidade e 1 que trata do nosso querido município Campo Mourão-PR.

Tenho um hábito quando leio um livro de poesias que é destacar as palavras mais citadas porque inevitavelmente dá uma noção ao/a leitor/a do que está em volta do pensamento e da sensibilidade de quem escreve poesias.

Nas minha continhas, a palavra “Amor” nas suas mais variadas formas aparece 25 vezes. E a Ana é amor puro.

A palavra “Vida/Viver” aparece  23 vezes. Lembrando que a Ana já é avó e tem uma belíssima família  tem muitas coisas a escrever nesse quesito.    

As palavras “Flores” e “Poesia/Poeta/Poética” aparecem 20 vezes cada. E revelam o apreço dela pelas duas palavras. Digamos que a poesia dela exala flores.  

As palavras “Amigos/Amizade” e “Saudade” aparecem 17 vezes cada. Na vida bem vivida dela com certeza as relações de amizades são ótimas e convenhamos que quem não tem saudade (dizem que só no Brasil existe essa afirmação) no coração, não pode escrever bem poesia.

As palavras “Mãe/Maezinha” e “Sonhos/Sonhar” aparecem 14 vezes cada. Talvez um homem não daria muita ênfase a primeira palavra, mas uma avó (mãe com açúcar) com certeza terá esse olhar. E sobre sonhos, quem não sonha mais, para si ou para os seus, na prática já morreu .

As palavras “Alegria/Alegre” e “Coração” aparecem 13 vezes cada. A primeira pode retratar a pessoa de bem com a vida e a segunda é ingrediente necessário para quem escreve poesia.

As palavras “Deus” e “Feliz/Felicidade” aparecem 12 vezes cada. Já analisei outras obras e a primeira palavra normalmente mais apresentada em autores com mais religiosidade e a segunda é sempre presente nas poesias.

As palavras “Sorrir/Sorriso” e “Cantar/Canção” aparecem 11 vezes cada. Nesse caso as duas parecem estar tranquilamente no pensamento da Aninha.

As palavras “Alma”, Criança/s e Esperança” aparecem 10 vezes cada. A primeira mais utilizada por quem utiliza a palavra “Deus”, a segunda e a terceira é para quem acredita de alguma forma no futuro para ela própria ou para outros.

As palavras “Natureza” e “Tempo” aparecem 8 vezes cada. A primeira quase sempre está presente nas poesias e a segunda começa a ter mais valor quando percebemos que estamos ficando mais velhos e aí tal palavra tem mais valor.

As palavras “Caminha/Caminhando”, “Dores”, “Encanto/Encantamento”, “Lembranças”, “Lua”, “Magia/Mágica”, “Passarinho” aparecem 7 vezes cada. São palavras variadas e que retratam o gosto /estilo da autora.

As palavras “Janela” e “Tristeza” aparecem 6 vezes cada. A segunda a mim por exemplo já foi lembrada e alguns textos, mas a primeira retrata contemplação ao olhar quem aparece nela e especialmente quem olha de dentro para fora e aí, este que vos escreve precisa atentar melhor para aprender escrever poesia.

Finalmente as palavras “Beijos/Beijar”, “Borboletas”, “Fé”, “Filhos”, “Mundo”, “Terra”, “Vento/Ventania/Ventinho”aparecem 5 vezes cada. São palavras variadas mas gostei do Vento Ventania daquela música que poderia acrescentar me leve para a poesia da Ana Ceola Ribeiro.

E sobre os Contos muito bem escritos e gostosos de ler, há um que trata do medo de assombração que é capaz de provocar ruídos inexistentes ou será que existiram mesmo? Há um sobre um menino que teve um futuro imprevisível , há um sobre uma bela história familiar, outro um conto interessante sobre um certo tesouro e finalmente um conto impactante sobre uma tal Aninha e seus cachinhos dourados.  

Vale a pena ler a obra e esperamos a próxima escrita pela Ana.    

Considerando que Campo Mourão é um Celeiro literário como sempre é ressaltado pelo Secretário Roberto Cardoso, quando tiver tempo e tranquilidade, a próxima obra a ser analisada será "As mulheres que eu vi - Poesia de flor e força" do escritor da AME Jefferson Nery Correia.       

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

ANÁLISE DA OBRA PÓSTUMA DE JOÃO LESSA “PELAS FRESTAS A LIBERDADE - PELOS OLHOS DE UM MENINO”


 O Blog do Maybuk criado em 2008 por meio de seu editor professor Sérgio Luiz Maybuk, sempre que possível faz a análise de obras literárias de autores/as da região de Campo Mourão-PR e em especial de membros da AME - Associação Mourãoense de Escritores.

Na publicação de hoje será feita a análise da Obra Póstuma de João Lessa “PELAS FRESTAS A LIBERDADE - PELOS OLHOS DE UM MENINO”. Ressaltando que o autor residiu em Nova Cantu-PR e Roncador-PR e estudou Geografia na então Fecilcam, atual Unespar campus de Campo Mourão e foi várias vezes premiado no Varal de Poesias do Curso de Letras da referida instituição.

Segue a análise da obra feita pelo editor do Blog, professor Sérgio Luiz Maybuk:

Quem não conheceu o autor vai se encantar com a obra, se deliciar com o texto que mostra muito conhecimento, fatos históricos, ironia, irreverência, emoção, tristeza mas fundamentalmente esperança.

Quem conheceu o autor, conviveu com ele e foi amigo, como no meu caso, vai testemunhar tudo isso, mas vai sentir acelerar o coração. Confesso que ao tirar o plástico da obra, tive uma forte dor no peito, uma ansiedade incrível, um misto de tristeza, saudade, alegria, uma sensação muito estranha, juro que parecia que o danado do João estava do meu lado. Não foi fácil iniciar a leitura.

A obra póstuma foi organizada pela filha do autor, a Ana Flavia Gonçalves Lessa. Correção feita pelo professor Luiz Carlos Paixão da Rocha e o texto com referências ao autor , feito pela eterna professora  e atualmente empresária, Luzia de Fátima Gonçalves e que teve a felicidade de ter duas lindas filhas com o autor, Rita Virgínia e Ana Flavia.

A Ana Flavia merece todos nossos parabéns pela brilhante ideia e coragem da iniciativa de publicar a obra. E nós leitores o agradecimento pelo prazer que sentimos na leitura. A linda  introdução escrita por ela (Filha de peixe, peixinho é), não é outra coisa, é uma bela poesia e ainda quero ver outros escritos dela. Dentre outras frases escreveu: Este livro foi escrito por ele, mas guardado em silêncio desde sua partida em 2001, como sementes germinando, esperando a hora certa de tocar a luz... Agora com o coração mais sereno e os olhos mais maduros... (Lindo isso, Ana).    

Sempre afirmo em minhas análises de obras que cada leitor/a tem sua própria visão e algumas vezes vão concordar comigo, outras não.   

No capítulo I, há um momento de um discurso empolgado, mas vazio na visão do menino com seu aguçado olhar e direcionado para outros pensamentos.

No capítulo II, o corpo do menino está dentro da igreja, mas a cabeça longe dali (qual menino ou menina já não passou por isso?). De uma forma magistral que só a literatura é capaz de produzir, há um delicioso diálogo entre o menino, seu coração e sua alma e o tema era Deus. Há a vontade de sair correndo da igreja e curtir os prazeres da natureza. E um deboche (a cara do Lessa, nos tempos em que o politicamente correto não incomodava tanto) da mulher ranzinza e no final como um brinde a quem lê , uma bela poesia.

No capítulo III, a brincadeira das crianças e a repreensão dos adultos que na real, gostariam de fazer o mesmo.

No capítulo IV, os diversos julgamentos em cima do menino intitulado pelo autor, como “Pardo”.

No capítulo V, de muita reflexão. É roubo aquilo que é para matar a fome? Quem realmente é dono, quem atesta a propriedade?A Lei e quem cria a Lei? E uma bela poesia de arremate. Nesse capítulo para quem não conheceu o autor, é uma bela amostra de como ele pensava.

No capítulo VI, a  primeira aparição do “Chico Sabino”, trata de ideais, humildade, amor, de força sobrenatural, o impacto da propriedade privada na natureza, ganância, e brinda leitores/as com duas poesias.

No capítulo VII, há um diálogo muito interessante entre  duas pessoas em forma de poesias (só um grande poeta é capaz da ousadia).

No capítulo VIII, é de tirar o fôlego e arrancar lágrimas. Trata de orgulho, prepotência, pressa, paciência. É uma aula de Brasil, dos crimes cometidos contra indígenas, negros e uma das mais vergonhosas passagens de nossa história, a covarde guerra contra o Paraguai e a tentativa canalha do “embranquecimento” da população. O capítulo é tão bom que pode ser apreciado só pelos textos ou só pelas poesias.

No capítulo IX, retrata na prática, os famosos ditados “companheiro é companheiro” e “dois pesos e duas medidas” que pode tirar a pessoa do sério e praticar o que não deve.

No capítulo X, pode ser apreciado o bom conselho.

No capítulo XI, a sabedoria da diretora e no final a bela poesia.

No capítulo XII, trata de confiança, problemas da cidade, safadezas de políticos e pessoas comuns, com projetos mirabolantes para problemas de fácil resolução, que qualquer pessoa da população encontraria soluções mais fáceis. O autor ainda conta uma história/fábula conhecida para exemplificar e de conclusão apresenta duas poesias.

No capítulo XIII, trata do medo e há várias poesias. Uma delas inclusive, foi ganhadora do Varal de Poesias citado no início do texto da presente publicação. E em Roncador-PR, a pedido do Padre Ademar foi declamada no final de uma missa e sem cortes, pois havia uma “singela” frase “Igreja essa sacro-pilantra. (Seu pai era ousado,  Rita e Ana).  

No capítulo XIV, trata da exploração da América em forma de poesia e no final publica uma carta de um personagem extraordinário, retratando a terra, os rios, a natureza em geral.    

No capítulo XV, uma bela poesia.

Na parte final intitulada “Sobre o Autor” escrito pela Luzia, um belíssimo e ao mesmo tempo singelo texto dentre outras coisas ela escreveu:

Na década de 90, cheguei em a Roncador (Pr) para atuar como professora de portuguesa ... Recém-formada e apaixonada por poesia ... Tão logo, meus alunos perceberam meu estilo, alguns deles me levaram poemas do João Lessa ... Fiquei impressionada com a irreverência, com as abordagens das questões sociais...Até então, o João Lessa não havia sido apresentado para mim formalmente...Tempos depois, fui apresentada a ele, por um amigo...Acredito que uma das facetas do amor é admiração e esse movimento nos aproximou tanto que em 1993, selamos nossa união e duas sementes nasceram: Rita Virgínia e Ana Flavia.

Considerando que o João Lessa foi premiado tantas vezes com suas poesias, considerando que me emocionei e tive um prazer enorme da leitura da linda obra, ouso dizer que além de ser lida pelo maior número de pessoas (adquirir pelo endereço https://loja.uiclap.com/titulo/ua106729 ) deve ser inscrita e concorrer  de acordo com o estilo para editais no Paraná ou fora dele, inclusive o prêmio Jabuti, afinal estamos tratando do genial, extraordinário, camarada João Lessa. Se for premiado, ele observa lá  de cima e uma das três meninas que ele amou , vai lá receber.

João Lessa, PRESENTE.

 

sábado, 20 de dezembro de 2025

10ª CAMPANHA "NATAL SOLIDÁRIO" E CAMPANHA E 3ª EDIÇÃO DO PROJETO "FAÇA UMA CRIANÇA FELIZ" - BIBLIOTECA UNESPAR CAMPO MOURÃO









O Blog do Maybuk como de costume todos os anos, publica o resultado da campanha "natal solidário" promovida pela Biblioteca “REITOR ANTÔNIO MARTINS FILHO” fundada em 15 de janeiro de 1974 do campus Unespar Campo Mourão.

Nas fotos aparecem além de funcionários/as e estagiárias/os da Biblioteca dentre outras pessoas aparecem, a diretora do campus professora Ceres América Ricas, o professor do colegiado de Administração Adalberto Dias de Souza, o estagiário do CCSA Luiz Henrique Eugênio, o professor aposentado do campus Carlos Nilton Poyer. Também Sr. Zezinho funcionário da Casa de Apoio. 

Ressalta-se que num papel de desprendimento e carinho a agente universitária Liana Cordeiro da Silva também aparece nas fotos vestida de Mamãe Noel.

Na sequência publica-se na íntegra o seguinte texto:  Equipe:

Liane Cordeiro da Silva, Valéria Soavinski, Fabiana Lizier Krul - agentes universitárias 

Marcos Roberto Dias, Tainá Bueno e Ycaro Santiago Leonel da Rocha - estagiários

Equipe da Biblioteca Reitor Antônio Martins Filho – Campus de Campo Mourão.

 

Campo Mourão 19 dezembro de 2025

 

Prezados Senhores e Senhoras

 

É com imensa satisfação que a Biblioteca da UNESPAR – Campus de Campo Mourão agradece a colaboração de todos em nossa 10ª Campanha Natal Solidário e na 3ª edição da campanha 'Faça uma Criança Sorrir'.

Graças ao apoio da comunidade acadêmica e de nossos amigos externos, as arrecadações foram um sucesso! Em 2026, esperamos dar continuidade a esse projeto, reafirmando nosso compromisso em ajudar o setor de oncologia da Santa Casa de Campo Mourão e as crianças da Pastoral Damfere. Acreditamos que fazer a nossa parte é uma forma de honrar a generosidade divina, lembrando que a solidariedade é uma corrente que nos une.

'Deus não atende a todos? Ele recusa alguma coisa, quando pedimos com fé, esperança? Como vamos recusar alguma coisa ao nosso semelhante, ao nosso próximo?' — Santa Dulce dos Pobres.

Desejamos a todos ótimas festas, repletas de saúde, empatia e sucesso!"

Equipe:

Liane Cordeiro da Silva, Valéria Soavinski, Fabiana Lizier Krul - agentes universitárias 

Marcos Roberto Dias, Tainá Bueno e Ycaro Santiago Leonel da Rocha - estagiários

Equipe da Biblioteca Reitor Antônio Martins Filho – Campus de Campo Mourão.

domingo, 7 de dezembro de 2025

LANÇAMENTO DO LIVRO "COTIDIANO OU EXTRAORDINÁRIO? O SEU OLHAR DEFINE" PUBLICAÇÃO DA AME













 





















































































O Blog do Maybuk criado em 2008 pelo seu editor professor Sérgio Luiz Maybuk publica o relato do lançamento antologia de escritores da AME: “Cotidiano ou Extraordinário? o seu olhar define, realizado em Campo Mourão no dia 28 de novembro de 2025, no Auditório da Biblioteca Municipal professor Egydio Martello no período da noite.

A obra que retratou a sensibilidade aguçada de parte dos/as associados/as da AME -Associação Mourãoense de Escritores  na arte de ver o cotidiano da vida e das pessoas de uma forma diferenciada e transformar em palavras como num roteiro, foi  organizada pelos/as escritores/as Dalva Helena de Medeiros, Max Moreno e Zilma Assad, a revisão os/as dos/as já citados/as e mais a escritora Silvania Maria Costa. O prefácio foi escrito pelo imortal da AML - Academia Mourãoense de Letras José Eugênio Maciel.    

A obra é composta por 80 crônicas. Aline Ambrósio escreveu 4, Ana Ceola Ribeiro 5, Aracelis Aragão 4, Cleide Matilde Toledo Arcain 6, Cristina Schreiner da Mota 5, Dalva Helena de Medeiros 4, Dolores Calegari 4, Giselta Silva Veiga 4, Maria Rodrigues Gois 4, Mariângela Pellizzer 4, Maria Umbelina Ferreira Geraldo 4, Max Moreno 4, Nivalda Sguissardi 4, Sérgio Luiz Maybuk 4, Silvana Maria Vieceli 4, Silvana Maria Costa 5, Silvia Fernandes 4 e Zilma Assad 4.

A belíssima organização do evento pensada com muito carinho e dedicação  foi composta pelos/as associados/as Aline, Cleire, Dalva, Jefferson, Maria, Max, Nivalda, Silvana e Zilma.    

As fotos da publicação foram publicadas inicialmente em grupo interno da AME e os vídeos disponibilizados pelas associadas Aline, Giselta e o Gerson (esposo da associada Dalva) sempre presente nos eventos literários e culturais. E grande parte das informações aqui, foram disponibilizadas pela associada Silvana.

O cerimonialista foi o associado Max Moreno. Não é todo evento em que há um radialista carismático como o Max para abrilhantar o evento. Ele fez uma referência especial para a AME, destacou os/as fundadores/as da Associação, explicou aos presentes características de uma crônica, com maestria deu sequência a toda programação.

A associada Dalva com a ótima desenvoltura de sempre, leu a apresentação da obra escrita pelo José Eugênio Maciel e destacou que o autor estava ali presente.

Um momento muito lindo foi quando foi visualizada  no telão, a capa do livro e várias fotos de reuniões da AME. Material produzido  pela associada Silvana.

Posteriormente foi chamada ao Palco a presidenta da AME Zilma Assad. Ela fez um  relato da experiência, metodologia e desafios da escrita do livro. Dentre outras colocações importantes, ela fez uma divulgação da AME e suas reuniões, uma vez por mês às quartas e sábados, alternadamente  e ressaltando as imagens que foram vistas no telão. Destacou que em  2023, a diretoria Seguindo Sonhos teve a ideia de lançar um desafio aos associados: publicar, todos os anos, uma obra coletiva, com gênero específico.

O primeiro resultado desse movimento veio em 2024, com a antologia de poesias Ecos de um ano: textos inspiradores. E em 2025, foi dado mais um passo em direção ao desenvolvimento literário dos escritores da AME com o lançamento de Cotidiano ou extraordinário? O seu olhar define. Desta vez, a escolha foi pela crônica, esse gênero tão próximo do leitor, que nasce do simples, do dia a dia, e transforma a rotina em poesia, reflexão ou sorriso. É justamente isso que essa antologia deseja oferecer: o convite a perceber que o extraordinário não está longe, mas escondido nos detalhes da vida que passamos apressados demais para notar.

Destacou que em 2026, a AME celebrará seus 30 anos com uma obra especial, comemorativa, que irá registrar a trajetória, a memória e a força desta instituição que transformou a escrita em legado registrado no Caminhos in versos e prosa. E, seguindo o compromisso iniciado em 2023, destacou “planejamos continuar explorando outros gêneros literários nos próximos anos, fortalecendo a ideia de que cada autor pode sempre descobrir novas possibilidades dentro da própria voz.

Afirmou que Cotidiano ou extraordinário? O seu olhar define não é apenas uma reunião de crônicas. Ele é um convite para o leitor, caminhe pelas páginas e descubra outras formas de olhar para o mundo. Que cada texto possa trazer um sorriso, despertar uma lembrança, provocar uma reflexão. E que, quem sabe, ao final da leitura, você também se sinta instigado a escrever seu próprio texto. Que estas crônicas inspirem, instiguem e revelem que, no cotidiano, tão comum e repetido, sempre há espaço para o extraordinário. Basta o olhar. E pediu para aproveitarem  a leitura.

Na sequência duas manifestações bem interessantes. O relato de duas escritoras da AME relatando sua experiência para escrever as crônicas.

Nivalda Sguissardi aqui resumidamente, disse que era uma grande honra estar naquele momento. Lembrou que foi convidada pela ex presidente Fátima Saraiva e, no dia 17 de novembro de 2018, assinou a ficha de associada da AME. Desde então, essa experiência tem sido gratificante e repleta de aprendizado. Começou com poesias, mas, nesta gestão, surgiu a ideia de explorarmos outros gêneros de escrita. E associados da AME se colocaram a disposição para ensinar, falar sobre crônicas, haicais, trovas, contos e assim o grupo vai aprendendo e se arriscando.  

Para ela descobrir a escrita de crônicas foi algo muito especial. Esse gênero tem o jeito dela olhar e registrar o mundo. Por isso, relatou que gostaria que sua fala fosse também um convite para que mais pessoas escrevam. Segundo ela, a escrita liberta, amplia nossos horizontes e nos aproxima de nós mesmos. Destacou que na AME é sempre um momento de alegria, convivência e aprendizado. Disse que os colegas são escritores incríveis, é inspirador. Admiro cada um deles. Estar aqui, contribuindo com este livro, é motivo de muita alegria e gratidão.

Depois foi a vez de Silvana Maria Vieceli que aqui resumidamente afirmou que "Escrever é, ao mesmo tempo, um desafio e um presente. Ela afirmou que  tem mais afinidade com textos voltados à educação, artigos científicos, capítulos de livros sobre Altas Habilidades e Superdotação, Arte e Educação Infantil, além da elaboração de projetos e relatórios, a escrita é quase um território seguro. Na aventura por gêneros ainda pouco explorados, se percebe que cada palavra exige mais coragem, mais pesquisa e mais entrega.

Para escrever crônicas, fez leituras de vários autores, participação em reuniões da AME e nas rodas de conversa com os colegas. As formações, explicações e informações compartilhadas auxiliaram bastante no encorajamento e no processo produtivo criativo da escrita. Assim foi possível escrever e se arriscar na literatura. É nesse movimento que a escrita se torna ainda mais gratificante: ela tira a pessoa da zona de conforto, amplia o olhar e convida para a experimentação de novas formas de expressão.

Segundo ela, explorar a literatura, mergulhar em narrativas, poesias e crônicas, e fazer parte de um grupo de escritores e amantes da arte e da palavra é algo profundamente mobilizador. Escrever não é apenas registrar ideias — é viver intensamente cada uma delas.

O interessante sobre os relatos das duas escritoras é que uma delas atua na condição de professora e a outra não, atua em outra atividade, mas mesmo assim, as duas buscaram formação para aprender e as duas juntas com seus olhares individuais, sensibilidade aguçada produziram cada uma, quatro crônicas, significando que qualquer pessoa estando num ambiente de literatura, trocando informações e buscando formação pode se tornar escritor/a.

Depois três momentos muito agradáveis. Representando todos/as os/as autores/as três lindas crônicas.

A Cleire Matilde Arcain agraciou o público com a leitura da Crônica: UM VIZINHO INDESEJADO de autoria de Sílvia Fernandes. Na sequência a  associada Sílvia Fernandes subiu ao palco abrilhantando o público  para ler a Crônica: MATURIDADE de autoria de Mariângela Pellizzer. Finalmente o associado Jefferson Nery abrilhantou o espaço com a leitura da Crônica: O IPÊ ROXO E A VIDA de autoria de Cleire Matilde Arcain. 

Com toda a certeza quem teve o prazer de ouvir atentamente a leitura das três crônicas,  sentiu o gostinho de boas inspirações que se traduziram em textos e na obra tem mais 77 crônicas a serem apreciadas. Cada escritor/a da obra tem seu talento próprio e o prazer de escrever.     

Um momento muito representativo foi a entrega pela Presidenta Zilma Assad, dos exemplares da obra para o representante do Sr.Roberto Cardoso - Secretário de Cultura, Josmar Antunes que posteriormente fez uma fala. E para o Professor José Eugênio Maciel, cronista, escritor, prefaciador do livro.

Na sequência subiram ao palco, o vice-presidente da AME Sérgio Luiz Maybuk e a Assessora Editorial da Associação Dalva Helena de Medeiros para alternadamente, entregarem a todos/as os/as autores/as presentes os pacotes com volumes das obras e uma taça para o espumante comemorativo no final. Sérgio e Dalva também fizeram trocas das entregas dos volumes para completar o processo.

Um maravilhoso momento no início da cerimonia e no final antes dos autógrafos e do coquetel, três belas interpretações musicais do cantor e professor de música Leonardo Zaramella (acompanhar algumas partes em vídeos publicados desta publicação).

Ele interpretou três belíssimas músicas que toda a plateia acabou cantando junto: “Tocando em frente” de autoria Almir Sater e Renato Teixeira que foi gravada por eles próprios individualmente e pela extraordinária  Maria Bethânia. “É preciso saber viver” de autoria  Roberto Carlos e Erasmo Carlos, gravada por eles individualmente e ganhou muita popularidade com o genial grupo Titãs. E finalmente a música “Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rollins Stones, uma versão de uma música italiana, sucesso no Brasil com a Banda “Os incríveis” na década de 1970 e posteriormente com a Banda Os Engenheiros do Hawaii.

Para contratar o cantor acessar @leozaramella   

Pelas fotos e vídeos da publicação é possível ver o momento dos autógrafos, a confraternização entre autores e convidados.A descontração, os sorrisos, ambientes literários produzem essas  sensações.

A AME marcou mais um lindo e emocionante momento para a história mourãoense e que venham os próximos lançamentos.