domingo, 19 de agosto de 2018

31ª ROMARIA DA TERRA ACONTECEU EM BARBOSA FERRAZ-PR























Hoje foi um dia emocionante para mim em Barbosa Ferraz-Pr na 31ª Romaria da Terra com o título “Com direito, justiça e paz, supera-se a violência no campo”. A última em que eu havia participado foi em 2008 em Querência do Norte-Pr.

O Bispo da Diocese de Campo Mourão Dom Bruno Versari estava lá, recepcionando o Arcebispo de Londrina Dom Geremias Steinmetz que fez a abertura oficial e em sua fala foi duro, ao afirmar que os brasileiros não aceitam que o Brasil tenha voltado ao mapa da fome.

A encenação teatral arrancou lágrimas de muita gente, ao simular a polícia militar fazendo uma desocupação e na sequência uma máquina de prefeitura veio e destruiu os barracos de lona.

Na Romaria da Terra, é costume alguns parlamentares ligados aos trabalhadores rurais sem terras e assentados aparecerem todos os anos. Por coincidência, estamos em ano eleitoral e compareceram o nosso candidato a Governador Doutor Rosinha, a nossa candidata a Senadora Mirian Gonçalves, os candidatos a deputado/a federal Enio Verri, Professora Josete e Zeca Dirceu e os candidatos a deputado estadual professor Lemos e professor Cícero todos do PT. Estava por lá também, o candidato a deputado estadual pelo Podemos Ricardo Maia.

Foi uma bela caminhada com cânticos religiosos e outros ligados à terra e muita gente participou. Muitos padres e freiras participaram em especial a irmã Lia  que aparece na sétima foto da publicação, embora bem idosa sempre apareceu no evento. De Campo Mourão, a mãe do companheiro professor Gilberto Santana de Alencar (Gilbertinho), a Dona Antonio Esmeraldina de Alencar aos 77 anos, também estava lá naquele sol e enfrentando aquela subida. No final, além de mais celebrações e reflexões, o evento terminou com a partilha dos alimentos dos assentados, como pode ser visto nas fotos.

Eu fui acompanhado das companheiras do Sindicato dos Bancários de Campo Mourão e região Leonice Cazarin e Nivalda Sguissardi e o jovem Matheus Gabriel Teixeira Paes. Encontramos lá muitos companheiros e companheiras. Pelo que me lembro, Antonio Carlos Aleixo reitor da Unespar, professor Elias Brandão professor da Unespar e grande pesquisador da Reforma Agrária e do MST, as professoras, Eva de Peabiru,  Nair Sutil e Silvana Loch, os companheiros de Luta, Mário de Lima, professor Gilberto Santana de Alencar, seu irmão Osmar e a mãe, o companheiro Ivo Bossak (Padre Ivo), o companheiro Sincero Pascoal Rola, o companheiro professor Emílio Gonzales da UTFPR, o companheiro Paulo assessor do vereador Cícero.     

"PIQUIRIVAÍ NUMA POESIA" ESCRITA POR JOSÉ LUIS SILVA

O Blog do Maybuk é um incentivador de escritores e escritoras. Combinei com o escritor, poeta e ator mourãoense José Luis Silva simpatizante da AME - Associação Mourãoense de Escritores, que publicarei uma poesia dele todo domingo e assim os internautas começarão a semana pensando em poesia. E aí vai a poesia de número 8:
 
Pequeno distrito que à minha família acolheu 
Que sem dificuldades todos amar aprendeu 
Hoje vou lhe exaltar 
Creio ser um dever meu 
Pois, orgulho Piquirivaí me deu
Imensas e proveitosas realizações
Nessa terra onde só encontrei soluções
Tive e tenho inúmeras oportunidades
Piquirivaí meu projeto de cidade
Encontros constantes com a felicidade
Confesso que aqui nem tudo tem
Mas, o companheirismo vai muito além
Nesse pequeno grande rincão a todos quero bem
Aqui nossas casas permanecem de portas abertas
Não temendo jamais visitas incertas
Amo essa vasta região
Coberta o ano inteiro de plantação
Ajudando orgulhosamente a nossa nação
Na difícil tarefa de a todos dar alimentação
Moradia e trabalho sem discriminação
O progresso que por aqui também invade
Sempre está acompanhado da jovialidade
Buscando sempre com muita responsabilidade
Enfrentar os desafios que chegam com a maioridade
Sem desprezar a gostosa simplicidade
Esse povo hospitaleiro preza pela espiritualidade
Entendendo que a fé, pelo trabalho acompanhada
Só pode trazer felicidade e prosperidade
Fomentando a paz e a equidade
Tanto no campo como na cidade
Piquirivaí, muito obrigado por me dar motivações
E de mim cuide para que eu possa manter suas tradições
JLS 17.08.2018
22:40

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

TRISTE CONSTATAÇÃO

Hoje as 13 horas no estacionamento da Unespar, eu aguardava colegas de trabalho para ir trabalhar no campus saída para Cascavel.
Comecei a observar três estudantes uniformizados sentados tranquilamente nos bancos ali em frente. Dois deles fumando o que pensei ser cigarro e aí já fiquei com pena, pois tinham entre 13 a 15 anos. Quando senti o cheiro percebi que era maconha. Os dois meninos tragavam várias vezes e tossiam e a menina ao lado no celular. Dali a pouco ela também pegou o cigarro e deu umas tragadas.
Fiquei pensando, muito triste, pois não sou hipócrita e isso pode acontecer com o meu filho, meu sobrinho, filho de um amigo, não tem classe social. NINGUÉM está livre da situação, nem os que vivem rezando e orando, nem aqueles que dizem que minha FAMÍLIA é perfeita e aqui a droga não chega, porque o problema é muito mais sério do que parece. Perto da minha residência, bem no centro de Campo Mourão vejo a garotada fumar maconha numa boa.
O que me deixa pensativo, é que excluindo as raras situações em que as pessoas cultivam a erva em suas casas para consumo próprio, aquele produto maldito chegou às mãos daquelas crianças, provavelmente por crianças e jovens quase da mesma idade deles, que raramente chegam aos 30 anos de idade. São eliminados antes.
Os grandes traficantes normalmente vivem muito bem às custas da degradação das pessoas e muitas vezes, são super respeitadas nas cidades em que vivem, podem usar terno e gravata, podem frequentar as igrejas e ao sair dali ...
O que fazer? Penso que o Estado deve intervir não na recriminação, mas nas alternativas diversas de oportunidades para esses brasileirinhos e brasileirinhas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

MINHA PARTICIPAÇÃO NO II ENDER DA UNESPAR







Ontem, 15 de agosto de 2018 foi um dia importante para mim.

No período da tarde trabalhei na condição de monitor no II ENDER - Encontro Interdisciplinar de Desenvolvimento Regional.

O evento promovido pelo Grupo de Pesquisa Gera do qual faço parte, sediado na UNESPAR, campus de Campo Mourão  é compreendido de palestras e comunicações orais de trabalhos científicos oriundos de pesquisa e/ou extensão. O II Ender se encerra hoje e começou no dia 14 de agosto de 2018, no campus da Unespar em parceria com a Unicampo, com o tema “Políticas públicas para o desenvolvimento Territorial”.

Vale destacar o exaustivo trabalho de organização do evento, da líder do Grupo Gera, professora dra Aurea Andrade Viana de Andrade, da Jocimara Maciel Correia e do Joab Jacometti de Oliveira, que ontem foi meu auxiliar e aparece na quinta foto da publicação.

 Foram várias apresentações e um belo debate envolvendo profissionais graduados e graduandos nas áreas de  arquitetura, economia, geografia e história. As áreas misturadas deram um grande resultado.

Os trabalhos da tarde foram:

Análise morfométrica: Bacia hidrográfica do Ribeirão Água Branca no município de Janiópolis - Pr . Autores:  Carla Munique de Lima e Paulo Henrique Loterio.

A Praça de uma pequena cidade: a estrutura, processo, forma e função.  Autores: Carla Munique de Lima e Marcos Clair Bovo. 

A mobilidade urbana e seus desafios contemporâneos para o desenvolvimento da sociedade. Autores: Anderson Franciscon, Paulo Sérgio Gusmão, Fábio Costa Rodrigues e Maria Izabel Rodrigues Tognato.

A pequena cidade de Terra Boa (PR): reflexões sobre os vazios urbanos na área central. Autores: Marcos Clair Bovo e Paulo Sérgio Gusmão.

Mobilidade urbana na pequena cidade de Terra Boa (PR) - uma análise da área central. Autores: Marcos Clair Bovo e Paulo Sérgio Gusmão.

Um olhar sobre os espaços públicos  de Terra Boa (PR): o caso das praças. Autores: Marcos Clair Bovo e Paulo Sérgio Gusmão.

No período da noite (ver as duas últimas fotos)  meu orientando de Iniciação Científica  Rodrigo Lucas Hort apresentou o artigo que escreveu comigo intitulado "Análise Nacional  do Programa Nacional  de Alimentação Escolar (PNAE) - Perído 2013 a 2015. Sendo necessário registrar que a primeira parte  da orientação do trabalho foi conduzida pelo professor dr. João Carlos Leonello que infelizmente nos deixou nesse ano.  

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

DIA DO ECONOMISTA E 24 ANOS DE GRADUAÇÃO

Hoje o editor do Blog do Maybuk, comemora o dia de sua formação acadêmida (Ciências Econômicas) e por coincidência 24 anos de formação.

domingo, 12 de agosto de 2018

POESIA "NOITE" ESCRITA POR JOSÉ LUIS SILVA


O Blog do Maybuk é um incentivador de escritores e escritoras. Combinei com o escritor, poeta e ator mourãoense José Luis Silva simpatizante da AME - Associação Mourãoense de Escritores, que publicarei uma poesia dele todo domingo e assim os internautas começarão a semana pensando em poesia. E aí vai a poesia de número 7:




Eu sempre achei a noite sombria
Dela tinha muito medo
Parecia que todas as maldades
Concretizavam-se no apagar do sol
Procurei algumas respostas para
Essa ideia de demonizar a escuridão
Talvez por ela ser negra,
E acreditar que espíritos vagavam
E assombravam os vivos,
Sei lá; um dia comecei
Atribuir qualidades para ela
E constatei que sou amante da noite
Amo as noites;uma a uma,pois
A noite é perene, já que
É a presença solar que a afeta
Por isso ela é mágica, permissiva
Está sempre acompanhada
De planetas, estrelas e a lua,
Eterna inspiração dos amantes
Está sempre repleta com o seu
Silêncio de barulho de possibilidades
Fazendo-nos sonhar e concretizar
As mais loucas das loucuras
Ela nos empodera, perdemos o medo
Fabricamos as mais lindas declarações
Acompanhada do mais fino
Dos vinhos e dos champanhes
Porque
Noite combina com tudo isso
Mas tudo isso sem você
Não é noite
É apenas mais um dia
Venha viver
Essa noite
Que nunca
Termina


JL/ 12.07.2018
23:50

PAI - PAIXÃO AO INFINITO


PAI - PAIXÃO ÃO AO INFINITO
Há quem tenha dito que só se aprende ser filho, sendo pai
Há quem ainda afirme que só aprende ser pai, sendo avô
Não tenho certeza se é por esse caminho que a análise vai
Só sei que no meu caso, sendo pai, tudo se tornou novo.

Vejo meu pai com outros olhos e tenho problema de consciência
Caramba, quantas angústias devo ter proporcionado no tempo de menino
Hoje entendo as alterações de voz e aquelas faltas de paciência
Um pai só quer o melhor para o filho e parece querer guiar o seu destino.
Quantas coisas pedi, e o obriguei a comprar muitas vezes se ele ter a condição
Quantas decepções devo ter provocado, por não atender seu sábio pedido
Quantas vezes machuquei, sem perceber, aquele sofrido coração
Bastava ter ouvido seu conselho e sem orgulho e com amor tê-lo atendido.
Acredito também, oh! como espero, em certos momentos ter-lhe dado orgulho
Afinal, entre dezenas, centenas e milhões de filhos, um pai só enxerga o seu
Acredito também, que em certos momentos de felicidade ele tenha feito barulho
Para que todos em sua volta e quiçá o mundo, tenham percebido o que se sucedeu.
Enfim, entre os constantes erros e acertos o que vale é o viver e sentir
É saber que de alguma forma, estava escrito nas estrelas o encontro espetacular
É saber que independente do que foi e do que será e pelo o que ainda há de vir
Agradeço a oportunidade, o prazer e a doçura, do meu jeito, de sempre poder te amar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

POEMA ESCRITO POR SANDRO ADRIANO DA SILVA EM AGOSTO DE 2018

O Blog do Maybuk é um incentivador de quem desejar divulgar alguma poesia para aliviar a alma.

Hoje publico mais um poesia do professor  Sandro Adriano da Silva  do Colegiado de Letras da Unespar campus Campo Mourão-Pr.

Um poeminha do contra como o próprio autor de me disse.


eu sou indolente
na rede
de frente pro mar
no dia do ócio
(até deus descansou)
malandro trigueiro de todas as cores
sem ginga no pé
driblando a crise
que não faz continência.
general, o brasil tem alma macunaímica
ai, que preguiça!
o senhor não leu a História
e nem a estória
verde amarela no fundo do mato virgem
não marcha direito
mas sai do quartel
sem chance de ser
herói de nossa gente
e muito menos
a Ursa Maior.   


domingo, 5 de agosto de 2018

POESIA "NÃO ERA EU, NÃO SOU EU" ESCRITA POR JOSÉ LUIS SILVA

O Blog do Maybuk é um incentivador de escritores e escritoras. Combinei com o escritor, poeta e ator mourãoense José Luis Silva simpatizante da AME - Associação Mourãoense de Escritores, que publicarei uma poesia dele todo domingo e assim os internautas começarão a semana pensando em poesia. E aí vai a poesia de número 6:

Não era eu, não sou eu
 
Muitas vezes naveguei
Sem por que, sem saber
Passei tempestades
Firme no leme
Tempestades
Fomes e privações
Um pouco de alegria também
E sempre firme no leme
Não sabia o porquê
Mas navegava
Encontrei caminhos
Fiquei perdido
Solto na imensidão
Não sei por quê
Mantinha-me firme no leme
Conheci, desconheci,
Achei-me, perdi-me
Incontáveis vezes
Da certeza para dúvida
Era um vento
O céu e o inferno
Lado a lado
Lado a lado não, opostos
Um dia subia
No outro descia
Um dia descia 

No outro subia
De tanto subir e descer
Não reconhecia mais
Nem um nem o outro
Consciência perdida de mim
Agora pleno de consciência
De mim, não entendo
O porquê de manter
Firme no leme
Se eu não era eu
E eu não sou eu
Por que me manter
Firme no leme
Cheio de dúvidas
Perdido na imensidão
Dos pensamentos
Estou cansado
O que era certo
Virou pó
Ficou vazio
Esvaziei-me
Murchei
Soltei o leme!!


Jl/13.05.2018