quarta-feira, 13 de agosto de 2008

13 DE AGOSTO DIA DO ECONOMISTA

Hoje é um dia especial para mim. Estou comemorando duas coisas importantes, ou seja, o dia nacional do economista e também meus 14 anos de formatura em ciências econômicas pela FECILCAM.

Eu gosto muito da definição sobre o economista segundo Pedro José Mansur: “Ele tem capacidade de colocar a serviço da comunidade moderna um conjunto de conhecimentos científicos, acumulados e sistematizados ao longo de toda a história, tanto política, quanto sócio-econômica. Portanto, economista não é somente aquele que faz orçamentos, planejamentos, análises de investimentos, etc. Mas é aquele profissional, que além de exercer todas estas funções, é capaz de pensá-las dentro de um quadro geral de todo o processo de distribuição e produção da sociedade. Por isso o economista é um Profissional especial, que se distingue dos outros que utilizem técnicas similares. Ele encaixa a reflexão (e conseqüente prática) de cada problema ligado a estes já especificados, distribuição e produção, a um quadro mais amplo, quer dizer, dentro do Sistema Econômico”.

A minha formatura aconteceu no dia 13 de agosto de 1994 na Casa da Cultura de Campo Mourão. Eu lembro com carinho meus colegas de turma: Aparecida M. de Souza, Auriene Pinho, Carlos R. Rosa, Cirlene Favaro, Cláudia R. do Nascimento, Dílson B. da Silva, Dirceu Rodrigues, Eliana A. Schffer, Genério V. Pereira, Ivania C. Beleti, Ivone Dziubate, João E. de Araújo, Laércio Zarske, Lucio S. Janguas, Márcia Huhryn, Maria de F. Lopes, Mário G. Filho, Mário S. Ferreira, Marlei S. Kehl, Mônica P. de Brito, Neide Leal, Risomar G. de Oliveira, Sonia F. da Silva, Vanda M. Tonhato, Vlamir C. Machado.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

ENTREVISTA COM IMPRENSA IMPARCIAL É MUITO DIFÍCIL

É imprescindível que todos assistam essa entrevista que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu para a BBC. É em inglês mas tem legenda. clique aqui .

CONVERSAS COTIDIANAS SOBRE ECONOMIA Nº 02

Em continuidade às reproduções de conversas sobre economia que tenho participado, escrevo matéria sobre uma produtiva conversa ocorrida ontem (11/08) iniciada na cozinha da FECILCAM e concluída no departamento de economia. Estávamos em três professores que além de sermos colegas de trabalho, atualmente temos uma grande afinidade porque também fazemos mestrado juntos. O detalhe importante desses três professores está na diversidade de idade, posição ideológica e na experiência profissional.

O Mário Filizzola tem 31 anos, é um economista de direita e além do magistério, trabalhou muito em projetos arquitetônicos (veio de família de arquitetos) e atualmente também trabalha na mesa financeira da maior cooperativa agrícola da América Latina – COAMO, é um dos maiores estudiosos que eu conheço e foi meu aluno.

Eu, Sérgio L. Maybuk, tenho 40 anos, sou um economista de esquerda e além do magistério, trabalhei 7 anos na COAMO, e trabalho com pesquisas econômicas e projetos de geração de emprego e renda.

O Paulo R. S. Borges, tem 55 anos (espírito de 20) me parece ser um economista de centro, e tem muito o que ensinar, além do magistério, trabalhou 18 anos na COAMO, trabalha esporadicamente, em projetos de planos diretores dos municípios e atua como consultor e palestrante de economia e o mais importante foi professor meu e do Mário.

O interessante da nossa conversa foi que embora tenhamos linhas ideológicas diferentes, percebemos que estamos muito otimistas sobre o momento extraordinário em que o Brasil vive economicamente e que sem dúvida deverá ser uma das maiores potências econômicas no futuro.

O Mário como um bom monetarista considera que o governo federal acertou e têm conduzido de maneira correta a política monetária e que o Banco Central com sua política de elevar os juros , embora impopular,foi fundamental para o controle da inflação e defende ainda que o processo de crescimento econômico e melhor distribuição de renda que o Brasil está produzindo é fruto da estabilidade monetária. E que cabe ao Ministério da Fazenda distribuir recursos para melhorar mais a educação e a qualificação das pessoas e não tem dúvida que haverá o crescimento econômico sustentável.

O Paulo por sua vez elogiou a sensibilidade do Presidente LULA que é considerado por muitos como analfabeto, mas que soube ser firme na política monetária, e hoje o presidente é respeitado em todos os países que visita. Disse também, que outro dia leu uma pesquisa da UOL em que mais de 70% do público desejava que o governo tivesse outros instrumentos de combate à inflação e não somente o da elevação da taxa de juros. Destacou também, que leu matéria indicando que o Brasil além da estabilidade monetária e o crescimento econômico atual, tem um futuro promissor com relação ao petróleo, pois com as novas descobertas o Brasil terá brevemente produção igual ou maior que a Venezuela. E para finalizar afirmou que dentre as medidas acertadas do Governo federal, acredita que no momento em que o PAC for consolidado o Brasil resolverá vários problemas de infra-estrutura que constituem-se em gargalos que atrapalham um crescimento econômico maior.

De minha parte, afirmei que o Brasil é muito melhor que a China, pois esse crescimento que ela está tendo agora, nós já tivemos nos últimos 50 anos. O nosso país cresce de forma sustentada e não há como voltar atrás, considerando o petróleo, a produção de alimentos, a nossa grande população consumidora que agora é muito maior em virtude do aumento real do salário mínimo, do aumento do pequeno crédito e dos programas sociais principalmente o bolsa família que no seu efeito multiplicador, acaba fazendo com que haja mais postos de trabalho. Temos aqui democracia e liberdade de imprensa, temos a preocupação com o meio ambiente e estamos inaugurando uma fase interessante.

No passado, (década de 70) na época dos militares, crescemos muito, mas não tínhamos democracia; depois (décadas de 80 e 90) quando nos livramos do período mais triste da história em termos de repressão quando alcançamos a democracia, não conseguimos crescer. E hoje finalmente, temos democracia (qualquer “Zé Mané” preconceituoso, por ignorância, falta do que fazer, ou por inveja pode fazer piadas sobre o Presidente da República e não sofre qualquer tipo de punição) e ao mesmo tempo observamos que temos crescimento econômico sustentável, mesmo que a Jornalista Mirian Leitão insistentemente faça força para dizer o contrário.

Estou muito orgulhoso do departamento de economia da FECILCAM, principalmente depois do Mestrado que estamos fazendo, pois este está propiciando conversas e debates de alto nível. Vamos ver quem será destaque na matéria: conversas cotidianas sobre economia nº 03.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

DESLIGAMENTOS VOLUNTÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Uma notícia muito boa foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, indicando que mais de 60 mil famílias pediram o desligamento de forma voluntária do Bolsa Família. A avaliação do Ministério é de que as pessoas não estão se acomodando. A metade dos casos ocorreu nas regiões Sul e Sudeste.
O resultado segundo os analistas é de que aumentou o grau de civilidade dessa população; também há o maior controle pelo governo por meio da unificação dos programas em que pode-se identificar com mais facilidade as falhas e os pagamentos indevidos; e também que estão surgindo portas de saída, tanto pelos trabalhos de qualificação excecutados pelo governo, quanto ao próprio crescimento econômico que faz surgir novos empregos.
Notícias como essas ajudam a esclarecer muitos comentários sem consistência que surgem por aí, como já retratei em matéria recente sobre o Bolsa Família.

sábado, 9 de agosto de 2008

MEU PAI

Meus caros leitores, peço licença para dizer que amanhã será o dia dos pais, além de ir para Roncador ver o meu, quero dizer que ele não é economista, não é assistente social, não estudou quatro anos de comércio exterior, mas como simples caminhoneiro trabalhou duro para que os seus três filhos estudassem e tivessem as formações acima citadas. Além disso, é filho de pioneiros de Roncador. O primeiro comércio da referida cidade foi de um senhor com o Sobrenome Maybuk.
Parabéns a todos os pais, parabéns a mim que também sou, e parabéns especialmente ao meu pai que é um grande homem, o senhor Julio Maybuk.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MITOS E COMENTÁRIOS SOBRE O BOLSA FAMÍLIA

Desde 2005, sou representante da FECILCAM no Comitê de Fiscalização do Bolsa Família de Campo Mourão e meu suplente é o professor Paulo R. S. Borges, além de nós fazem parte também as seguintes pessoas: Ervin de Menezes (Presidente) Nelci F S Bacelar, Luzia Cordeiro Mariano, Adriana L P da Silva, Maria Lucia B da Silva, Tânia Maria S Backschat , Gracislaine Aline Silva, Andréia Rejane Vinch, Heliane C. Pereira, Silvane Bottega, - Pedro Aparecido Rocha, Titina de O Espindola, - Ana Claudia P Justino, - Edson Calado, Maria Ap. C Pereira, Silmeire F Balabuch, Ivone M. Fiore, Rubens C dos Santos, - M Sezineide C. Melo, Marli Batista da Silva, Laudicéia C José, Antonia das Neves, José Luis da Silva, Carla M T Braga, Edna Marta Pelosi, - Richard L. Dickerson, Vanessa C Pereira .
O grupo por lei, tem representantes do poder público municipal e da sociedade civil, incluindo alguns beneficiários do programa. Somos um grupo comprometido com a legalidade, não recebemos remuneração e alguns de nós, são obrigados a ouvir uma série de coisas, uma parte fruto de pessoas desinformadas e outra de pessoas mal intencionadas.

Eu mesmo já ouvi até por alguns políticos, de que depois da unificação de todas as bolsas anteriores para a chamada bolsa família, não há mais exigência de condicionalidades, como se fosse uma distribuição de recursos do tipo “quem quer dinheiro do Silvio Santos”. Quem tem dúvida informe-se com a secretaria da saúde que é obrigada a acompanhar as pesagens das crianças, a vacinação e procure a secretaria de educação que é obrigada a acompanhar a freqüência escolar. Caso não se cumpram estes dois requisitos, por meio dos relatórios enviados ao Ministério do Desenvolvimento Social, há a suspensão do pagamento, até que os pais cumpram suas obrigações. Outra bobagem que se ouve por aí é que: “se o pagamento é feito por filho, quanto mais filho a família tiver mais se ganha”. Os que ainda pensam dessa forma, procurem a Ação Social e verão que existe limite máximo de crianças e limite de idade para pagamento.

Outra informação necessária é de que quando a renda aumenta acima do limite máximo a bolsa é cortada automaticamente. Portanto, as informações no cadastro do beneficiário têm que ser verídicas. Se há mentira constitui-se falsidade ideológica e isso é crime. Por falar em crime, nosso Comitê já analisou várias denúncias. Já identificamos vários casos de recebimento indevidos e tem casos que podem parar na Polícia Federal. Mas também há denuncias infundadas. Certa vez denunciaram que uma mulher tinha comprado uma máquina de lavar roupas com o dinheiro do Bolsa. Após verificação descobriu-se que a tal mulher cuidava de uma pessoa com necessidades especiais já adulta, de um caso raro que precisava de cuidados 24 horas por dia. E alguém queria se cortasse o benefício da “criminosa”.

É importante ressaltar que o Bolsa Família não é aposentadoria e que muitos beneficiários pedem o seu desligamento voluntariamente. Também há constantes projetos financiados pelo governo federal (com repasse mensais, só em Campo Mourão mais de R$10.000,00 ) junto ao beneficiários como forma de porta de saída. São programas de qualificação em várias áreas e tem surtido efeitos muito bons. Eu falo com conhecimento de causa, pois já coordenei trabalhos juntamente com meus parceiros Adalberto D.Souza e João Marcos Avelar em outros municípios. Em Campo Mourão não coordenei, mas são executados vários projetos é só se informar junto à Ação Social. Além disso, tenho duas assistentes sociais na minha família (Rose Mari Maybuk – irmã) e (Ivone Michalski - tia) que nos municípios onde atuam também desenvolvem projetos relevantes na área.

Muitas pessoas, dizem que ninguém vai deixar o programa para poder viver “nas costas” do governo. E aí eu pergunto se o beneficiário recebe R$100,00 de Bolsa e lhe é oferecido um emprego de R$ 500,00 ele não vai aceitar? Só não estiver bem da cabeça. É claro que há as exceções dos “parasitas” “laranjas podres”, mas isto tem em todas as classes de pessoas.

Alguns criticam este pagamento porque provavelmente não tem noção do impacto do programa. Uma representante do nosso comitê testemunhou que depois desse programa, a auto-estima das pessoas beneficiadas aumentou e com esse mínimo de ajuda que recebem, estão mais esperançosas e participam mais dos cursos de qualificação.

Como economista, tenho certeza que este programa não é gasto e sim investimento. Inclusive a ONU já afirmou que está ocorrendo uma revolução silenciosa no Brasil por meio dele.Como professor de formação econômica do Brasil eu sei que estas pessoas são fruto de um sistema perverso de concentração de renda que vem desde as Capitanias Hereditárias. Durante mais de 300 anos essa população mais pobre foi crescendo a esmo, sem educação e sem renda e esta dívida social deve ser resgatada.

Como professor de economia do setor público que já fui, eu sei, que sai muito mais barato e mais produtivo, investir em educação dessas crianças, agora, do que gastar com problemas de delinqüência que parte delas podem ter no futuro. Além disso, como professor de economia política que sou, eu sei que a intervenção governamental é necessária para corrigir distorções econômicas. Ainda como conhecedor do chamado multiplicador Keynesiano eu sei que este programa proporciona impacto na economia. Aliás o próprio Estados Unidos, no ano passado liberou U$800,00 para uma quantidade de americanos sem nenhuma contrapartida, somente para gastar no comérico e para aquecer a economia que estava entrando em recessão, mas como lá é primeiro mundo PODE aqui não PODE.

Eu já ouvi inclusive que quem recebe bolsa família não deveria votar, isso é o cúmulo da discriminação, se isso acontecesse, todas as pessoas que recebem alguma forma de subvenção do governo, professores, comerciantes, agricultores, funcionários públicos, e até políticos também não deveriam votar. Imaginem vocês, por causa de receber um mísero valor e ter resgatado um pouquinho de dignidade lhe fosse arrancado o direito sagrado do voto, seria um crime contra estas pessoas, inclusive por se tratar de um país que ainda impera as falcatruas envolvendo pessoas de todas as classes sociais.

Eu já orientei trabalho de monografia e se descobriu que tem municípios no Brasil em que o repasse do bolsa família é maior que o fundo de participação do município. Além disso, como as pessoas não comem dinheiro, para se atender a todos os beneficiários do Bolsa família tem que se produzir e vender estes produtos que eles consomem. O governo recebe de volta em impostos se não tudo, boa parte daquilo que investiu na população mais pobre, além de ter contribuído para um Brasil melhor.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

CONVERSAS COTIDIANAS SOBRE ECONOMIA Nº 01

Estou iniciando por meio desta matéria, uma série de reproduções de conversas sobre economia que pretendo fazer daqui para frente e que vou publicar sempre que considerar oportuno.

Antes de ser economista e professor universitário, sou uma pessoa carente de boas conversas, e para este Blog em específico que sejam relacionadas a economia. Infelizmente estamos rodeados de faustões, gugus, lucianas gimenez, big brothers e quase não temos o privilégio, por falta de tempo ou mesmo de prioridades para uma boa conversa.

Três coisas eu observo nos homens e mulheres e que considero importantíssimas, que são: aperto de mão firme, olhar nos olhos do outro quando se dirige a este, e fundamentalmente que tenha um boa conversa.

Ontem (06/08) de manhã, depois de muito tempo, encontrei em frente ao mercadão municipal, uma pessoa que tem os três quesitos acima que é o Odinir Daniel Slompo. Quem o conhece sabe o que eu estou dizendo. Se você tiver tempo conversa com ele por horas seguidas e não enjoa, porque ele tem conteúdo. Embora não seja economista, fala de economia como tal, e agora muito mais, pois uma de suas filhas se formou, e outra faz o curso de economia na FECILCAM além de ter um genro formado em economia na nossa Instituição

Conversamos hoje sobre a grande transformação que o Brasil está passando, do aumento de renda da população, da redução da pobreza, da inserção do Brasil no mercado mundial. Eu disse a ele que vi numa reportagem do jornal estadual da globo que em Maringá tem mestre de obras ganhando até R$ 2.000,00 por mês e que estão chamando trabalhadores da construção civil de fora e dando a eles regalias para não perde-los e isso é maravilhoso. Ele por sua vez me disse que aqui em Campo Mourão a situação é parecida com relação às construções e que os imóveis estão valorizando muito. Falamos dos programas sociais que estão por aí e que embora haja sempre aqueles que não querem ver pobre receber benefícios, o resultado positivo é inegável. Foi como sempre uma conversa deliciosa.

Parece que tem dias que estamos iluminados, pois no mesmo dia, após terminar o expediente da Faculdade, tive o prazer de passar mais duas horas extremamente agradáveis, num dos estabelecimentos da rua da gastronomia, com os professores Carlinhos Aleixo, o Amauri Ceolim, o contador e estudante de economia Anderson Marcondes e a esposa dele a professora Valdinez. E por incrível que pareça, além das gargalhadas tão necessárias para nossa vida, discutimos também sobre a conjuntura econômica brasileira atual, que permite que pessoas menos favorecidas possam desfrutar de um mínimo necessário de cultura, e de bens que antes não tinham condições e também de estabelecimentos econômicos que surgem nos bairros sempre quando a economia vai bem. O Carlinhos nos esclareceu algumas coisas interessantes sobre a história mundiall que não sabíamos e cada um tentou descrever a sua maneira o Brasil atual.

Enfim, com certeza, por meio das conversas que tive com o Daniel de manhã, e com o Carlinhos, Amauri, Anderson e Valdinez à noite, com certeza terei mais subsídios para dialogar com meus alunos . Espero poder conversar e falar de outras pessoas e ter subsídios para publicar o “Conversas cotidianas sobre economia n º 02.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

PROJETO DA FECILCAM CONCLUI MAIS UMA ETAPA EM BARBOSA FERRAZ

Na última semana, a Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão FECILCAM, em parceria com a empresa Digitec Organização Empresarial, entregou os certificados de conclusão de curso de “Costura Industrial em Jeans” para 106 mulheres que residem em Barbosa Ferraz e no distrito de Bourbônia.
O curso, oferecido pela Fundação do Ensino Técnico de Londrina (FUNTEL), começou em abril e faz parte do cronograma de atividades da Coopercrochê - Cooperativa de Crocheteiras e Bordadeiras do Paraná.
A Coopercrochê está inserida no Programa Universidade Sem Fronteiras da FECILCAM, proposto pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), do sub-programa ‘Incubadora dos Direitos Sociais’, sob a coordenação dos professores Adalberto Dias de Souza, João Marcos Borges Avelar e Sérgio Luiz Maybuk da Fecilcam.
Esta é mais uma ação que foi executada para mudar a realidade dos cooperados da COOPERCROCHÊ. Que é atualmente comandada com o auxilio de uma equipe técnica competente de professores, acadêmicos e profissionais recém formados.

NOTÍCIA MARAVILHOSA

Desde os meus tempos de grupo de jovem da Igreja Católica lá em Roncador, subsidiado pela Teologia da Libertação eu sempre me preocupei em estudar a má distribuição de renda neste país. Fiz até minha monografia de final de curso sobre o tema. Vinte anos depois, enfim, a concentração de renda está diminuindo. Embora ainda seja muito desigual.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), realizado nas principais regiões metropolitanas do País, mostrou que a taxa de pobreza caiu de 35%, em 2003, para 27,1% em 2006. Segundo o órgão, a expectativa é que o indicador feche 2008 em 24,1%.
Os responsáveis pelo estudo definem como "pobre" as pessoas com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo (R$ 207,50). O presidente do IPEA diz que "é correto se dizer que a pobreza se diminuiu em quase um terço nos últimos cinco anos. Porque o percentual caiu de 35% e fechará o ano em 24,1%".
Enquanto a pobreza que era de 35% será 24,1% até o final do ano. Os ricos tiveram um pequeno aumento de sua fatia. Segundo o IPEA, o percentual de famílias com renda acima de 40 salários mínimos (R$ 16 mil) subiu de 0,8% (362 mil), em 2003, para 1% (476 mil), em 2006.
A queda significativa da pobreza além de dar mais dignidade a uma parcela maior da população, faz com que esta seja consumidora e aqueça a economia. Dinheiro concentrado nas mãos de ricos, as vezes ficam apenas aplicados no mundo financeiro e não vão para a produção.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

MAIS UM BELÍSSIMO TRABALHO DA FECILCAM

Ontem (04/08) tive a grata satisfação de encontrar a professora Margarida Liss e dela receber, a edição nº 01 do Jornal do Cidadão “A voz de todos”, fruto de um trabalho sério executado por integrantes do Departamento de Letras da FECILCAM intitulado “A compreensão da Práxis Escolar: uma proposta de leitura e pesquisa social, no Colégio Machado de Assis em Barbosa Ferraz. O projeto foi um dos selecionados no Programa Universidade sem Fronteiras da SETI.

O Jornal nº 01 parece ter vida, tamanha a diversidade de informações, a variedade de cores que o tornam extremamente agradável e principalmente a representatividade social nele apresentada. Segundo informações fidedignas soube que os próprios acadêmicos auxiliaram na diagramação.

Na capa uma grande foto, leve e bonita com os sorrisos estampados. Depois uma seqüência de assuntos retratados nos títulos das matérias que demonstram a profundidade dos trabalhos executados.

Com muita firmeza, na matéria chamada “Por que o jornal cidadão” a professora Margarida Liss faz uma dura crítica àquela mídia que somente é comprometida com a parcela economicamente favorecida da sociedade. Na mesma página matérias de professores do Colégio Machado de Assis, intituladas “A comunhão de propósitos e a oportunidade para uma comunidade mais desenvolvida” e outra “movimentos sociais”.

A contribuição da professora Doutora Valéria Sanches Fonseca trata do tema Universidade de Sem Fronteiras e o papel importantíssimo da Extensão Universitária e a professora Mestre Leonor de Mattos destaca os projetos que a FECILCAM executa do referido Programa da SETI. Enquanto os bolsistas Alex de N. Dancini, Aliny M. de Carvalho, Edilaine de F. Rozário, Kátia C. de Oliveira e Nayara de Oliveira fizeram uma matéria sobre a COOPERCROCHE, a qual, também é objeto de um projeto da FECILCAM.

O professor Mestre Wilson R. Moura escreveu uma linda matéria chamada Vivências e Experiências relatando o trabalho de toda a equipe. Há também matéria ecologia, a vida na biblioteca e a história do colégio, objeto da pesquisa.

O espaço do Estudante foi uma delícia de ler. Tem poesias, tem duas charges maravilhosas que dizem mais que muitas palavras. Tem matérias sobre o trabalho, a casa da cultura, o museu, o cinema educativo, as drogas, a gravidez precoce, o papel do esporte, enfim o jornal como um todo é a sociedade em movimento. É um exercício de cidadania . Fico imaginando o crescimento que terão tanto os executores do projeto quanto os seus beneficiados, com certeza todos sairão transformados.


domingo, 3 de agosto de 2008

MULHERES NA POLÍTICA

Apesar da população feminina ser praticamente a metade da população total, ainda é pequena a representação das mulheres no processo político, talvez pelo forte machismo que ainda impera, talvez porque elas não se achem capazes. O certo é que as mulheres estão alcançando postos na política que antes de não se imaginava.

O mundo já viu por onze anos Margaret Thatcher governar a Grã-Bretanha, sendo inclusive chamada de "dama de ferro"; No Brasil a maior cidade da América Latina foi governada duas vezes por mulheres, a primeira vez pela Luiza Erundina (na época PT) e a segunda Marta Suplicy (PT).
Na atualidade temos a Chefe de Governo da Alemanha Angela Merkel, no Chile Michelle Bachelet, na Argentina Cristina Kirchner, temos a toda poderosa Condoliza Rice assessora do governo Bush; e quase tivemos uma candidata a presidente do Estados Unidos a Senadora Hillary Clinton. Aliás, isso me faz lembrar uma das prazerosas conversas que tive com o economista e funcionário aposentado do Banco do Brasil, meu amigo Raimundo Bezerra da Silva, que certa vez me disse que um determinado político americano afirmou: "Quando uma mulher assumir pela primeira vez a presidência dos Estados Unidos, nunca mais um homem ocupará este cargo", na realidade, segundo o meu amigo, a intenção do político era alertar os homens para não permitirem a ascensão de uma mulher no poder.
No Brasil, dos 27 governadores apenas 3 são mulheres correspondendo a 11% e sendo 01 do PSB, 01 do PT e 01 do PSDB.
No Senado, dos 81 senadores apenas 8 são mulheres correspondendo a 10% e sendo 04 do PT, 01 do PSDB, 01 do PDT, 01 do DEM e 01 do PMDB.
Na Câmara Federal, dos 503 deputados apenas 46 são mulheres correspondendo a 9% e sendo 09 do PMDB, 08 do PT, 06 do PSB, 06 do PR, 05 do PCdoB, 03 do PP, 03 do PSDB, 03 do DEM, 01 do PSOL, 01 do PPS, 01 do PDT.
Na Assembléia Legislativa do Paraná dos 54 deputados estaduais apenas 03 são mulheres correspondendo a 4% e sendo 01 do PP, 01 do PT e 01 do PV. Temos ainda no Paraná 24 prefeitas de um total de 399 sendo 6% e na COMCAM de 25 apenas 04 são prefeitas correspondendo a 16%.
Fazendo uma brincadeirinha de economista que adora estatística, vamos dividir os partidos citados em: grupo 1 = centro-esquerda/esquerda; grupo 02 = centro; e grupo 03 = centro-direita/direita. Considerando as posições políticas e linhas ideológicas que os partidos na prática têm tomado nos últimos anos (minha visão), vamos considerar no grupo 01 PC do B, PDT, PSB, PSOL , PT e PV; no grupo 02, PMDB, PP, PPS e PR; no grupo 03, DEM e PSDB.
Utilizando essa divisão poderíamos afirmar que entre as governadoras temos 67% centro- esquerda/esquerda e 33% centro-direita/direita. Entre as senadoras 63% centro-esquerda/esquerda, 25% centro-direita/direita e 12% centro. Na câmara federal 46% centro-esquerda/esquerda, 41% centro e 13% centro-direita/direita. Na Assembléia Legislativa 67% centro-esquerda/esquerda e 33% centro.

Podemos tirar algumas conclusões, sendo a primeira delas de que a maioria das mulheres que exercem cargos considerando governadoras, senadoras, deputadas federais e as nossas deputadas estaduais, está no grupo centro-esquerda/esquerda. Considerando os percentuais 11% governadoras, 10% senadoras, 9% deputadas federais, 4% deputadas estaduais e 16% prefeitas da COMCAM, têm-se uma média de 10%. O que é muito baixo para uma população de praticamente 50% de mulheres. A região da COMCAM neste critério até que está acima da média.
É necessário toda a sociedade analisar se esta estatística pode mudar e o que fazer para mudá-la.
No Paraná já teve uma vice-governadora (Emília Belinati) e uma quase senadora (Gleisy Hoffmann), para a Presidência da República a candidata que teve o melhor desempenho foi a senadora Heloisa Helena (3º lugar) . O Presidente LULA parece que tem preferência pela Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff como candidata a sua sucessora, o futuro vai nos mostrar o desempenho das mulheres brasileiras na política.
E para finalizar esta matéria apresento a capa de revista que me inspirou a escrever este tema. clique aqui .

sábado, 2 de agosto de 2008

NÃO TEM PARA NINGUÉM: O BRASIL ESTÁ MELHOR

Para os desinformados sobre a economia brasileira; para a oposição atônita do governo federal; para os que criticam só por dor de cotovelo; para a grande criadora de "crise" Mirian Leitão; para a grande imprensa que não se conforma de ver um homem do povo na Presidência; para os que acreditam no Brasil como grande potência recomendo esta entrevista na íntegra. CLIQUE AQUI

CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA FECILCAM LEVA 1º E 2º LUGARES EM CONCURSO DE MONOGRAFIA

O curso de Ciências Econômicas da FECILCAM mais uma vez foi premiado pelo CORECON – Conselho Regional de Economia – Região Paraná em Curitiba.

A FECILCAM levou o primeiro e o segundo lugares no 18º Prêmio Paraná de Economia – categoria monografia economia paranaense.

Na primeira colocação ficou a monografia intitulada “Trabalho Infantil e sua influência sobre a renda e a escolaridade da população trabalhadora do Paraná” de autoria da graduanda (na época) Edicléia Lopes Cruz Souza e que teve como orientadora a nossa professora Mestre Rosângela Maria Pontili.

Na segunda colocação ficou a monografia intitulada “O Desenvolvimento Sustentável e a Contribuição dos Recursos Naturais para o Crescimento Econômico das Mesorregiões do Paraná: Uma análise de dados de Painel” de autoria da graduanda (na época) Suelen de Gaspi e que teve como orientadora a nossa professora Doutora Janete Leige Lopes.

Uma referência especial merece a professora Rosângela Maria Pontili, pois ela como orientadora vence o prêmio pela segunda vez. A primeira foi com o graduando Ricardo Messias e agora com a Edicléia L. C. Souza.

Eu que sou uma pessoa de sorte tive o privilégio de ser banca de final de curso, tanto do Ricardo quanto da Edicléia e foi um prazer assistir a apresentação dos dois na época. Tenho o privilégio de ter também a atual professora Edicléia como colega de trabalho e colega no Grupo de Pesquisa da FECILCAM em que faço parte.

Tanto a Edicléia, quanto a Suelen além de terem sido ótimas alunas, foram pesquisadoras desde o início da graduação, participando de trabalhos de iniciação científica e participando de congressos. Eu não tenho dúvida que as duas já têm o futuro garantido.

E aí, vai um recado para todos os nossos alunos de economia e dos demais cursos também: No mundo acadêmico há um espaço enorme para quem tem interesse e oportunidades de trabalho não faltarão, pois acadêmico que leva o curso a sério desde o começo tem sucesso garantido na vida.

Com mais essa premiação tenho a certeza que tanto o nosso Curso de Ciências Econômicas quanto a FECILCAM são vistos com outros olhos pelo Conselho Regional de Economia, e com certeza serão melhores vistos pela nossa COMCAM.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL UM COMPARATIVO FHC E LULA

Por sugestão do leitor assíduo do meu blog, meu amigo Carlinhos Aleixo, escrevo essa matéria que tem os dados todos extraídos do Blog do Josias da Folha on line. É só conferir.
Os dados mostram que em 13 anos, fiscais libertam 30 mil ‘neo-escravos’. 120 anos depois do dia em que a princesa Isabel assinou o fim da escravidão, ainda há no Brasil trabalho escravo.

Os chamados escravos pós-modernos são submetidos à servidão por dívida. Um endividamento forjado pelos patrões e pelos “gatos.” que nos fundões do Brasil são os chamados “traficantes de mão-de-obra”.

Para lutar contra o problema Fernando Henrique Cardoso criou, em 1995, o Grupo de Repressão ao Trabalho Forçado. LULA , mudou de nome: Grupo Especial de Fiscalização Móvel. É muito comum os opositores deste governo, dizerem que ele muda o nome e faz a mesma coisa. Mais uma vez discurso vazio.

Em seus 13 anos de existência, o grupo realizou 680 operações. Em oito anos de FHC, 177 (média 22). Em 5 anos e meio de Lula, 503. (média 91)

Foram varejadas 1.979 fazendas. Encontraram-se dois tipos de trabalhadores: 1. 28.411 traziam a carteira de trabalho devidamente registrada; 2. 30.036 trabalhavam em regime comparável ao de escravos. Praticamente a mesma proporção entre legalizados e escravizados.

Os “neo-escravos” que foram postos em liberdade sob FHC, 5.893. Sob Lula, muito mais: 24.143, ou seja, 309% a mais.


As indenizações somam, até o momento, mais de R$ 40 milhões. De novo, mais no período de Lula (R$ 38.606.181,73) do que na era FHC (R$ 3.515.192,56), ou seja, do total nos 13 anos 96% foram no governo LULA.

Deu-se no ano passado o recorde histórico de liberações e de cobrança de indenizações. Em 2007, foram resgatados 5.999 trabalhadores. Mais do que o registrado nos oito anos de FHC. As indenizações de 2007 alcançaram à casa dos R$ 9,9 milhões. Num único ano, quase o triplo do que fora cobrado dos fazendeiros na era FHC.

É por essas e outras que muita gente morre de medo de comparar a era do Príncipe com a era do Operário.

FINANCIAMENTO HABITACIONAL, CONSTRUÇÃO CIVIL E AQUECIMENTO DA ECONOMIA

Sou professor de economia e isso me obriga a ficar antenado em notícias, reportagens, entrevistas, tanto na televisão quanto na internet. Esta última quando posso, acesso de hora em hora.
Li uma entrevista muito interessante CLIQUE AQUI sobre os financiamentos da caixa econômica federal para a habitação, que é sem dúvida, felizmente, um dos melhores instrumentos utilizados como política econômica pelo governo federal . O destaque é que a Caixa Econômica Federal liberou R$ 9,1 bilhões para financiamentos habitacionais durante os primeiros seis meses do ano de 2008. O valor é 34% superior ao montante de crédito concedido no mesmo período de 2007 – quando foram emprestados R$ 6,8 bilhões. Segundo o vice-presidente da instituição, Jorge Hereda, o dinheiro beneficiou 425.922 pessoas. Os negócios envolvem 201.956 unidades habitacionais e possibilitaram a criação de 473.645 empregos.
Existe também a expectativa de se financiar 630 mil imóveis este ano. O valor médio do imóvel financiado com recursos da caderneta de poupança gira em torno de R$ 154 mil, para famílias com renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Já para as famílias com renda em torno de R$ 1,9 mil, o valor médio do imóvel financiado com recursos do FGTS é de R$ 60,5 mil. Os prazos podem chegar a 30 anos, mas a média está entre 15 e 20 anos.
Para os que ganham até 5 salários mínimos existe um Fundo de Garantia, quanto menor a renda maior o subsídio não retornável e pode chegar até a R$ 14 mil. Se a casa for de R$ 25 ele recebe este valor mas o financiamento é só da diferença entre R$ 25 mil e R$ 14 mil.
Estas informações são muito interessantes e não são utopia. Outra grande vantagem é que o financiamento habitacional ativa a construção civil. Esta semana assisti uma reportagem sobre a construção civil de Londrina em que está faltando material de construção e os responsáveis de obras têm que fazer planejamento para não deixar faltar material para não atrasar as entregas de obras e a reportagem dizia que com o atual aquecimento da economia nunca se construiu tanto. E na seqüência divulgaram imagens de uma fábrica de tijolos trabalhando a todo vapor.

Percebe-se que a cadeia da construção civil é muito grande, tem uma vantagem de poder empregar pessoas com pouca qualificação; ativa o comércio de materiais de construção; ativa as indústrias fornecedoras; ativa o transporte; ativa os prestadores de serviços de toda a espécie, vendedores imobiliários, engenheiros civis, arquitetos, economistas e o principal, ajuda a dinamizar a economia como um todo, pois quando se vê alguém construindo é sinal de prosperidade. Aliás, construções novas necessitam de móveis novos. Uma casa ou apartamento novo não combina com sofá rasgado, estante torta, armário sem gaveta e outros tarecos velhos, tem que comprar coisa nova para combinar e aí, ativa-se toda essa cadeia de produtos também.